Comitê Paralímpico Internacional clama por mudança após caso George Floyd - Surto Olimpico

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Comitê Paralímpico Internacional clama por mudança após caso George Floyd

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O Comitê Paralímpico Internacional (IPC) se manifestou a favor dos movimentos anti-racistas que rondam os Estados Unidos nos últimos dias. Em uma publicação no Twitter, a entidade máxima do esporte paralímpico fez um apelo para a mudança no mundo, clamando pelo fim do racismo e de qualquer tipo de discriminação.

"No IPC, estamos comprometidos em criar um mundo inclusivo. Um mundo com zero discriminação. Um mundo onde estamos todos unidos e os direitos de todas as pessoas são respeitados e não violados. Atos de racismo não podem continuar. A mudança deve acontecer", diz a mensagem do órgão.
Uma série de manifestações vem acontecendo nos Estados Unidos desde o último dia 26, logo após a morte de George Floyd, um homem negro que foi sufocado por um policial branco, que ficou ajoelhado sobre seu pescoço por alguns minutos. O ocorrido foi em Mineapólis, mas o movimento "Vidas Negras Importam" espalhou-se por todo o país. Inglaterra e Nova Zelândia também registraram protestos contra o racismo no final de semana.

Além do IPC, o mundo esportivo viu outras manifestações a favor de Floyd. Na Bundesliga, o campeonato alemão de futebol, o inglês Sancho marcou três gols na vitória do Borussia Dortmund sobre o Paderborn, por 6 a 1, neste domingo e levantou sua camiseta para mostrar os dizeres de "Justiça por George Floyd".

O francês Marcus Thuram, jogador do Borussia Monchengladbach, se ajoelhou na comemoração de um de seus dois gols na vitória de 4 a 1 sobre o Union Berlin, em protesto contra a opressão sofrida pelos negros ao redor do mundo. Wenston McKennie, jogador do Schalke 04, utilizava uma braçadeira que tinha a mesma mensagem da camiseta de Sancho.
Vale lembrar que o meio olímpico já foi palco de manifestações anti-racistas em sua história. A principal delas foi a de Tommie Smith e John Carlos, que ergueram o punho no pódio dos 400m dos Jogos Olímpicos de 1968, um símbolo dos Panteras Negras, movimento fundamental para a luta contra a discriminação racial.

+ Confira uma reportagem especial sobre o racismo no esporte

Mais recentemente, nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019, a norte-americana Gwen Berry, realizou o mesmo ato dos velocistas durante a entrega de sua medalha de ouro no lançamento do martelo. No mesmo evento, na capital peruana, o esgrimista Race Imboden também se ajoelhou no pódio da conquista da equipe americana no florete, protestando, entre outras coisas, contra o racismo.

Foto: Divulgação/IPC

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