WTT de Macau tem premiação milionária, regras diferenciadas e dois brasileiros na disputa




Em uma temporada totalmente atípica, chegou a hora do último desafio internacional. Na noite desta terça-feira (24), no horário de Brasília (manhã de quarta-feira no horário local), começa o WTT de Macau, na Região Autônoma da China. Com a presença dos brasileiros Hugo Calderano, sexto do ranking mundial, e Gustavo Tsuboi, 44° da lista, será o evento derradeiro do Restart, a “bolha” do tênis de mesa que marcou a retomada das competições internacionais. Mais do que isso, é uma aposta da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF) para os próximos anos.


O torneio tem como grande atrativo a premiação. Somente para participar, os atletas já recebem uma bolsa de 15 mil dólares (mais de R$ 80 mil reais no câmbio atual). Um atleta pode acumular até 90 mil dólares em prêmios se for o campeão, o que significa R$ 482 mil no câmbio atual.


Para chegar ao título, os 16 atletas terão trajetórias diferenciadas. Os quatro cabeças de chave se enfrentam em um grupo separado. Hugo Calderano, número 4 nesta lista, encara o chinês Xu Xin, número 1 do grupo e segundo do ranking mundial. A colocação neste grupo de quatro atletas definirá o posicionamento dos mesa-tenistas para as quartas de final. 


Enquanto isso, oito atletas – entre eles, Tsuboi – se enfrentam num outro grupo, em jogos eliminatórios, que serão definidos por sorteio. Os vencedores passam desta fase e encaram os ranqueados entre as posições 5 a 8, nas oitavas de final. Os novos ganhadores, finalmente, passam para as quartas de final, contra os quatro cabeças de chave. A partir daí o torneio segue as regras normais de chaveamento, com vencedores passando para a semifinal e, em caso de novo triunfo, decidindo o título. 


Regras diferenciadas


Mudanças também serão vistas no formato dos confrontos. O grupo dos cabeças de chave terá cinco sets onde o vencedor será o atleta que fizer oito pontos primeiro. Não há necessidade de um atleta abrir dois pontos de vantagem em caso de empate em 7 a 7, sendo vencedor aquele que fizer o oitavo ponto.


No grupo que define os classificados para as oitavas e nas duas fases seguintes, a regra será diferente. Os jogos terão cinco sets de 11 pontos, com o mesa-tenista que fizer o 11° ponto primeiro vencendo automaticamente nos quatro primeiros sets. Caso a partida vá para quinto set, desempate, é preciso que um dos dois atletas abra dois pontos.


Já nas semifinais, serão sete sets de 11 pontos cada, com o atleta que fizer o 11° ponto primeiro vencendo automaticamente nos seis primeiros sets e necessidade de abrir dois pontos em caso de set desempate. Na final, nova mudança. A partida terá nove sets de 11 pontos. Novamente, o mesa-tenista que fizer 11 vence nos oito primeiros sets e há a necessidade de abrir dois pontos em caso de set desempate.


Diante de tantas mudanças, o técnico do brasileiro e consultor técnico da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, Jean-René Mounié, acredita que o torneio serve muito mais como uma possibilidade de enfrentar alguns dos melhores atletas do mundo, já que o torneio não conta pontos no ranking:


“A competição é disputada logo depois da Copa do Mundo e do ITTF Finals, sem tempo para adaptar-se. De qualquer jeito, nesse momento, temos que aceitar que as referências usuais não existem mais. Sobre o Hugo, foi muito bom ver o nível dele no ITTF Finals. Ele chegou na China e jogou a Copa do Mundo sem possibilidade de treinar o suficiente. Conseguir propor esse nível foi ótimo e espero que ele tenha a capacidade de adaptar-se a essas novas condições aqui em Macau. De qualquer forma, é bem positivo ter pelo menos dois ou três jogos contra top 5 do mundo nesta semana”.


Foto: ITTF

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