Punidos por protesto em 1968. Tommie Smith e John Carlos serão recebidos por Barack Obama - Surto Olímpico

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Punidos por protesto em 1968. Tommie Smith e John Carlos serão recebidos por Barack Obama

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Os velocistas Tommie Smith e John Carlos entraram para história olímpica, quando no pódio dos 200m rasos eles protestaram com o punho cerrado com luvas contra a segregação racial. E agora, os dois, que foram severamente punidos pelos protestos na época, terão a sua 'redenção' ao se encontrarem com o presidente americano Barack Obama. Os dois foram convidados pelo Comitê Olímpico dos EUA para comparecerem a um jantar de gala na quarta-feira (28), em Washington, em homenagem à delegação olímpica de 2016, e a acompanharem a equipe quando esta se encontrar com o presidente dos EUA, Barack Obama, na Casa Branca no dia seguinte.

Smith e Carlos foram expulsos logo dos Jogos Olímpicos na Cidade do México logo após o protesto, pois o comitê olímpico internacional não tolera nenhuma tipo de manifestação de qualquer cunho na hora do pódio. Os dois, usando nos pés apenas meias pretas, baixaram a cabeça e cerraram os punhos na hora do hino americano, em uma saudação 'black power' que os dois afirmaram tempos depois que o gesto foi 'uma saudação aos direito humanos'

A visita terá ares históricos, pois Smith e Carlos sofreram muito com a opinião pública após o ato, tanto eles como suas famílias sofrendo ameaças de morte. Os dois ainda tentaram jogar na NFL, mas contusões atrapalharam a carreira deles no esporte. Enfrentaram dificuldades econômicas somente a partir dos anos 80 puderam ser reconhecidos pelo ativismo político. 

Carlos disse à agência Reuters que não quer, e nem espera, uma desculpa explícita do Comitê Olímpico por mandá-lo de volta para casa, pois suas ações foram uma violação clara de uma regra. Ele disse, porém, que, ao longo do tempo, e pelo fato de sua saudação de punhos erguidos ter se tornado uma espécie de precedente, as autoridades olímpicas dos EUA passaram a ter uma compreensão melhor das razões por trás do protesto.


foto: AP

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