Seleção de Ginástica Rítmica do Brasil coloca computador no tablado para que atleta contundida acompanhe os treinos na Europa - Surto Olimpico

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Seleção de Ginástica Rítmica do Brasil coloca computador no tablado para que atleta contundida acompanhe os treinos na Europa

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Déborah Medrado, 18 anos, é uma das ausências mais sentidas da ginástica rítmica do Brasil na Missão Europa. Campeã dos Jogos Pan-americanos Lima 2019 e uma das principais lideranças do conjunto brasileiro, a ginasta aproveitou a pandemia e o adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 para realizar uma cirurgia no segundo metatarso dos pés esquerdo e direito.

Ainda em fase de recuperação, a capixaba acabou não sendo convocada para o período de treinos em Sangalhos (Portugal). Porém, suas companheiras de seleção encontraram uma forma de mantê-la por perto, apesar de estarem distantes fisicamente.

“Desde quando iniciamos a quarentena, nossos treinos eram virtuais. Infelizmente, a Déborah não veio, mas, para ela continuar com a gente, a colocamos no computador para fazer o mesmo treino”, explica Beatriz Linhares, que, assim como Déborah, conquistou um ouro (3 arcos e 2 maças) e dois bronzes (Geral e 5 bolas) em Lima 2019.

“Nós estamos aqui, todas juntos novamente, e ela deve ficar um pouco sentida. Não queremos que ela desanime e estamos tentando ao máximo, mesmo de longe, trazê-la para perto”, completa Bia, 17, natural de Florianópolis (SC).

s meninas da ginástica rítmica já estão em sua terceira semana de treinamentos em Sangalhos. Apesar do longo tempo afastadas do ginásio, a seleção já nota uma evolução técnica e física.

“Tivemos algumas dores musculares, o que é normal, mas (o retorno) não está sendo tão difícil pelo fato de estarmos muito empolgadas. Foi só uma pausa, agora voltamos aos treinos e estamos focando no nosso objetivo, que é lutar pela vaga olímpica”, diz Duda Arakaki, 16 anos, que disputou os Jogos Olímpicos da Juventude Buenos Aires 2018.

Normalmente concentradas em Aracaju (SE), as meninas da ginástica rítmica permanecerão em Sangalhos por dois meses. Elas vêm treinando no mesmo ginásio que os 12 atletas da ginástica artística, algo inédito na seleção brasileira.

Foto: Marcello Bravo/COB

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