Mundial de Vela (RS:X): Países Baixos domina competição e Oceania define vagas olímpicas - Surto Olímpico

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Mundial de Vela (RS:X): Países Baixos domina competição e Oceania define vagas olímpicas

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As águas de Sorrento, na Austrália consagraram os velejadores dos Países Baixos que subiram ao lugar mais alto do pódio nas categorias masculina e feminina do Mundial de RS:X Windsurfing, disputado em Sorrento, Austrália. O domínio foi tão grande que ainda rendeu uma medalha de prata no masculino, mantendo um domínio da dupla que já dura três anos. Lilian de Geus e Kiran Badloe sagraram-se campeões mundiais e se apresentam como favoritos ao ouro olímpico no Japão. 

Patricia Freitas, garantida nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, terminou em 14º lugar. O Mundial, além de ser importante disputa interna para a definição de representantes de várias nações como Países Baixos e França, também deu duas vagas Olímpicas para os melhores atletas da Oceania. Apesar do fator casa, a Austrália perdeu ambas as vagas para a Nova Zelândia que conseguiu a vaga graças a Antonio Cozzolino no masculino e Veerle ten Have no feminino.

Lilian de Geus conseguiu seu segundo título mundial no Windsurfing feminino e quinta medalha em geral, após o ouro de 2018 e os bronzes de 2015, 2016 e 2019. A sua vaga no time olímpico neerlandês já está assegurada, na qual ela tentará melhorar o quarto lugar alcançado em águas cariocas. A medalha de prata do Mundial ficou com a medalhista de ouro na Rio-2016 Charline Picon. Foi a quinta medalha em Mundial para a francesa de 35 anos após os bronzes de 2009 e 2010, o ouro de 2014 e a prata de 2018. O bronze foi para a israelense Noy Drihan. 


Disputa interna entre velejadores de Países Baixos e França esquenta Mundial masculino


Kiran Badloe manteve a vantagem adquirida nas regatas anteriores e sagrou-se bicampeão do Mundial de RS:X. O quinto lugar na Medal Race foi suficiente para chegar a 37 pontos, apenas dois a frente do compatriota Dorian van Rijsselberghe, vencedor da medal race e da medalha de prata, que sonhava com uma virada para manter o sonho olímpico em aberto.

A decisão para quem vai representar os Países Baixos nos Jogos Olímpicos de Tóquio cabe ao Team NL, mas Badloe e Van Rijsselberghe, amigos e colegas de treino há alguns anos, fizeram um acordo para que os resultados dos últimos três mundiais indicassem o representante. Assim, a imprensa dos Países Baixos já carimba a ida de Badloe mas nenhuma comunicação oficial ainda foi feita. 

Foi a quarta medalha em mundiais para Baldoe, após o bronze de 2016, prata de 2018 e ouro de 2019. Já Van Rijsselberghe, medalhista de ouro em Londres e Rio, levou sua oitava medalha em mundiais: foram dois ouros em 2011 e 2018; quatro pratas, em 2013 (no mundial disputado em Búzios), 2016, 2019 e 2020 e dois bronzes (em 2009 e 2015). Com dois ouros e uma prata, Baldoe parece favorito para não só estrear nas Olimpíadas mas levar o ouro.

Pela terceira vez, um francês fez companhia à dupla neerlandesa no pódio: depois do bronze de Louis Giard em 2018 e de Pierre Le Coq em 2019 Thomas Goyard ultrapassou o israelense Shahar Zubari (ISR) na medal race e terminou em terceiro lugar. Foi sua segunda medalha de bronze em mundiais após a campanha em 2014. Com Le Coq em sexto lugar e Giard em oitavo, a vaga francesa em Tóquio permanece em aberto.

Fotos: Divulgação / NOS

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