World Athletics nega ter informado a Nike sobre novos regulamentos sobre tênis de corrida


A World Athletics comunicou que manterá as alterações na legislação sobre as limitações da aplicação de tecnologia nos calçados dos atletas profissionais e negou ter informado à Nike sobre as mudanças antes do anúncio oficial. A polêmica, conhecida como "doping tecnológico" veio à tona após o lançamento da linha Vaporfly, que ajudou a corredores abaixarem suas marcas de modo significativo.

A dúvida veio após o lançamento do novo Air Zoom Alphafly Next% (que substitui o modelo banido pela WA) da empresa estadunidense, com salto de 39,5 mm, pouco abaixo do novo limite de 40 mm. Em entrevista ao site de notícias britânico The Guardian, um porta-voz da World Athletics afirmou que conversaram "com várias empresas de calçados, incluindo a Nike, alguns dias antes de lançarmos nossos novos regulamentos para que eles saibam o que estávamos planejando".

"O grupo de trabalho criou as regras com base no que já está disponível. Agora estamos realizando pesquisas científicas detalhadas que serão concluídas este ano em todos os sapatos novos do mercado para determinar até que ponto eles podem melhorar o desempenho" disse o porta-voz. "Se, no processo dessa pesquisa, descobrirmos que um determinado sapato gera retorno de energia demais em comparação com outros no mercado, analisaremos nossos regulamentos novamente".

O tênis Vaporfly da Nike revolucionou as maratonas deste que foi lançado em 2016, sendo usado por Eliud Kipchoge e Brigid Kosgei que estabeleceram novos recordes mundiais. Já a nova linha Alphafly é considerada uma evolução da sua antecessora, podendo melhorar a economia durante a corrida em 7-8% contra 4-5% da linha anterior.

Foto: Reprodução Nike

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