Segundo agência, compradores deverão ter acesso aos apartamentos da Vila Olímpica de Tóquio-2020 em março de 2023 - Surto Olimpico

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Segundo agência, compradores deverão ter acesso aos apartamentos da Vila Olímpica de Tóquio-2020 em março de 2023

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Uma das situações de maior divergência na reorganização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio parece estar chegando ao fim. De acordo a agência japonesa Kyodo News, empreiteiras e governo japonês finamente entraram em consenso sobre o futuro  dos apartamentos da Vila dos Atletas e os compradores deverão ter acesso aos apartamentos do local em março de 2023, um ano após a data de entrega inicialmente prevista.

Segundo a agência, uma das empresas responsáveis pela estruturação do complexo, a Mitsui Fudosan Co., já notificou seus compradores de que eles só poderão se mudar para os apartamentos no final do primeiro trimestre de 2023. Valores da indenização a ser paga pelos organizadores de Tóquio 2020 não foram informados.

Depois do adiamento dos Jogos para o próximo ano - agora acontecerão entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021 -, o comitê organizador precisou renovar os contratos com quase todas as 43 instalações envolvidas no megaevento, uma vez que expirariam no final de 2020.

Cerca de 80% desses locais já foram garantidos para 2021, mas a vila que hospedará os cerca de 11.100 atletas na Olimpíada e 4.400 na Paralimpíada, tornou-se uma enorme dor de cabeça para o comitê organizador. Isto porque 940 apartamentos dos 23 edifícios do complexo já foram vendidos a compradores particulares, que deveriam tomar posse como suas residências logo após os Jogos.

Foram onze empreiteiras envolvidas na construção da Vila e as negociações deveriam acontecer individualmente. Os organizadores deixaram as conversas a cargo do governo japonês, dada a complexidade da situação, segundo divulgado por Toshiro Muto, CEO dos Jogos, em coletiva de imprensa no início do mês. Depois de tanta preocupação, parece que as partes entraram em acordo.

Cerca de 12 mil pessoas deverão residir nas 5,6 mil unidades dos 23 arranha-céus localizados à beira-mar na ala de Chuo, a cerca de 2,5 quilômetros do distrito comercial de Ginza. Destes, mais de 80% dos apartamentos ainda não foram vendidos.

Além da Vila dos Atletas, o Tokyo Big Sight é outro local que gera muito impasse para os organizadores. O local, planejado para ser o centro de imprensa durante os Jogos, já tem diversos contratos firmados para o próximo ano e pode não ser utilizado na Olimpíada. O comitê organizador e o governo japonês seguem em negociações, mas já pensam em um plano B.

Foto: AFP/Yomiuri Shimbun

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