Seiko Hashimoto aceita convite e assume presidência do Comitê Organizador de Tóquio 2020 - Surto Olímpico

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Seiko Hashimoto aceita convite e assume presidência do Comitê Organizador de Tóquio 2020

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Seiko Hashimoto é a nova presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020. Ela aceitou o convite nesta quinta-feira (18) e assume a cadeira que estava vaga desde a renúncia de Yoshiro Mori na última semana, após polêmica envolvendo falas machistas. A japonesa, de 56 anos, deixou o cargo de ministra olímpica para encabeçar a organização de Tóquio 2020.


Em suas primeiras palavras como presidenta, Hashimoto afirmou que sua prioridade é entregar Jogos seguros este ano, indicando que preparar medidas eficazes contra o coronavírus será a tarefa mais importante da gestão. Depois da repercussão negativa gerada pelos comentários sexistas de Mori, Hashimoto prometeu que vai melhorar a igualdade de gênero dentro do comitê organizador.


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O presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, se manifestou sobre a mudança na organização olímpica e avaliou positivamente uma mulher no poder. “Com a nomeação de uma mulher como presidente, o Comitê Organizador Tóquio 2020 também está enviando um sinal muito importante no que diz respeito à igualdade de gênero, que é um dos temas que abordamos na Agenda Olímpica 2020, o programa de reforma do COI e dos Jogos Olímpicos Movimento", disse.


Seiko Hashimoto venceu uma corrida que contou alguns outros dirigentes japoneses para assumir a presidência de Tóquio 2020. Ela foi escolhida por um painel de oito membros da organização, que avaliou os concorrentes a partir de critérios objetivos, que envolviam, entre outras coisas, experiências com Olimpíadas e Paralimpíadas e respeito à diversidade e igualdade de gênero.


Apenas duas reuniões foram realizadas até que Hashimoto fosse posta como favorita pelo grupo. Ela foi atleta e é política desde a década de 1990, sempre ativa nas discussões sobre a defesa dos direitos das mulheres. Conversas foram iniciadas na quarta e ela aceitou o convite e foi oficializada nesta quinta. A japonesa deixa o cargo de ministra olímpica, que agora será ocupada por Tamayo Marukawa.


"Com sua grande experiência olímpica, tendo conquistado uma medalha, participado de sete edições dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Olímpicos de Inverno, e tendo liderado a delegação do Japão aos Jogos Olímpicos várias vezes, ela é a escolha perfeita para esta posição", elogiou Bach. "Ela irá garantir que o foco nos últimos meses de preparação permaneça na experiência dos atletas enquanto planeja todas as contramedidas Covid-19 necessárias", destacou.


Nascida em Hokkaido, em 1964 - apenas cinco dias antes da cerimônia de abertura dos Jogos de Tóquio 1964 -, Hashimoto competiu na patinação velocidade em quatro edições de Jogos Olímpicos de Inverno e no ciclismo em três Olimpíadas de Verão. Ela conquistou um bronze nos 1.500m de Albertville-1992, a primeira japonesa a ganhar uma medalha na modalidade. Encerrada a vida atlética, entrou na política em 1995, onde permanece até hoje.


Foto de capa: Associated Press

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