"Chocantes e perturbadoras", diz porta-voz da UK Sport sobre acusações de abusos na ginástica britânica - Surto Olimpico

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"Chocantes e perturbadoras", diz porta-voz da UK Sport sobre acusações de abusos na ginástica britânica

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A UK Sport disse estar investigando as acusações de abusos na ginástica artística da Grã-Bretanha. Através de um porta-voz em entrevista ao jornal britânico The Guardian, a UK disse ser "chocantes e perturbadoras" as denúncias de maus-tratos feitas por ex-atletas britânicas.

“Essas alegações relacionadas ao tratamento de jovens atletas na ginástica são chocantes e perturbadoras. Não há absolutamente nenhum lugar para qualquer tipo de bullying ou abuso no esporte e qualquer pessoa responsável por esse comportamento deve ser responsabilizada, com o apoio oferecido às pessoas afetadas", disse o porta-voz do órgão financiador do esporte olímpico britânico.

"Tratamos a questão da salvaguarda com a máxima importância e todos os nossos investimentos em órgãos governamentais nacionais dependem de um esporte que atenda aos padrões estabelecidos pela Unidade de Proteção à Criança no Esporte", completou.

O órgão também pediu para que outras atletas denunciem e compartilhem suas preocupações e disse que fariam de tudo para responsabilizar os culpados por comportamentos repugnantes.

Entenda o caso

Nesta segunda-feira (06), uma longa entrevista com duas ex-atletas da ginástica britânica foi ao ar na rede britânica ITV. Lisa Mason, atleta olímpica em Sidney 2000 e campeã dos Jogos Commonwealth (Jogos da Comunidade Britânica), e Catherine Lyons, campeã europeia júnior de 2014, relataram os abusos sofridos por elas.

"Meu treinador me colocava nas barras até minhas mãos se cortarem e sangrarem. Depois minhas mãos eram puxadas para baixo e derramavam álcool nelas. Também colocavam AstroTurf (carpete) debaixo das barras para queimar meus pés se eu não conseguisse me manter sobre elas. Mas todo mundo está passando por isso, então você acha que é normal", disse Mason.

Mason afirmou que os abusos continuam acontecendo, mas que ginastas têm medo de denunciar e perder a vaga na seleção para os Jogos de Tóquio 2020.

As ginastas britânicas se encorajaram após a série "Atleta A", da Netflix, que trata do abusos físicos e emocionais na ginástica americana. O médico da equipe estadunidense, Larry Nassar, foi banido dos esportes e condenado por abusar menores ginastas.

"É essencial que todos os atletas se sintam confortáveis em apresentar e compartilhar as preocupações que possam ter em um ambiente seguro e confidencial. A Comissão Britânica de Atletas está disponível para todos os atletas e oferece aconselhamento e apoio independentes e confidenciais, que recomendamos que os atletas usem", disse a UK Sport.

Ginástica Britânica se pronuncia


A British Gymnastics, órgão que administra a ginástica na Grã-Bretanha, disse que está investigando  de forma independente o caso após as denúncias de diversas ginastas. 

A revisão será conduzida por Jane Mulcahy, que trabalhou no Tribunal de Arbitragem do Esporte. A executiva-chefa da ginástica britânica, Jane Allen, comentou a revisão interna.

"Os comportamentos que ouvimos nos últimos dias são completamente contrários aos nossos padrões de treinamento seguro e não têm lugar em nosso esporte. Não há nada mais importante para a ginástica britânica do que o bem-estar de nossas ginastas em todos os níveis do nosso esporte e nos esforçaremos continuamente para criar uma cultura em que as pessoas sintam que podem suscitar qualquer preocupação que possam ter", declarou Allen.

A Comissão de Atletas Britânicos (BAC), que representa mais de 1.200 esportistas de 40 modalidades, também divulgou uma nota comentando as denúncias.

"Não se espera que nenhum atleta tolere abuso de poder ou prática inadequada", afirmou o BAC. "O ambiente de desempenho deve ser um lugar de confiança e respeito mútuos, onde os atletas são apoiados na conquista do seu melhor. O BAC está preocupado em ouvir as experiências dos atletas que parecem não refletir esses padrões e recomendaria que todas as alegações sejam investigadas minuciosamente", concluiu.

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Foto: Tom Szlukovenyi/Reuters

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