Em live, atletas contam bastidores de medalhas e desafios logísticos do Parapan de Lima 2019 - Surto Olimpico

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Em live, atletas contam bastidores de medalhas e desafios logísticos do Parapan de Lima 2019

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Em Live realizada na última quarta-feira (19) na pagina do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) no Facebook medalhistas parapan-americanos em Lima 2019 contaram como foi a competição na capital peruana e apontaram pontos fortes e fracos. 

A conversa contou com a participação da judoca Giulia Pereira, da velocista Jerusa Geber e do nadador Phelipe Rodrigues. 

A delegação brasileira fez história nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 com 308 medalhas (124 de ouro, 99 de prata e 85 de bronze), marca nunca alcançada por um país em uma única edição. Pela quarta vez consecutiva o Brasil liderou o quadro de medalhas. 

A primeira medalha dourada do Brasil em Lima 2019 veio com a judoca Giulia Pereira, de apenas 19 anos. Estreante em Jogos Parapan-Americanos, ela falou sobre o sentimento em saber que tinha conquistado essa medalha icônica e ressaltou também a acessibilidade das arenas. 

“Eu não sabia que tinha sido a primeira, só fui saber quando os jornalistas vieram falar comigo. Fiquei muito feliz! A primeira medalha do Brasil e a primeira minha, foi muito especial! Eu nunca tinha participado de uma competição tão grande como um Parapan, fiquei bem impressionada e satisfeita. Tinha piso tátil em todos os lugares, foi ótimo!”, relatou a judoca da categoria até 48kg e que competiu na divisão até 52kg por falta de adversárias. 

O nadador Phelipe Rodrigues, maior medalhista brasileiro na competição com oito medalhas, contou como foi disputar tantas provas e fatores que fizeram a sua primeira medalha na capital peruana ser tão especial. 

“Eu queria ser o mais rápido e manter o meu título de campeão parapan-americano nos 100m livre, que era logo a primeira prova. Essa também foi a minha primeira aparição para confirmação de classificação funcional. Eu não costumo disputar muitas provas, consegui em um Parapan o número de medalhas que tinha acumulado em duas edições, Guadalajara 2011 e Toronto 2015”, contou o pernambucano que tem má-formação congênita no pé direito. 

A velocista Jerusa Geber contou que na temporada passada recebeu críticas quanto a sua idade, na época com 37 anos, e que as medalhas douradas nos 100m e nos 200m tiveram um sabor especial. “Falaram que eu estava velha para ser velocista, que eu não ia conseguir mais nada. A temporada de 2019 foi muito especial para mim! Corri quatro vezes abaixo dos 12 segundos nos 100m, bati o recorde mundial da prova, e as medalhas em Lima fizeram parte disso”, relembrou a atleta que compete na classe T11, para cegos. 

Ao dar uma nota para o evento, de zero a dez, Jerusa deu nota nove por conta da distância das arenas de competição para a Vila dos atletas, cerca de 25km. “A Vila era muito longe da arena do atletismo, na Videna, teve vezes que não dava para voltar para lá para descansar, ficava no estádio mesmo para a próxima prova”, contou. 

Phelipe concordou com a acreana Jerusa e apesar da distância entre as instalações deu nota dez e ressaltou a alegria e a receptividade dos peruanos. “Os peruanos, fossem voluntários, público ou trabalhadores, estavam muito felizes. A arquibancada da natação estava sempre cheia”, comentou. 

Foto: Divulgação

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