FINA reclama de protestos em pódio durante Mundial e realça testes realizados


O Diretor Executivo da Federação Internacional de Natação (FINA), Cornel Marculescu descreveu como "infelizes" os protestos de Mack Horton (AUS) e Duncan Scott (GBR) nas cerimônias de entregas de medalhas durante o Mundial de Esportes Aquáticos em Gwangju, Coreia do Sul.

Os dois se recusaram a interagir com Sun Yang (CHN) nos pódios de suas provas, em retaliação  ao nadador ter quebrado uma amostra de exame de sangue ao perceber irregularidades no processo de coleta. Como Yang respondeu as provocações de Scott, o chamando de "perdedor", os três receberam advertência pela Fina. 

O chinês se defende dizendo que agiu em nome de todos os atletas e a Marculescu lembrou que o Painel de Arbitragem da Fina absolveu o nadador, que ainda enfrenta recursos.

A entidade máxima da natação está trabalhando para implementar uma nova regra que poderia punir atletas com perda de medalha ou suspensão se eles participarem de qualquer "comportamento ou declaração de caráter político, religioso ou preconceituoso".

"Estamos aqui para demonstrar os valores dos esportes aquáticos", disse o dirigente romeno para a agência Yonhap. "Quando a população de Gwangju vê os protestos é muito infeliz. Essas coisas acontecem e, esperamos, não vão acontecer mais", declarou Marculescu. Ele ainda acrescentou que a FINA gasta mais de três milhões de dólares em testes de doping e, a seu ver, a sua federação está entre as líderes no combate anti-doping. Foram 450 testes de doping nos 17 dias de competição na cidade sul-coreana, dentre os mais de 2500 atletas que participaram.

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