José Neto destaca evolução do basquete feminino do Brasil e motivação em alta para conquistar vaga em pré-olímpico


A seleção de basquete feminino do Brasil terá mais um grande desafio em novembro, que é o Pré-olímpico continental, que dá 3 vagas  para o pré-olímpico mundial em fevereiro, que dará 10 vagas para as olimpíadas de 2020 para 14 seleções (O Estados Unidos que participa do pré-olímpico já está classificado para Tóquio). Essa pode ser considerada mais uma prova de fogo para o técnico José Neto, que vem cumprindo o objetivo que tinha quando assumiu a seleção em junho: Resgatar a tradição do basquete feminino brasileiro.

Mas após o título Pan-americano, que não vinha desde 1991, e do terceiro lugar na Fiba Americup, após dois quartos lugares em edições passadas, o treinador mantém os pés no chão. Em entrevista ao Surto Olímpico na Arena Carioca 2, onde a seleção vem treinando para o pré olímpico, ele ressalta a importância dos resultados obtidos, mas  lembra que nada foi conquistado:

"A gente tem uma consciência muito grande de que tudo aquilo que a gente já conquistou, serviu para  chegarmos até aqui, mas também não garante nada para nós daqui pra frente. É entrar em quadra e conquistar uma nova vitória. " disse Neto, que explica em números um pouco da evolução e confiança em sua equipe, sem deixar de manter os pés no chão:

"Fomos o segundo melhor ataque e segunda equipe com mais assistências na Americup, só atrás dos Estados Unidos e a frente do Canadá. E a assistência é o fundamento que mais mostram a coletividade ofensiva da nossa equipe. Mas a gente tem que conquistar essa vaga para continuar esse trabalho rumo a Tóquio. E além desse propósito, temos que melhorar a qualidade dessa equipe para poder jogar em alto nível internacionalmente. Eu acredito que estamos conseguindo e espero que a gente consiga aliar a isso a uma vaga para o pré olímpico mundial"

Neto também explica que a intensidade aplicada pela sua equipe em quadra, um dos grandes destaques dessa equipe comandada por ele, se deve principalmente ao preparo físico das jogadoras, que assimilaram a proposta  do técnico e se mantém bem fisicamente mesmo fora de competições:

"O trabalho do Diego (Falcão, preparador físico da seleção) é ótimo, mas se a gente esperar uma evolução só com que a gente treina com elas não é suficiente.Por exemplo, agora serão só dez dias de treino antes da competição. Foi preciso uma conscientização das atletas entre uma competição e outra, para continuarem treinando. E elas evoluindo fisicamente, elas podem jogar em uma intensidade mais alta, que é importante demais para que a gente tenha uma qualidade de jogo maior. "

E o resultado dessa intensidade se viu nas partidas oficiais disputadas até agora: Foram nove vitórias e duas derrotas em onze partidas nos Jogos Pan-Americanos e Americup, caminho que Neto pretende manter para que as vitórias continuem a vir: 

"Hoje não dá mais para jogar basquete com pouca intensidade. Você tem que jogar com intensidade o máximo de tempo possível e isso depende muito do trabalho físico. Se a gente consegue dar essa capacidade para elas, elas conseguem extrair o máximo de si e eu posso organizar o time com o que cada uma tem de melhor. Acho que isso dá uma confiança maior para jogar coletivamente melhor e é isso que tá acontecendo."

Por fim, Neto analisou o grupo do pré-olímpico que será disputado em Bahía Blanca (ARG), que tem as donas da casa, Colômbia e Estados Unidos:

"São adversários que a gente conhece bem. Os Estados Unidos virão com um time mais forte do que o da Americup, com algumas jogadoras que disputaram a final da WNBA e mesmo classificado para Tóquio, a gente sabe que é um time que que é campeão mundial e olímpico, e quer ganhar todas as competições que for disputar. Colômbia e Argentina são adversários que a gente conhece melhor. A gente enfrentou a Colômbia algumas vezes, sabemos que é uma equipe que vem melhorando e é muito forte. Já a Argentina é um dos times que foi ao mundial e o Brasil não foi. Se a gente for ver em termos de evolução, a Argentina é um time que tem uma experiência maior em nível internacional,e a gente tá correndo atrás para tentar ocupar esse espaço. E jogando em casa, ela se potencializa, todo mundo sabe disso. Mas a gente vai estar preparado para essas dificuldades, e quer fazer o melhor possível para conseguir essa vaga e continuar nosso processo de trabalho. A gente vai estar bastante preparado para essa competição, estou bastante motivado para esse torneio porque a nossa equipe vem em uma crescente."

O Brasil estreia no pré-olímpico em Bahía Blanca (ARG) no dia 14 de novembro, contra os Estados Unidos. Depois enfrenta a Colômbia no dia 16 e encerra a participação no pré-olímpico contra a Argentina no dia 17.

foto: Divulgação/CBB

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