Fora da seleção, Falavigna pode ficar sem competir até o fim de 2014 - Surto Olímpico

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Fora da seleção, Falavigna pode ficar sem competir até o fim de 2014

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Principal nome do taekwondo brasileiro, campeã mundial em Madri 2005 e única medalhista olímpica do país na modalidade, tendo conquistado o bronze em Pequim 2008 na categoria +67kg, Natália Falavigna vive um momento um tanto quanto nebuloso em sua carreira, justamente no meio de um ciclo olímpico. 

Depois de ficar 2013 sem competir, perdendo inclusive o Mundial de Puebla, no México, por conta de uma lesão no joelho, ela voltou nos Jogos Sul-Americanos, em Santiago, em março deste ano. No torneio, terminou com a prata e chegou a pensar que seria o que precisava para dar continuidade à carreira. Mas outros problemas surgiram, e ela poderá ficar sem competir até o fim do ano.

Por ter perdido o Mundial, Natália caiu posições no ranking e atualmente está em 30º lugar. Desse modo, não se credenciou a receber o Bolsa Pódio, auxílio do governo federal que vai de R$ 5 mil a R$ 15 mil, para atletas que estão entre os 20 primeiros do ranking. Ela ainda perdeu a vaga na seleção brasileira ao ser derrotada na final da primeira seletiva. A segunda acabou sendo cancelada. Com isso, a paranaense de 30 anos ficou impedida de ter seus gastos custeados pela Confederação Brasileira de Taekwondo e, sem conseguir fechar com novos patrocinadores, ficará fora do Grand Prix da China, de 4 a 6 de julho, em Xuzhou, única competição até então programada em sua agenda para a temporada. 

- Fácil não é. É um pouco frustrante, mas estou treinando e tenho condições de defender meu país. Não posso participar da competição na China por questões financeiras. Mesmo assim, sempre me mantenho otimista. É difícil chegar aonde cheguei e, por fruto de lesões, não ter direito às bolsas, ficar assim. Por uma infelicidade e por falta de ritmo, acabei perdendo a final da seletiva para a seleção brasileira, mas estou treinando e pensando em, ano que vem, voltar. Preciso trabalhar para conseguir voltar. O duro é não poder lutar contra com minhas rivais de fora, que estarão brigando por uma medalha de ouro em 2016. Isso tudo é um ciclo vicioso e preciso quebrá-lo - lamentou a atleta, que mora e treina em Londrina, no Paraná, onde tem uma academia.

A prática da "vaquinha virtual" não foi descartada por Natália. O financiamento coletivo, chamado de crowdfunding em inglês, já era conhecido pelos brasileiros como ferramenta para arrecadar dinheiro com outros objetivos, como financiar um show, por exemplo. O sistema focado no esporte começou no Brasil no ano passado, quando alguns sites passaram a oferecer espaço para atletas, e outros se especializaram nesta área. Atletas como Maurren Maggi, que é campeã olímpica, e a taewkondista Talisca Reis já se utilizaram desse tipo de financiamento. Mas a lutadora paranaense sabe que seria apenas uma medida paliativa.

- Eu não descarto ter um site de contribuições. É sempre uma possibilidade, mas paliativa. Não vai me dar suporte para conseguir viajar o ano todo. Eu preciso de uma situação melhor para investir no meu treino. É um pouco complicado precisar fazer vaquinha para viajar em um país que vai sediar os Jogos Olímpicos. Estamos a dois anos do evento e tem atletas com chances de medalha tendo que fazer esse tipo de coisa - comentou.

Apesar das dificuldades e do momento ruim, ela não pensa ainda em parar. Na verdade, Natália continua treinando de maneira exaustiva, mesmo sem ter competições à vista. Em sua mente, os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, continuam como um objetivo palpável.

-- Eu acredito que eu posso estar lá. É muito bom para um atleta poder representar seu país em sua modalidade nas Olimpíadas. Eu conquistei títulos que nenhum outro da minha modalidade conquistou no Brasil. O taekwondo do Brasil tem alguns nomes fortes, mas essa experiência só eu tenho. É importante mesclar uma equipe jovem com alguns medalhões. Sei do meu papel e quanto posso contribuir. Eu não estou me preparando para parar. O fato de eu passar por essa situação só me faz querer mais ainda voltar a competir e voltar forte. Eu estou buscando isso. Ainda estou sonhando - concluiu. 


Foto: Fausto Rois/ Divulgação
Fonte: Globoesporte.com

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