Após cancelamento de torneios internacionais, esgrimista Bia Bulcão foca em treinos na Itália para retorno em 2021 - Surto Olimpico

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Após cancelamento de torneios internacionais, esgrimista Bia Bulcão foca em treinos na Itália para retorno em 2021

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A esgrimista brasileira Bia Bulcão já está na Itália, após duas semanas na Missão Europa, em Portugal. Ela voltou a treinar no Frascati Scherma, após seis meses distante do clube. E recebeu uma notícia que modifica seu planejamento para o restante da temporada: o cancelamento de todos os torneios internacionais em 2020. As competições só voltam em 2021 e o foco total passa a ser o aprimoramento de seu jogo para buscar a vaga olímpica.

Para Bia Bulcão, o cancelamento dos torneios nesta temporada tem um lado positivo: “Se tivéssemos torneios agora, teríamos uma desigualdade, pois a situação é diferente em cada país. É bom estar aqui na Itália, pois vou focar nos treinamentos e fazer as mudanças necessárias no meu jogo para o período crucial da próxima temporada”. A brasileira está sendo acompanhada diretamente pela técnica italiana Alessandra Nucci.

Bia Bulcão se preparara para buscar a vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio. As quatro melhores equipes do ranking mundial se classificam diretamente para os Jogos. Atualmente, os Estados Unidos estão em quarto lugar, abrindo a vaga de equipes das Américas, que seria herdada pelo Canadá. A partir de então, a melhor atleta do continente no ranking olímpico, excetuando-se norte-americanas e canadenses, tem a classificação assegurada.

Ainda faltando a pontuação de um Grand Prix, que aconteceria em março, a colombiana Saskia Loretta Garcia lidera essa corrida, e a brasileira ainda briga por esta vaga pelo ranking olímpico. Por ter sido a primeira colocada no ranking nacional em 2019, Bia é a representante do Brasil no Pré-Olímpico das Américas, em abril, no Panamá, que classifica mais uma atleta.

Bons treinos em Portugal
O período de duas semanas em Rio Maior (POR) foi extremamente positivo para a atleta. Ela ficou quase seis meses confinada em casa, onde chegou a construir um boneco para não ficar inativa.

“Mudou bastante. Não estava com uma rotina normal em São Paulo, sem intensidade. Com a ida para Portugal, pude fazer uma preparação física adequada, com espaço adequado. Tive acompanhamento médico e fisioterápico, o que foi importante para estruturar o meu corpo. Além disso, consegui fazer os treinamentos técnicos. Foi bem mais próximo do ritmo que eu tenho normalmente, com intensidade alta”, detalha a brasileira.

Até março, a brasileira treinava a maior parte da temporada no Frascati Scherma. Ao deixar o país europeu em março, para disputar uma etapa da Copa do Mundo, nos Estados Unidos, ficou sem condições de retornar por conta do fechamento das fronteiras, e precisou voltar ao Brasil.

Foto: Daniel Varsano/COB

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