Parada das Nações Tóquio 2020 - Grã-Bretanha e Irlanda do Norte - Surto Olímpico

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Parada das Nações Tóquio 2020 - Grã-Bretanha e Irlanda do Norte

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INTRODUÇÃO


O Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte será a 19ª nação a entrar no Estádio Nacional de Tóquio em 23 de julho de 2021, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio. A delegação reúne atletas dos três países que compõem a ilha da Grã-Bretanha (Escócia, Inglaterra e País de Gales), além daqueles nascidos na Irlanda do Norte, localizada na ilha da Irlanda. Entenda mais sobre a geografia do país na figura abaixo.


Dono do 13º maior IDH do mundo (0,932), o Reino Unido é considerado a segunda maior economia da Europa e a sexta do mundo. Com uma extensão territorial de 243.610km² divididos em algumas porções de terra, o país abriga uma população de cerca de 67,5 milhões de pessoas e é reconhecido mundialmente por sua rica história cultural, que surge desde genialidade de William Shakespeare, passando pela paixão pelos esportes e o amor pelo chá até chegar na pontualidade.


A origem dessas tradições remonta para um passado que teve como marco a miscigenação gerada da invasão de alguns povos no território. A unificação de terras e a formação de reinos também foram aspectos principais no surgimento da nação. Hoje, o Reino é constituído pelos britânicos, advindos dos "bretões", povos antepassados com raízes na comunidade celta, que foi uma das inúmeras culturas antepassadas a passarem pelo território antes de sua consolidação identitária.


Mapa geográfico da Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido (Reprodução/Toda Matéria)


HISTÓRIA


Os celtas foram os primeiros a se destacarem em invasões na região do Reino Unido, instalando-se no território por volta de 500 a.C. Eles eram divididos em bretões, que se fixaram onde hoje é a Inglaterra; picts, na região da Escócia; e gaels, na Ilha da Irlanda. Todos tinham a mesma língua e os mesmos costumes, mas não eram unidos. O povo permaneceu lá até 43 d.C, quando os romanos invadiram o território e anexaram a Inglaterra e o País de Gales ao Império. A princípio, a Escócia não foi dominada.


Quatrocentos anos mais tarde, os romanos deixaram o local, e, em cerca de 410, foi a vez dos povos gêrmanicos iniciarem a conquista da região. À época, dois grupos principais se destacaram: os anglos e os saxões. Os anglos, inclusive, foram os responsáveis por formar o nome do principal país do Reino Unido, que permanece até os dias atuais: Inglaterra, na língua local, é "England", formada pela junção das palavras "anglo" + "land", que resulta em angloland, significando "terra dos anglos" em português.


Quando se estabilizaram, os anglos e os saxões criaram diversos reinos em todo o território. Em 843, os reinos fixos na Escócia se uniram para formar o Reino de Alba, que durou até 1286, quando algumas guerras culminaram na independência do país. Por volta de 865, os vikins invadiram e conquistaram boa parte da Inglaterra, permanecendo até 927, até que os reinos britânicos se uniram para expulsá-los. Os reinos foram liderados por Etelstano, que ficou conhecido como o primeiro rei inglês


Após um tempo de "calmaria", a situação dos britânicos voltou a se conturbar quando o rei Harold II morreu, em 1066, originando uma intensa disputa pelo poder. Após alguns conflitos, o duque da Normandia, Guilherme I, invadiu e conquistou a Inglaterra, o sul de Gales e a ilha da Irlanda, ficando mais tarde conhecido como "Guilherme, o Conquistador". Durante esse período de domínio normando, que durou até 1362, o francês foi a língua oficial do Reino Unido. Gales só foi, de fato, conquistada em 1284 com o rei Edward I. A Escócia também chegou a ser dominada por ele, mas logo voltou a ser independente. 


Em 1541, o rei Henrique VIII fundou o Reino da Irlanda, anexando a ilha ao Reino Unido. Você pode conferir mais sobre a história cultural e olímpica irlandesa na nossa Parada das Nações sobre o país, clicando aqui. Somente em 1º de maio de 1707, a Escócia foi anexada à Inglaterra e ao País de Gales, na formação do Reino da Grã-Bretanha (ilha maior, onde os três países estão localizados). Quase cem anos depois, em 1801, foi formada o Reino da Grã-Bretanha e Irlanda, que durou até 1922, quando a República da Irlanda conseguiu sua independência, com sua vizinha do norte ainda pertencendo ao Reino Unido.


Hoje, o Reino Unido é uma monarquia constitucional, cujo poder legislativo é eleito e o poder executivo é investido a um conselho de ministros liderado pelo pelo primeiro-ministro Boris Johson, que presta contas somente ao Parlamento e, consequentemente, ao eleitorado. A monarca, a rainha Elizabeth II, de 94 anos de idade, atua apenas como chefe de Estado, o que significa dizer que ela toma parte do processo político mas não executa as ações no país.



JOGOS OLÍMPICOS


O Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte é um dos cinco países que já participaram de todas as edições olímpicas de verão. A nação britânica compete desde Atenas 1896 e só não esteve presente sob sua bandeira em Moscou-1980, quando participou pelo nome de "Associação Olímpica Britânica", por conta do  boicote do bloco capitalista àquela edição. O Team GB também esteve presente em todas as edições olímpicas de inverno.




Em todas as 28 Olimpíadas, a Grã-Bretanha já conquistou 883 medalhas, sendo 274 de ouro, 299 de prata e 310 de bronze. De forma disparada, sua melhor campanha foi em Londres-1908, quando sediou os Jogos pela primeira vez. Na ocasião, foram obtidos 146 pódios, com 56 ouros, 51 pratas e 39 bronzes, fazendo com que o país ficasse na primeira colocação do quadro geral de medalhas, num episódio que permanece inédito até os dias atuais. Na última participação olímpica, o Team GB deixou o Rio de Janeiro com 67 medalhas (27 ouros, 23 pratas e 17 bronzes), um número maior até mesmo que aquele visto em Londres-2012, quando sediou o megaevento pela terceira vez e faturou 65 medalhas (29 ouros, 17 pratas e 19 bronzes).


Além de ter sido a melhor campanha olímpica dos britânicos em relação ao desempenho, Londres-1908 também proporcionou a eles sua maior delegação da história, com 676 atletas. O número só chegou a ser ameaçado em Londres-2012, quando o país teve 541 esportistas presentes. Em Londres-1948, foram 375 atletas. 


Entre as Olimpíadas realizadas fora do Reino Unido, Barcelona-1992 foi quem viu a maior quantidade de britânicos competindo. Ao todo, foram 389 atletas. Até o momento, a nação possui 283 atletas classificados aos Jogos Olímpicos de Tóquio, de forma extra-oficial. Por enquanto, é a quinta maior delegação de Tóquio, atrás do Japão, Estados Unidos, Austrália e China. A expectativa do Team GB é superar Barcelona e fazer história em solo estrangeiro.


Da primeira Olimpíada da Era Moderna, em 1896, até a sétima edição, em 1920, o Reino Unido também continha a Irlanda. Após sua independência em 1922, os britânicos passaram a competir somente com a presença da Irlanda do Norte. Porém, os atletas nascidos na Irlanda do Norte possuem dupla nacionalidade e têm o direito de escolher entre competir pela Irlanda ou pela Grã-Bretanha. Um caso famoso recente envolve o golfista Rory McIlroy, um dos melhores do mundo em sua modalidade, que é nascido em Belfast, capital do Norte, que já anunciou que competirá pela vizinha do sul nos Jogos Olímpicos de Tóquio, e não pelo Reino Unido.


ESPORTES DESTAQUES


Atletismo 


O atletismo é o esporte que mais deu medalhas aos britânicos na história olímpica: 205, sendo 55 de ouro, 80 de prata e 70 de bronze. Na Rio-2016, foram dois ouros, uma prata e três bronzes. Historicamente, o país tem tradição nas provas de meio-fundo, com destaque Sebastian Coe, atual presidente da World Athletics, que tem dois ouros (1.500m) e duas pratas (800m) em Olimpíadas,  e tem visto um domínio recente nas provas de fundo com a lenda Mo Farah, tetracampeão olímpico entre os 5.000m e os 10.000m. Entre as mulheres, Kelly Holmes tem dois ouros (1.500m e 800m) em Atenas-2004 e um bronze em Sydney-2000 (800m). 


Atualmente, os principais destaques são a heptatleta Katharina Johnson-Thompson e a velocista Dina Asher-Smith, atuais campeãs mundiais, além do próprio Mo Farah, que chegou a competir o ciclo na maratona, mas voltou atrás e retornou às pistas. Dina briga pelo ouro nos 100m e nos 200m rasos, além da disputa do revezamento 4x100m feminino. A equipe masculina também é credenciada ao pódio.


+ Ciclismo de pista


O Reino Unido tem se consolidado como uma potência no ciclismo de pista, a ponto da modalidade se tornar o carro-chefe da delegação nas últimas três Olimpíadas, liderando o quadro de medalhas dessas edições. O país foi ao pódio em nove das dez provas disputadas em Londres-2012 e na Rio-2016, sendo que, na última edição olímpica, obteve seis ouros, quatro pratas e um bronze.


Depois da alta, o ciclismo britânico passou por um processo de renovação e teve uma queda de rendimento neste ciclo olímpico. Foram conquistadas "apenas" três ouros, oito pratas e dois bronzes nos Campeonatos Mundiais disputados entre 2017 e o início de 2020. Nomes como Bradley Wiggins, dono de oito medalhas olímpicas, se aposentou das pistas. Por outro lado, o casal Jason e Laura Kenny, que juntos possuem dez ouros em Olimpíadas, seguem para Tóquio.


Laura e Jason Kenny foram um dos casais mais vitoriosos do esporte mundial (REX)


Com tudo isso, os britânicos não chegam com o mesmo poderio de antes, mas com credenciais para medalhar em várias provas. A principal delas é a perseguição por equipes, em que o país briga pelo ouro tanto no masculino quanto no feminino. Os homens foram campeões mundiais em 2018 e ficaram com a prata em 2019, enquanto as mulheres foram vice-campeãs mundiais em 2017, 2018 e 2019. As disputas individuais de Omnium e o sprint por equipes também estão no bolo por uma medalha. 


+ Futebol


É impossível fazer um especial sobre a cultura do Reino Unido sem citar o futebol. Esporte mais popular do mundo, o futebol, sob os parâmetros que hoje conhecemos, foi desenvolvido em solo britânico no final do século XIX. A modalidade é a queridinha dos britânicos e o campeonato inglês masculino, a Premier League, é atualmente a liga nacional mais importante do planeta. 


Apesar de tamanho sucesso, a seleção inglesa masculina - principal entre as quatro equipes do Reino Unido - só conquistou um título mundial de futebol em sua história. Foi em 1966, justamente quando sediou a Copa do Mundo pela única vez. Na última edição da competição, em 2018, na Rússia, a Inglaterra ficou na quarta colocação, perdendo o bronze para a Bélgica. A Escócia esteve presente pela última vez em Olimpíadas em 1998, enquanto a Irlanda do Norte em 1986. O País de Gales só competiu uma vez em Copas, em 1958. 


Seleção britânica de futebol masculino, que foi tricampeã olímpica em 1912 (Arquivo)


Em Olimpíadas, o Reino Unido conquistou três medalhas, todas de ouro e entre os homens: 1900, 1908 e 1912. Além da união das quatro seleções nacionais que hoje compõem a nação, as equipes campeãs também possuíam atletas da República da Irlanda, que ainda não havia conquistado sua independência. Depois do tri, a Grã-Bretanha e Irlanda do Norte jamais voltou a figurar o pódio olímpico. Aliás, a terra do futebol viveu um hiato de participações entre 1964 e 2008, passando 12 edições fora da disputa do torneio da modalidade. O Reino Unido só retornou à competição em 2012, quando foi sede, e parou nas quartas de final. O país não esteve presente em 2016 e não se classificou para o torneio masculino de Tóquio-2020. 


Por outro lado, a equipe feminina vive uma ascensão e estará presente pela segunda vez em Jogos Olímpicos. Em sua primeira participação, em Londres-2012, a seleção foi quinta colocada, tendo sido eliminada nas quartas de final. Agora, as britânicas se garantiram em Tóquio depois que a Inglaterra terminou em quarto lugar na última Copa do Mundo, disputada em 2019, na França. Elas chegam à capital japonesa como uma das favoritas ao pódio.


+ Taekwondo


O Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte tem o taekwondo como uma de suas principais forças nas modalidades individuais olímpicas. Em cinco Olimpíadas, foram conquistadas dois ouros, uma prata e três bronzes. Na Rio-2016, o país obteve três medalhas, uma de cada cor. Jade Jones foi campeã na categoria até 57kg, Lutalo Muhammad ficou com a prata na até 80kg e Bianca Walkden foi bronze na +67kg. O país foi sede do último Campeonato Mundial, em 2019, e acabou na segunda colocação no quadro geral de medalhas, atrás somente da superpotência Coreia do Sul. 


Para Tóquio-2020, o país será o único fora da Ásia a levar uma delegação com cinco atletas (o limite pelos Pré-Olímpicos continentais é de quatro), tendo conseguido a classificação após os bons posicionamentos nos rankings mundiais. Dentre os representantes nacionais, estarão três campeões mundiais em 2019: Bradly Sinden (68kg), Jade Jones (57kg) e Bianca Walkden (+67kg). Completam a equipe Mahama Cho (+80kg) e a bicampeã europeia Lauren Williams (67kg). Todos chegam com reais chances de subir ao pódio em suas categorias.


+ Remo


O remo é o terceiro esporte que mais deu medalhas ao Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte em Jogos Olímpicos. Ao todo, já foram 68 pódios, sendo 31 ouros, 24 pratas e 13 bronzes. Assim como o ciclismo de pista, pode ser considerado um dos esportes protagonistas da delegação britânica nas últimas três edições olímpicas. O país liderou o quadro de medalhas da modalidade em Pequim-2008 (dois ouros, duas pratas e dois bronzes), Londres-2012 (quatro ouros, duas pratas e três bronzes) e Rio-2016 (três ouros e duas pratas).


No Rio de Janeiro, o quatro sem masculino sagrou-se pentacampeão olímpico (conquista o ouro de forma consecutiva desde 2000), enquanto Helen Glover e Heather Stanning conquistaram o bicampeonato no dois sem feminino. Neste ciclo olímpico, o remo britânico passa por renovação, não tendo conquistado nenhum título mundial entre 2017 e 2019: foram duas pratas em 2017 e oito bronzes entre 2017 e 2019, incluindo três com o quatro sem masculino.


As bicampeãs Glover e Stanning anunciaram a aposentadoria assim que conquistaram o ouro no Rio de Janeiro. Glover, no entanto, decidiu retornar às regatas no ano passado, mesmo depois de ter dado luz a três filhos no ciclo olímpico. Ela está inscrita no Campeonato Europeu de Remo, que será iniciado nesta semana, em sua especialidade, o dois sem, ao lado de Polly Swann.


Helen Glover e seus três filhos (Eurosport)


+ Vela


A vela já deu 58 medalhas ao Reino Unido em Jogos Olímpicos, sendo o quarto esporte com mais pódios distribuídos à nação. Com 28 ouros, os britânicos lideram o quadro de medalhas histórico da modalidade, com nove a frente dos Estados Unidos, que aparecem na segunda colocação. Nas últimas cinco edições olímpicas, a delegação britânica só não terminou a frente no quadro da vela quando sediou o megaevento, em 2012, ficando atrás da Austrália. Na Rio-2016, foram dois ouros e uma prata.


Quatro das 28 medalhas douradas do Team GB na vela foram obtidas por Ben Ainslie, que triunfou entre 2000 e 2012 nas classes Laser e Finn. Em 1996 e 2000, ele foi rival direto de Robert Scheidt nas Olimpíadas. Em Atlanta, o brasileiro foi ouro na classe Laser, deixando o britânico com a prata. Em Sydney, o inverso ocorreu e Scheidt ficou com a prata. Ainslie, Scheidt e outro brasileiro, Torben Grael, são os únicos velejadores com cinco medalhas olímpicas no currículo.


Ainslie e Scheidt foram rivais entre 1996 e 2000 (Reprodução)


Para Tóquio-2020, a vela britânica chega com reais chances de ouro na Nacra 17, com John Gimson/Anna Burnet, na 470 feminina, com Hannah Mills/Eilidh McIntyre, e na 49er, com Dylan Fletcher/Stuart Bithell. As três parcerias foram campeãs mundiais nos ciclo olímpico, nos respectivos anos de 2020, 2019 e 2017. Charlotte Dobson/Saskia Tidey foram vice-campeãs mundiais em 2020 e são concorrentes das brasileiras Martine Grael/Kahena Kunze na classe 49erFX.


DESTAQUES INDIVIDUAIS


Adam Peaty (natação): Talvez seja, ao lado do norte-americano Caeleb Dressel, o maior nome da natação masculina mundial. Aos 26 anos, Adam Peaty é dono de oito títulos mundiais (cinco só nesse ciclo) e é o atual campeão olímpico nos 100m peito. O britânico é, aliás, especialista neste estilo de nado, sendo o recordista mundial nos 50m e nos 100m peito. Ele também foi prata no revezamento 4x100m medley masculino na Rio-2016.

Adam Peaty é dono dos 16 melhores tempos da história nos 100m peito (Quinn Rooney/Staff)


Andy Murray (tênis): Entre idas e vindas pelas quadras, o bicampeão olímpico de simples é o atual 119º colocado do ranking da ATP, mas deve conseguir vaga em Tóquio-2020 por meio do critério da Federação Internacional de Tênis (ITF) disponível aos grandes campeões. Além dos ouros olímpicos - e de uma prata nas duplas mistas de Londres-2012 -, o britânico tem uma bela história no circuito mundial de tênis, sendo considerado um dos maiores de todos os tempos. Ex-número 1 do mundo, ele já conquistou três Grand Slams.

Mo Farah (atletismo): Currículo que dispensa maiores comentários. Dono de seis títulos mundiais e quatro ouros olímpicos, sendo dois nos 5.000m e dois nos 10.000m, um em cada uma das últimas edições olímpicas (Londres-2012 e Rio-2016), ele irá buscar o tri nos 10.000m em Tóquio-2020. Iniciou o ciclo na maratona, mas anunciou seu retorno às pistas no ano passado. Na ausência de Usain Bolt, deve ser uma das maiores estrelas do atletismo olímpico.

Sky Brown (skate): Ela é dos maiores fenômenos do skate, que fará sua estreia no programa dos Jogos Olímpicos em Tóquio. A pequena britânica, de apenas 12 anos, compete na disciplina de park e é a terceira colocada do ranking mundial e está perto de se credenciar como a atleta mais jovem de seu país a competir em uma edição olímpica (terá 13 durante os Jogos). Medalhista de bronze no Mundial de 2019 (quando tinha 11 anos), disputado em São Paulo, ela será uma das favoritas ao pódio na capital japonesa.

Carismática e talentosa, Sky Brown, de 12 anos, promete ser uma das principais atrações da Olimpíada de Tóquio (Skateboard GB)


Rev 4x100m medley masculino (natação): A equipe britânica de natação tem a chance de quebrar uma das maiores hegemonias olímpicas da atualidade. Os Estados Unidos jamais perderam a prova do 4x100m medley masculino em Olimpíadas e conquistaram 15 ouros em 15 participações. O Reino Unido, porém, tem uma geração fortíssima, liderada por Adam Peaty, enquanto os EUA estão ofuscados pela ausência de Michael Phelps. O primeiro passo para a queda do tabu já foi dado: os britânicos conquistaram o título mundial em 2019, com uma equipe formada por Peaty, Luke Greenbank, James Guy e Duncan Scott, desbancando os ianques, em 3m28s10, com direito a quebra de recorde europeu.

Dina Asher-Smith (atletismo): maior estrela da "nova" geração britânica do atletismo, Dina Asher-Smith tem a chance de conquistar três medalhas em Tóquio-2020: nos 100m, nos 200m e no revezamento 4x100m feminino. Ela é dona de uma medalha olímpica (prata no revezamento em 2016) e tem quatro pódios em Mundiais, sendo um título nos 200m em 2019 e três vices entre as demais provas. Ela também conquistou o ouro nos 100m rasos do circuito da Diamond League de 2019.

Jack Laugher (saltos ornamentais): um dos queridinhos de Londres-2012, o Jack Laugher parte para sua terceira Olimpíada. Em um esporte dominado por chineses, ele conseguiu um ouro na Rio-2016, ao lado de Chris Mears, no trampolim de 3m sincronizado, sendo prata na prova individual da mesma altura. No último Mundial, carimbou seu passaporte ao Japão após ser prata com seu parceiro e bronze no individual - medalha esta que deixou um sentimento amargo no atleta, já que ele liderava até o último salto, quando cometeu uma enorme falha. 

Max Whitlock (ginástica artística): promete ser um dos maiores nomes da ginástica artística em Tóquio-2020. Especialista no cavalo com alças, ele foi ouro na Rio-2016 e bicampeão mundial em 2017 e 2019, além de ter faturado um bronze olímpico em Londres-2012 e uma prata mundial em 2018. Tem tudo para brilhar em 2021 e parece não ter concorrentes à altura. Ele ainda foi medalhista de ouro no solo na Rio-2016 e bronze no individual geral.

Max Whitlock em sua apresentação final do cavalo com alças do Mundial de 2019, que lhe rendeu seu terceiro título mundial no aparelho (Divulgação/FIG)


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