Interação entre as diferentes equipes de ginástica marca trabalho da Missão Europa - Surto Olimpico

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Interação entre as diferentes equipes de ginástica marca trabalho da Missão Europa

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Muito mais do que uma viagem em busca de condições viáveis de treinamento, a Missão Europa está se constituindo em um marco na história da Ginástica Brasileira. Na localidade portuguesa de Sangalhos, no Centro de Treinamento que se transformou na casa temporária do Time Brasil, atletas da Ginástica Rítmica e da Ginástica Artística conversam, aprofundam amizades e participam de treinamentos conjuntos. Os treinadores compartilham experiências e encontram metodologias úteis, o que contribui para o aprimoramento dos conhecimentos.

A CBG reúne atletas de modalidades diferentes. A Ginástica se ramifica, como se fosse uma grande árvore com vários galhos, pertencentes a um forte organismo. O processo integrativo oferece benefícios que ultrapassam as paredes do ginásio, sendo colhidos por atletas, treinadores e demais componentes das equipes multidisciplinares.

“É muito legal essa integração. Sempre acontece isso entre a Ginástica Artística Feminina e a Masculina quando temos os trabalhos em conjunto no Centro de Treinamento Time Brasil, no Rio. Agora desfrutamos da oportunidade de conviver também com as meninas da Ginástica Rítmica. Fizemos essa integração no aquecimento delas e foi bem proveitoso. Com essa união, ganhamos todos nós”, afirma Caio Souza.

O aquecimento a que Caio se refere foi comandado por Bruna Martins, treinadora de balé e auxiliar técnica de Camila Ferezin na Seleção Brasileira de conjunto da GR. “A Bruna trabalha muito com ritmo. Não estamos acostumados a trabalhar com música, e por isso foi divertido ver os ginastas fazendo aqueles movimentos coreografados”, diz Robson Caballero, Coordenador Técnico da Ginástica Artística Masculina.

“Retomar os treinos nesta estrutura incrível tem sido uma experiência maravilhosa. Uma das coisas mais interessantes que estamos vivendo é essa integração entre as ginásticas”, diz Bárbara Galvão, da Seleção de Conjunto da Ginástica Rítmica. “Podemos trocar várias experiências, fazer amizades. Tivemos aulas com os professores da Ginástica Artística. Os meninos da Ginástica Artística Masculina participaram do nosso aquecimento e, além de ter sido divertido, está somando muito para a nossa carreira. Tenho certeza de que futuramente isso vai nos ajudar bastante”, complementa Duda Arakaki, capitã da Ginástica Rítmica e líder de todo o conjunto de atletas da delegação. No Pan de Lima, a GR do Brasil obteve a quinta medalha de ouro em edições consecutivas dos Jogos Pan-Americanos. 

Segundo Caballero, a integração envolve trabalhos planejados – Bruna dá treinos de balé para as atletas da Ginástica Artística há três semanas – e atividades espontâneas. “Teve um momento em que as meninas da Ginástica Rítmica estavam no corredor e passei para elas um trabalho de base para parada de mãos. Atividades assim vão ajudá-las no futuro, quando estiverem no tablado”.

Bruna está muito satisfeita com o grau de comprometimento e adesão das atletas da Ginástica Artística, suas novas alunas. A mestra passa até uma espécie de “lição de casa” para as ginastas, que estão cumprindo as tarefas com louvor. “Eu ensino alguns movimentos de balé a elas e envio, por whatsapp, algumas questões, para ajudá-las a rememorar o conteúdo. E elas vão atrás. Pesquisam na internet, se esforçam para responder. Fico muito satisfeita com essa dedicação”, diz a treinadora. “Esse trabalho com a Ginástica Artística também me motiva bastante. São corpos mais fortes. Tenho que reestruturar esses corpos e inserir o trabalho de balé, que é muito útil, sobretudo quando elas competem no solo e na trave de equilíbrio. O balé contribui para a graciosidade e a fluidez dos movimentos, além da coordenação”.

“São técnicas diferentes e ao mesmo tempo meio parecidas. As treinadoras da GR conseguem nos ajudar a melhorar em alguns aspectos que precisamos fortalecer. O desenvolvimento é mútuo. As meninas da Ginástica Rítmica, por outro lado, estão aproveitando para desenvolver a força em trabalhos com o pessoal do masculino. Acho que vamos sair daqui melhores do que nunca”, afirma Rebeca Andrade, dona de uma grande coleção de medalhas na Ginástica Artística.

“Está sendo muito legal conhecer as meninas da GR e fazer balé com a Bruna. Trocar essas informações é muito bom, porque uma contribui para o trabalho da outra”, acrescenta Flávia Saraiva, que já tem vaga olímpica assegurada e é dona de três medalhas dos Jogos Pan-Americanos de Lima e finalista olímpica. 

Marcos Goto, Coordenador da Seleção de Ginástica Artística Masculina, é um dos entusiasmados adeptos desse processo de integração. “Na semana passada tivemos a oportunidade de contribuir no trabalho de força da Rítmica. No último sábado, os atletas da equipe masculina participaram do trabalho conduzido pela coreógrafa Bruna junto com as atletas. Exemplos assim mostram o empenho das equipes de trabalho no sentido de entregar o melhor para seus ginastas. Isso permite que as modalidades avancem juntas. Toda a ginástica do nosso País está ganhando. Esse é o nosso principal objetivo”.

Arthur Zanetti, dono de um ouro e de uma prata olímpicos, pensa da mesma forma. “Com essa aproximação, a gente conversa, tira dúvidas. Podemos ver como elas treinam, e nós fazemos o mesmo. Observamos as facilidades e dificuldades delas, e vice-versa. Trocamos dicas e todos evoluem”.

Foto: Divulgação/CBV

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