Sem patrocínios, Fluminense deve apostar em equipe juvenil para a Superliga feminina de vôlei - Surto Olimpico

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Sem patrocínios, Fluminense deve apostar em equipe juvenil para a Superliga feminina de vôlei

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Atletas do tricolor carioca se cumprimentando após uma partida pela Superliga 2019/20

O voleibol do tricolor carioca não passa por um bom momento. Sem aporte financeiro, a equipe feminina do Fluminense que irá disputar a Superliga 2020/21 deve vir repleta de jovens atletas, ainda do juvenil. A informação foi confirmada por nossa reportagem com fontes ligadas ao clube após o time perder peças importantes da última temporada.

Quando a Superliga 19/20 foi dada por encerrada por conta da pandemia do novo coronavírus em março, o Fluminense não sabia se teria condições de seguir o projeto do voleibol, o que justifica as confirmações prematuras de perda de peças importantes do elenco. Além do financeiro, o clube sofre com brigas políticas que pedem o fim do investimento nos esportes olímpicos.

O Flu terminou o campeonato na sétima posição, com 11 vitórias e 11 derrotas. O time estava nos playoffs, onde iria duelar contra o Sesc RJ e tentaria chegar pela primeira vez na semifinal da competição. A melhor posição foi em 2016/17, quando o clube das Laranjeiras terminou em sexto lugar, com 13 vitórias e 9 derrotas.







Primeiramente gostaria de agradecer a esse time tão receptivo, que me deu a oportunidade de evoluir como atleta e como pessoa. Confesso que faltam palavras para descrever tamanha gratidão que sinto por cada um de vocês que fizeram parte da minha história. Meu muito obrigada a comissão técnica e dirigentes por terem acreditado no meu trabalho. Obrigada pela confiança, carinho e amizade, guardarei vocês em meu coração. E quero agradecer as meninas por essa temporada leve e produtiva! Vocês fizeram desse ciclo um dos melhores. Algumas eu já conhecia e outras tive o prazer de conhecer e com certeza levarei cada uma de vocês comigo. Obrigada pela temporada incrível! Gratidão é o que tenho hoje por esse time, essa cidade e essa torcida maravilhosa que não poderia deixar de agradecer. Os outros são grandes, o Flu é IMENSO ❤️💚 Que Deus continue abençoando cada um de vocês!
Uma publicação compartilhada por Ana Paula Borgo (@anapaula8borgo) em


Nomes como Paulo BorgoThaisinha e Mari Cassemiro foram as primeiras a saírem. As três foram destaques do Flu na última temporada. A oposta Paula e a ponta Thaisinha vão para uma experiência no Çan Gençlik Kale Sports, da primeira divisão do voleibol turco. A outra ponteira titular, Mari Cassemiro, também deixou o clube e foi oficializada pelo Sesi Bauru.

A jovem oposta Pamela Sanabio, reserva da Paula Borgo na última temporada, teve o mesmo destino de Mari e desembarcou em Bauru. Continuando a lista, a levantadora Mikaella foi outra a deixar as Laranjeiras após não ter garantia do projeto. Ela atuará no Valinhos, do interior paulista. Atletas como Giovana, Neneca e Natasha têm futuro incerto. A nova equipe do Fluminense para a temporada 20/21 deve ser anunciada nas próximas semanas.

Com um passado de glória, sendo o primeiro campeão brasileiro do voleibol feminino em 1976, o Fluminense tem passado por problemas financeiros desde quando retornou à elite do vôlei, na temporada 2016/17. Atrasos salariais têm sido constantes no tricolor carioca, que dispõe da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, através da TIM, como principal investidor. Para a temporada 2020/21 não ficou claro se a parceria continuará.

Surte + Surto de Vôlei: a nova coluna do Surto Olímpico

Oportunidade para novas atletas

Em contrapartida às dificuldades financeiras, jovens talentos do voleibol brasileiro poderão ter sua primeira oportunidade numa competição nacional adulta. O Fluminense é conhecido belo bom trabalho na base e, prova disso, foram os cinco títulos só do juvenil feminino na temporada 2019, o que inclui o Estadual - onde foram campeãs invictas - e a tradicional Taça Paraná. As categorias de base ainda possuem uma mão do treinador da equipe principal Hylmer Dias.

Vôlei do Fluminense juvenil comemorando o título da Taça Paraná 2019
Time campeão juvenil da Taça Paraná 2019 que vem ser a base da nova equipe do Flu - Foto: Vinicius Araujo/Taça Paraná

Do Fluminense campeão de tudo do juvenil no ano passado, cinco atletas estavam no time adulto da última temporada: a líbero Lelê, a levantadora Rose, as opostas Pamela e Mayara e a ponteira Giovanna Fant. Só Pamela (21 anos) confirmou sua saída. Lelê (17 anos), Rose (19 anos), Mayara (19 anos) e Giovanna Fant (21 anos) anotam passagens pelas seleções de base e títulos pelo Fluminense e Seleção Carioca, antes de estarem presente no elenco da Superliga.

Letícia Moura, a Lelê, foi medalha de bronze com o Brasil no Mundial Sub-18 no ano passado. Ela teve a companhia da ponta Stephany Gomes (17 anos), um dos destaques da base do Fluminense que deve pintar na equipe adulta que está sendo montada.

Além delas, duas atletas de outra safra vão ter sua grande oportunidade no clube: Marcella Amaral, de 24 anos, e Julia Moura, de 22. Ambas são cariocas e "crias" da base tricolor.

Via assessoria de imprensa, o Fluminense não confirmou as informações sobre a montagem da equipe para próxima temporada, mas também não negou que o time será formado por uma base de atletas juvenis. O clube disse que "ainda não divulgou nenhuma contratação ou renovação" e concluiu que "isso deve ser feito em breve".

Foto: Mailson Santana/Fluminense

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