Corredores de média e longa distância da seleção de Atletismo Paralímpico do Brasil encerram treinamento em Minas






O treinamento em altitude da Seleção Brasileira de atletismo terminou na terça-feira (15). Quatro corredores que disputam provas de média e longa distância ficaram concentrados por um mês na cidade de Senador Amaral, no sul de Minas Gerais, para realizar essa parte da preparação para os Jogos de Tóquio, que ocorrerão em agosto de 2021. 


A cidade mineira de Senador Amaral está a 1.560m do nível do mar, cerca de 800m mais alto que São Paulo, onde é o Centro de Treinamento Paralímpico. 


Ao correr em locais com maior altitude, os atletas sentem mais dificuldades pois seu corpo não está adaptado a menor concentração de oxigênio no ar. 


Geralmente, a equipe costumava ir à Colômbia para realizar este tipo de treino a mais de 2600m de altura. Mas, por conta da pandemia de Covid-19, a comissão técnica escolheu uma cidade brasileira em que os atletas poderiam realizar os treinos em altitude e seguir o protocolo de segurança para preservar a saúde de todos os participantes. 


“Nós estávamos em total isolamento. O CPB montou toda uma estrutura para a gente treinar na pousada. Então, no salão de eventos colocaram os equipamentos para fazermos o trabalho de soltura e musculação, além de ter um massoterapeuta para dar todo o suporte necessário. Só saíamos para treinar. Lá tinha uma estrada de terra muito bonita e boa para treino de altitude, com subidas e descidas”, relatou Yeltsin Jacques, que foi ouro nos 1.500m e bronze nos 5.000m da classe T12 (atletas com baixa visão) nos Jogos Parapan-americanos de Lima 2019. 


“Durante a pandemia, nós ficamos muito tempo só treinando em casa. Eu tenho uma esteira e comprei alguns outros equipamentos para ajudar. Já tinha voltado a treinar na rua, porém, só estava treinando em baixa altitude e no asfalto, que causa grande impacto no corpo. Esse percurso aqui em Senador foi muito bom por ser estrada de terra, o que dá um descanso. No começo, eu não senti muito, mas com o tempo veio a exaustão da altitude que exige mais do corpo. Estou muito feliz com o trabalho. É bom respirar outros ares. Fez muito bem para a nossa preparação”, comentou Júlio César Agripino, campeão dos 1.500m da classe T11 (atletas cegos) no Mundial de Atletismo em Dubai 2019. 


Além de Júlio César e Yeltsin, estiveram presentes os fundistas Edilene Boaventura (T11) e Yagonny Sousa (T46, para amputados de braço).


Foto: CPB

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