IPC solicita a reclassificação de até 75 atletas do basquete em cadeira de rodas para Tóquio 2020


Um dos mais tradicionais esportes das Paralimpíadas, o basquete em cadeira de rodas corre o risco de ficar de fora de Tóquio 2020. Na última semana, o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) anunciou a retirada da modalidade do programa dos Jogos de Paris-2024. Para que os Jogos Paralímpicos deste ano não sejam afetados, a entidade listou a meta de que 50 e 75 atletas sejam reclassificados.

A Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF) precisa realocar os atletas das classes 4.0 e 4.5, aqueles que têm maior mobilidade, até o dia 29 de maio. Segundo o diretor de comunicações do IPC, Craig Spence, a federação apresenta muito mais do que as dez categorias aprovadas pelo código de classificação do IPC e isto é o grande problema de toda a confusão.

Providências já eram pedidas pela entidade máxima do esporte paralímpico mundial há bastante tempo, mas a IWBF não as cumpria. Apesar da "gota d'agua" nesta semana, o IPC não esconde a vontade de ter o basquete em cadeira de rodas no programa dos Jogos.

"Queremos o basquete em cadeira de rodas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, porque é um esporte fantástico e vai divertir milhares de fãs", disse Spence ao portal Kyodo News.

A decisão do IPC surgiu cerca de seis meses antes dos Jogos. A incerteza paira no ar, uma vez que todos os ingressos da modalidade já foram vendidos para Tóquio 2020 e as equipes classificadas não sabem o que fazer.

Foto: André Durão


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