2+0+1+6 perguntas para... Leonardo de Deus - Surto Olímpico

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2+0+1+6 perguntas para... Leonardo de Deus

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O Surto Entrevista deste sábado traz o nadador brasileiro Leonardo de Deus, bicampeão Pan-Americano nos 200m borboleta. Ele fala sobre o ciclo, a questão dos índices e aspirações para as Olimpíadas de 2016.


- O ano de 2015 teve o Pan e o Mundial muito próximos, já para 2016 o foco estará todo nas Olimpíadas. Tendo em vista esses fatores, o quão diferente será a preparação de 2016 em relação a 2015?
A diferença esta entre as datas é o treinamento de altitude. Vamos fazer o mais perto possível  das Olimpíadas para que o efeito seja ainda melhor, diferente de 2015, que fizemos muito antes do Mundial, pois tivemos o Pan antes.

- A CBDA tem adotado o sistema de contar apenas o Open e o Maria Lenk para os índices olímpicos. Qual sua opinião sobre essa fórmula? 
Acho muito correta pelo fato de avaliar os atletas próximo da competição e mantendo os atletas focados até a última chamada. Essa fórmula ajuda a prevenir que atletas que fazem índice um ano antes da competição relaxem e não repitam seus melhores tempos.

- Existe mesmo aquela questão do atleta correr o risco de estar em um dia ruim na competição e não chegar ao índice?
Com certeza existe, por isso eu acho muito importante e certo terem duas seletivas para que o atleta consiga obter o índice estipulado uma vez que se aconteça qualquer imprevisto ou ele não consiga na primeira chamada. Lembrando que o importante não é fazer uma seletiva só e colocar ainda mais pressão e dificuldade para os atletas, e sim formarmos a melhor seleção possível para defender nosso país.

- Essa carga maior de importância em cima dos índices nas duas competições repercutiram de alguma forma no seu clube? Uma vez que você costumava nadar um número maior de provas para pontuar.
Não só no meu clube, mas para todos os atletas, uma vez que a prioridade dessas competições se tornam fazer o índice e garantir uma vaga para o time olímpico.

- Qual a importância de chegar nos Jogos do Rio 2016 com a bagagem de ter disputado os Jogos de Londres? Reduz de alguma forma a ansiedade ou ela aparece naturalmente nas grandes competições?
Não digo só de ter participado dos Jogos Olímpicos, mas sim de serem quatro anos de evolução e aprendizagem que tive para chegar agora nos Jogos do Rio 2016 mais tranquilo e seguro de todo o trabalho que eu fiz ao logo dos anos. Olha, se eu falar que reduz a ansiedade estarei mentindo, pois estamos falando do maior evento esportivo Mundial. Tudo vai aparecer: ansiedade, pressão, nervosismo... mas cabe ao atleta estar preparado mentalmente para lidar com todos esses obstáculos.

- Seu foco para os Jogos será mesmo nos 200 metros borboleta? Você já chegou a definir ou mesmo pensar sobre a abordagem que dará, por exemplo, aos 200 metros costas? 
Meu foco sempre foi os 200 borboleta, minha principal prova e a que melhor estou ranqueado no Mundo, mas os 200 costas foi a prova que já me levou a uma semifinal olímpica e sempre acredito nela, por isso continuarei nadando e buscando melhorar em ambas.

- Diferente de alguns outros esportes, a natação brasileira costuma ficar em evidência em todas as edições de Olimpíadas. Quais as principais diferenças que você notou do último ciclo olímpico para o atual em relação ao apoio, visibilidade e patrocínios? 
Com a vitória do Rio como cidade sede das Olimpíadas de 2016 não só a natação, mas o esporte em geral no país ganhou uma visibilidade muito grande fazendo com que fomentasse ainda mais o esporte no país, com isso ajudou a gerar mais investimentos e apoio aos atletas.

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