Quatro anos da Rio 2016: o ouro olímpico do vôlei e a passagem de bastão de Bernardinho a Renal Dal Zotto - Surto Olimpico

Anúncio

Anúncio
Se inscreva em nosso canal!

Quatro anos da Rio 2016: o ouro olímpico do vôlei e a passagem de bastão de Bernardinho a Renal Dal Zotto

Compartilhe
Brasileiros comemorando o ouro após vitória sob Itália na final da Rio 2016
Há exatamente quatro anos, o Brasil ia se despedindo dos Jogos Olímpicos Rio 2016 com mais um ouro. O Maracanãzinho lotado já deixava claro que o vôlei masculino tinha grandes chances do ouro, afinal, era favorito a derrotar a Itália naquela final. O Surto Olímpico relembra os momentos finais da conquista e o ciclo olímpico de uma seleção tão vitoriosa.

Apesar de estar cotado para o ouro, a seleção brasileira não começou bem o torneio olímpico e se classificou com a última vaga de seu grupo, na quarta posição. Triunfos em cima de México e Canadá (ambos por 3 sets a 1) e derrotas para EUA e Itália também por 3 sets a 1. No jogo da vida, os brasileiros se desdobraram para bater a França, que vinha de título na Liga Mundial ali mesmo, no Maracanãzinho, em 2015.

Mas o algoz não foi páreo para a massa brasileira que inflamava o ginásio e, nem mesmo o craque francês Earvin N'gapeth, conseguiu reverter a situação. N'gapeth assistiu seu oposto Antonin Rouzier errar duas vezes e dar números finais ao jogo: Brasil 3 x 1 França.

Nas quartas, a seleção comandada por Bernardinho enfrentou os hermanos, com mais uma vitória por 3 sets a 1 para os donos da casa. Muitos especialistas dizem que a final da Rio 2016, na verdade, foi o jogo decisivo da fase de grupos contra os franceses. A partir dali o Brasil deslanchou. Na semi, novo triunfo, desta vez por 3 sets a 0 contra os irreconhecíveis russos.

O placar se repetiu na final em nova partida "tranquila" contra os italianos. Uma campanha perfeita após o jogo contra os franceses que culminou no título olímpico, MVP para Serginho, além de Wallace, Bruninho e Lucarelli pintarem na seleção do campeonato, como relatado por Regys Silva à época.

Substituição no comando
Renan Dal Zotto e comissão técnica comemora título
Dal Zotto assumiu a seleção sob apelo para que Rubinho comandasse - Foto: Divugação/FIVB
Depois da Rio 2016, o que vimos foi uma troca de bastão. Sai Bernardinho, se aposentando da seleção, e entra o novato Renan Dal Zotto sob desconfiança e críticas. Antes, ainda em clima de festa, a seleção brasileira jogou em estádio de futebol para mais de 30 mil pessoas, o que marcou a despedida de Serginho e até mesmo de Bernardinho na seleção.

Na primeira aparição de Dal Zotto no comando da seleção, o Brasil foi novamente vice-campeão da Liga Mundial em 2017. Na época, era o quarto segundo lugar em cinco competições em sequência. A derrota em 2017, assim como em 2015, foi para a França e em casa, na Arena da Baixada. Mais de 20 mil torcedores assistiram N'gapeth se vingar da eliminação olímpica e marcar 29 pontos na final da competição contra os brasileiros. Os detalhes da final você encontra aqui.

No mês seguinte, o Brasil venceu o Campeonato Sul-Americano, no Chile, e já tinha uma mesma base de jogo de quando Bernardinho comandava. As desconfianças em cima de Renan, inclusive, aos poucos iam passando e o trabalho reconhecido. Em entrevista exclusiva ao Surto Olímpico, Renan e Wallace falaram da cobrança que a seleção brasileira sentia.

Antes de fechar o ano, o Brasil ainda teve tempo de vencer a Copa dos Campeões, no Japão, para virar a página para 2018. Logo em maio o Brasil já conhecia os convocados para a primeira competição do ano, a Liga das Nações (ex-Liga Mundial).

A seleção chegou à fase final da nova competição da FIVB com dez vitórias e cinco derrotas, mas acabou não sendo reconhecida pelos russos na final, que foram comandados por Mikhaylov (12 pontos). Na disputa do bronze, uma nova derrota. Desta vez para os norte-americanos, que aplicaram 3 sets a 0, no time de Renan. Entretanto, o foco era mesmo o Mundial.


Mundial com desfalques

Brasil celebrando ponto no Campeonato Mundial de 2018
Mesmo sem Lucarelli, Brasil chegou até a final do Mundial 2018 - Foto: Divulgação/FIVB
O Brasil tinha problemas para o Mundial, sem contar com Lucarelli e Mauricio Borges, duas peças importantes na ponta. Com eles lesionados, coube a Lipe e Douglas Souza controlarem a linha de passe do Brasil. Douglas Souza fez um grande Mundial e foi crucial para levar o Brasil até a final da competição. Porém, o Brasil parou novamente na Polônia, de Kurek, assim como em 2014, e ficou com a prata.


Já no ano de 2019, o ponteiro Leal finalmente ficou liberado para atuar pela seleção brasileira, um baita reforço, já que Lipe se aposentou da seleção após o Mundial de 2018. Cubano de origem, Leal estreou na Liga das Nações, onde ele não conseguiu ajudar o Brasil a vencer o primeiro caneco do campeonato. Derrota na semifinal para os estadunidenses, que jogavam em casa, na cidade de Chicago. O Brasil sofreu demais com o passe, como relatado pelo Surto Olímpico.

Os brasileiros amargaram a quarta posição, derrotados pelos poloneses na disputa do bronze. O resultado foi o mesmo da Liga de 2018, mas não abateu a seleção. Já em preparação para o torneio Pré-Olímpico, a seleção canarinho derrotou a Polônia, Finlândia e Sérvia em torneio amistoso.

No Pré-Olímpico na Bulgária, o Brasil enfrentou uma seleção búlgara empurrada por um ginásio lotado em Varna, capital do país. Com um 32/30 no terceiro set, Leal e Wallace comandaram a retomada brasileira para virar a partida em 3 sets a 2 (25/13, 25/19, 30/32, 16/25 e 11/15). Vitória e vaga garantida em Tóquio 2020.

Com Leal, Brasil comemora o título da Copa do Mundo em 2019
Brasil encerrou 2019 com três títulos no ano - Foto: Divulgação/FIVB
Certamente o ano de 2019 foi um dos mais desgastantes a nível de seleções. Após Liga das Nações, torneio amistoso e Pré-Olímpico, a seleção ainda viajou para uma série de amistosos na Argentina, de olho no Sul-Americano e Copa do Mundo. O Sul-Americano, inclusive, teve final bem parecido com o Pré-Olímpico. Os brasileiros saíram atrás, mas reagiram para uma grande virada em cima da Argentina.

Não havia tempo de comemorar. Do Chile, o Brasil foi para o Japão, onde disputaria a Copa do Mundo. E foi um show, para consagrar o grande ano da equipe. Wallace descansou, mas Allan brilhou na conquista da Copa do Mundo, a principal da "Era Dal Zotto". E não foi qualquer campeonato. Foi um ouro invicto, tendo perdido ponto apenas contra a Polônia, em vitória por 3 sets a 2.

De um começo de ciclo com desconfiança no trabalho de Renan Dal Zotto, o Brasil fechou 2019 como grande favorito ao ouro em Tóquio 2020. Em fevereiro deste ano a FIVB chegou a confirmar as tabelas do evento olímpico. O Brasil sabe seus adversários (confira aqui), mas a Covid-19 adiou os planos. O que se viu foi um 2020 de cancelamentos, primeiro da Liga das Nações e depois dos treinos da seleção brasileira. O futuro é uma incógnita para o time que vinha brilhando em 2019.

Foto: Divulgação/FIVB

Nenhum comentário:

Postar um comentário