Comitê Olímpico Australiano responde as críticas sobre trabalho forçado após lançamento dos uniformes produzidos pela Asics - Surto Olímpico

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Comitê Olímpico Australiano responde as críticas sobre trabalho forçado após lançamento dos uniformes produzidos pela Asics

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O Comitê Olímpico Australiano (AOC) respondeu às críticas por usar a Asics para projetar os uniformes do país para Tóqui-2020 em meio à preocupação com as ligações do fabricante com trabalho forçado dos fabricantes de algodão na China.

Os novos uniformes da delegação de delegação e competição para equipe Olímpica foram revelados dia 31 de março.

Isso acontece dias depois que a marca prometeu “continuar e apoiar o algodão de Xinjiang” em uma postagem nas redes sociais chinesas, apesar das alegações de trabalho forçado na região serem uma das razões para várias nações fazerem sanções as autoridades chinesas.

A China rejeitou as acusações de abusos aos direitos humanos, depois que uma série de grandes marcas de roupas, incluindo a varejista sueca H&M, decidiram parar de comprar algodão de Xinjiang.

Também houveram apelos para que o país seja barrado das Olimpíadas de Inverno em 2022 por causa de campanha de repressão contra os muçulmanos Uigur (que é a etnia da maiorias das pessoas que trabalham na fábricas de algodão em Xinjiang), com grupos de direitos humanos alegando que mais de um milhão de Uigurs foram colocados em campos de exploração, mas Pequim afirma que eles os campos são centros de treinamento projetados para erradicar o islamismo radical e separatista.

Nathan Ruser, um pesquisador do Australian Strategic Policy Institute disse que é “nojento e vergonhoso” que os atletas olímpicos usassem “roupas que foram explicitamente provenientes de trabalho forçado de uma região por etnias perseguidas que estão sofrendo atos genocidas”.

Ian Chesterman, chefe da Missão Australiana e vice-presidente da AOC, disse que a organização recebeu garantias da Asics sobre os materiais usados para criar os uniformes.

“Temos a garantia de que nenhum algodão usado nos uniformes da equipe olímpica venham da região de Xinjiang” disse Chesterman, de acordo com agência France-Presse.

“Acho que os atletas tem que se concentrar em seu trabalho, que é sair e competir pela Austrália”.

Um porta-voz da Asics também insistiu que a declaração original da empresa na mídia chinesa sobre o algodão em Xinjiang era “não autorizada” e não representava “nossa posição oficila sobre esse assunto”.

“Estamos totalmente empenhados em trabalhar em estreita colaboração com os parceiros comerciais para garantir que os direitos humanos sejam respeitados e as normas ambientais sejam cumpridas em todos os momentos” disse o porta-voz à AFP.


O triatleta Jake Birtwhistle, a jogadora de basquete Katie Ebzery, a velejadora Lisa Darmanin, a pentatleta Marina Carrier e o trio de rugby sevens Charlotte Caslick, Maurice Longbottom e Henry Hutchinson estavam entre os atletas australianos que exibiram os novos uniformes Asics na apresentação em frente a Opera de Sydney.

De acordo com a AOC, o design e o desenvolvimento dos uniformes Asics começaram em 2018 e serão produzidos 125 mil peças de vestuário e calçados produzidos.

A linha apresenta esquema de cores icônicos em verde e dourado, com gráficos inspirados no origami japonês destacados por toda parte.

Também foi desenvolvido uma camisa com design do artista indígena, e boxeador olímpico Paul Fleming.

Intitulado “caminhando juntos”, o design representa os 52 atletas indígenas australianos que competiram nos Jogos Olímpicos e um ponto de encontro central que representa as Olimpíadas que reúnem pessoas de todos os países, origens e culturas.

Alinhando-se a meta de sustentabilidade corporativa da Asics de reduzir as emissões dióxido de carbono em 38% nas operações diretas até 2030, 30% da linha é feita de poliéster reciclado.

“A Asics colocou uma grande montante de trabalho, detalhes e foco no design e desenvolvimento dos uniformes da equipe Olímpica Australiana, para garantir que os atletas que representam o mais alto nível sintam que possam dar seu melhor” disse Mark Brunton, diretor administrativo da Asics Oceania,

“Estamos ansiosos para ver a equipe australiana usar o verde e o ouro e representar orgulhosamente nosso país no maior palco do mundo”.

Chesterman acrescentou: “Asics tem sido um parceiro fantástico, trabalhando com nosso esporte e nossos atletas olímpicos para desenvolver este material de excelência”

“Temos a sorte de agora estarem auxiliando nossos atletas, trazendo sua paixão por alto desempenho e excelência para nossa equipe, para ajudar nossos atletas a terem seu dia em seu maior dia em Tóquio”.

O AOC espera enviar cerce de 480 atletas em mais de 30 esportes para Tóqui-2020, que foi adiada por um ano devido a pandemia da Covid-19.

Foto: Divulgação/AOC

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