Após dados vazados, WADA explica permissão para substâncias proibidas

Depois de um grupo hacker batizado de 'Fancy Bears' invadir os arquivos da WADA( Agência mundial de Antidoping) e vazar documentos de resultados de exames antidoping de vários atletas, A entidade divulgou um comunicado nesta terça-feira esclarecendo o caso. A entidade explica detalhadamente como funciona a permissão para que os esportistas usem medicamentos que fazem parte da lista de "substâncias proibidas", quando há necessidade médica, e defende o procedimento. 

A Wada deixa claro que os hackers obtiveram os dados de maneira ilegal e lamenta que a situação tenha gerado notícias erradas e debates públicos, expondo na mídia informações médicas confidenciais. A Agência Mundial Antidoping também destaca que os atletas que tiveram permissão para usar determinados medicamentos estão limpos. Nomes como Rafael Nadal, Mo Farah, Simone Biles e as irmãs Serena e Venus Williams tiveram dados vazados.

"Atletas, como todas as pessoas, podem ter doenças ou condições que os obrigam a tomar um determinado medicamento/substância ou se submeterem a certos procedimentos/métodos. Para os atletas, a substância ou método pode aparecer da Lista de Substâncias e Métodos Proibidos da Wada. Nesses casos, eles podem ter concedido um TUE(exceção de utilização terapêutica), o que lhes dá permissão para tomar uma substância ou usar um método. Os TUEs são concedidos apenas por Organizações Antidopagem (ADOs) e principais organizadores de eventos, seguidos por um processo de revisão robusto que é definido no ISTUE (Norma Internacional para Autorizações de Utilização Terapêutica); e, avaliação por três médicos especialistas em medicina esportiva e / ou outras especialidades relevantes" Diz o comunicado publicado pela WADA.

Para que um atleta receba esta permissão, é necessário que ele cumpra quatro critérios: tem que estar com um problema de saúde significativo sem tomar a substância proibida, o uso terapêutico da substância não pode produzir aumento significativo de performance, não pode haver terapia alternativa razoável ao invés da substância proibida, e a substância proibida não pode ter sido usada antes do pedido do TUE.

A Wada também rebate qualquer ideia de que atletas que precisem tomar essas substâncias proibidas sejam impedidos de disputar as competições. "A noção de impedir a atletas que sofrem de doenças e condições, tais como diabetes, asma, doença inflamatória do intestino, condições reumáticas, etc, de praticar o esporte não pode ser considerada com seriedade. Isso minaria um valor fundamental do esporte, que é o direito de acesso e participação no esporte e no jogo, que tem sido reconhecido por numerosas convenções internacionais."

Segundo a Wada, o grupo de hackers teria tido acesso aos documentos ao criar uma conta no sistema da agência durante a Olimpíada do Rio de Janeiro. Porém, a agência não acredita que houve acesso ao sistema mais amplo da entidade. O comunicado na íntegra está neste link. Em inglês


foto: Reuters


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