Coluna Lance livre - O que esperar do basquete brasileiro a partir de agora?(Parte I) - Surto Olímpico

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Coluna Lance livre - O que esperar do basquete brasileiro a partir de agora?(Parte I)

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Olá! Sou Marcos Antônio e sou setorista do basquete e agora tenho uma coluna para falar sobre o assunto. Espero que gostem e apreciem a jornada. ;-)

Depois da poeira que baixou, podemos ver com mais frieza e avaliar o como anda o basquete brasileiro. E o curioso é que as duas seleções vivem situações muito distintas. Se a masculina colhe os louros da redenção, a feminina passa por mais um vexame. Vamos discorrer mais sobre o assunto, em duas partes, e a primeira é sobre o masculino:




A Seleção masculina, como disse, resgatou o seu basquetebol e seu orgulho ao jogar com diversas seleções de igual para igual, perdnedo apenas duas partidas. Uma por uma infelicidade do Fridzon acertando um arremesso espírita de 3 e no outro uma partida na qual o Brasil fez sua pior atuação, contra os argentinos. Mas o quinto lugar foi digno de diversos aplausos. Mas os aplausos já se encerraram. Rubem Magnano conseguiu fazer a boa geração brasileira se tornar um time e agora para atingir o próximo passo, é fazer o ajuste fino para poder crescer no mundial da Espanha, em 2014 e nas Olimpíadas do Rio em 2016. Eu listei o que precisa ser feito:

- Um reserva para Marcelinho Huertas: Huertas é nosso principal jogador. Larry Taylor foi um bom reserva, fez uma boa olimpíada, mas Larry já tem 31 anos e foi um paliativo para os jogos de Londres. Raulzinho e Scott Machado precisam deslanchar nesse ciclo olímpico; um joga na Espanha e outro jogou no basquete universitário e pode inclusive assinar com algum time da NBA, rumores apontavam a ida de Scott para o Houston Rockets. Se Scott e Raulzinho desenvolverem seu basquete nesse ciclo olímpico, Huertas agradecerá e muito, pois terá mais tempo para descansar e ser decisivo

Scott Machado é um bom nome para o futuro a seleção


- Entrosar mais o time: Uma função difícil, por causa dos jogadores que atuam na NBA. Mas o time precisa jogar mais junto; Varejão, Splitter e principalmente Leandrinho e Nenê precisam se sacrificar mais um pouco, para se entrosarem mais nos torneios como a Copa América no ano que vem e no Mundial em 2014, para chegar tinindo nos jogos olímpicos. Magnano vai ter que ter um belo jogo de cintura, mas acredito que nesses jogos ele conquistou os jogadores

- Ter um definidor, ou como dizem na NBA, um 'franchise player': A Argentina vai viver agora um desespero, já que um dos seus craques, aquele que sempre põe a bola para dentro, se despediu da Seleção. Manu Ginóbili está fora da seleção argentina. Para nosso alívio e de várias seleções, pois Ginóbili em quadra era um terror para a defesa adversária. Precisamos de um jogador assim e quem poderá sê-lo? Huertas é um bom nome. Leandrinho também. Leandrinho precisa de um time em que seu jogo se encaixe e ele volte a brilhar na NBA como nos tempos de Phoenix, que isso lhe dará moral para brilhar na seleção. Mas meu favorito para isso é Marcelinho Huertas.

Huertas pode ser franchise player dessa seleção. Leandrinho também, quem sabe?


- Acertar Lances livres: Taí o calcanhar de aquiles dessa seleção. Lance livre ganha jogo. A mecânica é a mesma, você adquire um jeito de arremessar no início da carreira e vai com ele até o final, apenas o aprimorando com o tempo. Os jogadores brasileiros não estão muito habituados a treinar lance livre pelo visto, muitos erros, acredito até que o jogo contra a Argentina seria muito mais apertado, com um percentual de acertos nos LL melhor. Mas isso é como o Magnano disse: Quem treina isso é o jogador no clube, não há muito o que fazer tecnicamente, o que ele pode fazer é tentar fortalecer o mental do jogador nessa hora.O resto é só treinamento. Thiago Splitter é um jogador que precisa muito disso, já que é um dos que mais erra LL,já até sofreu com isso na NBA, com o time do Oklahoma fazendo faltas nele intencionalmente sabendo que ele erraria boa parte dos arremessos. Enfim, vamos treinar arremessos galera!

A Seleção está no caminho certo e como fã do basquete fico muito feliz em ver uma seleção brasileiro brilhando de novo, com a provável queda da Argentina, é a chance para o Brasil ser a quarta ou até a terceira potencia no basquete. Acho possível, temos um time muito bom e uma base que amadurece a olhos vistos.

Na próxima coluna eu falo sobre o basquete feminino, outro que merece um reflexão profunda também.


Shotclock

- Ontem fez 25 anos do ouro do basquete masculino no Pan de Indianápolis. A derrota que ligou o sinal amarelo para os americanos, ao verem que seus atletas universitários não estavam mais dando conta de algumas seleções. Uma derrota tão dolorida para os americanos, que eles demoliram o ginásio onde ela aconteceu para esquecer o trauma. O feito mais épico da geração de Oscar e Marcel, que fizeram 81 dos 120 pontos da vitória do Brasil por 120 a 115. Veja um videozinho sobre isso:



- Marcelinho Machado anunciou que não jogará mais pela seleção brasileira, depois de 15 anos à servição da seleção. Ele pode não ter sido o craque que muitos esperavam que ele fosse, considerado o filhote mais desenvolvido da geração pós Oscar, mas ele nunca deixou de servir a seleção, e sempre deu a cara a bater no período mais negro do basquete brasileiro. Sem contar que ele foi fundamental na partida que deu a vaga ao Brasil, contra os dominicanos, ele fez 20 pontos na partida. Tem todo o meu respeito por isso, Marcelinho Machado. Valeu MM!



- Um pitaco sobre a NBA: O Orlando Magic é o time mais burro da NBA. Dá o Howard para os Lakers, podendo pegar o Bynum ou Iguodala que se envolveram na troca pegam Al Harrington e Arron Afflalo e ainda ficam com Hedo Torkuglu, todos com contratos de muito valor... Tenho pena dos torcedores do Orlando... Já o do Lakers, falo deles mais pra frente


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