Norte-americana do Polo Aquático passa por cirurgia após teto desabar em boate de Gwangju; atletas brasileiros estavam presentes


Uma tragédia roubou os holofotes do penúltimo dia do Mundial de Esportes Aquáticos, que acontece em Gwangju, Coreia do Sul. O teto do Coyote Ugly desabou nas primeiras horas da madrugada de sábado, deixando ao menos dois mortos e dezenas de feridos. Cerca de 370 pessoas estavam dentro da boate, que é próxima à Vila dos Atletas e contava com a presença de muitos competidores. Atletas brasileiros que estavam presentes não sofreram ferimentos, enquanto Kaleigh Gilchrist, jogadora de polo aquático norte-americana, passou por cirurgia ainda no sábado.

Ainda no início da manhã na Coreia do Sul, em meio a informações desencontradas, a Federação Internacional de Natação (Fina) lançou uma nota lamentando o acidente, enviando sentimentos para as vítimas do acidente e afirmou que dado a presença de atletas no local, a entidade está "cuidadosamente monitorando a situação e dispor de todos as medidas para assegurar tratamento médico e assistência sempre que necessário".

As primeiras notícias davam conta que atletas da Austrália, Brasil, EUA, Holanda e Nova Zelândia estavam presentes. 

O capitão neozelandês do time de Polo Aquático, Matt Small,  confirmou à imprensa do país que ele estava com sete ou oito companheiros no clube e afirmou que o chão "literalmente desabou embaixo de nossos pés", comentando que pessoas feridas estavam por toda a parte depois do incidente. "Todos estamos um pouco abalados, mas nenhum dos rapazes está machucado ou ferido", contou.

"Nós estávamos simplesmente dançando e de repente desabamos cinco ou seis metros e todo mundo começou a sair do clube depois disso. Acho que caímos na cabeça de outras pessoas que estavam abaixo da gente", continuou o jogador em entrevista a uma rádio, segundo o New Zealand Herald. Ele ainda contou que alguns jogadores tentaram retirar feridos que estavam embaixo dos destroços, "mas não podemos fazer muita coisa".



A rede de notícias australiana ABC confirmou que membros da equipe feminina, que conquistou a medalha de bronze estavam no Coyote Ugly, mas que todas jogadoras saíram sem ferimentos da boate. Uma porta-voz da Federação de Polo Aquático da Austrália disse que a equipe estava "profundamente chocada" após testemunhar o acidente. 

A BBC apontou ainda que dois americanos – um saltador e uma jogadora de polo aquático – teriam tido ferimentos leves. Outras notícias apontaram que uma jogadora de polo aquático holandesa teria se machucado. A porta-voz da Federação de Saltos Ornamentais dos EUA Jennifer Lowery esclareceu à ABC News "todos saltadores norte-americanos já deixaram Gwangju, então nenhum poderia estar na boate".  

Já Christopher Ramsey, chefe da delegação norte-americana de Polo Aquático noticiou que jogadores dos times masculinos e femininos estavam comemorando o título conquistado pela seleção feminina no momento da tragédia, sem dar maiores informações. Um porta-voz da Federação de Polo Aquático dos EUA disse que não comentaria sobre ferimentos dos atletas para "respeitar a privacidade", mas que todos os atletas "estavam a salvos". 

Algumas horas após, a Federação soltou um comunicado informando que quatro atletas sofreram ferimentos. Kaleigh Gilchrist foi o pior caso. Ela sofreu uma "laceração profunda na perna esquerda" e passou por cirurgia ainda no sábado em Gwangju. A atleta que fez parte do time campeão das Olimpíadas em 2016, teve uma passagem pelo Flamengo em 2017. Ela já foi cortada da seleção que irá ao Peru disputar os Jogos Pan-americanos.

Três outros ateltas tiveram lesões menores. Já Paige Hauschild, precisou de pontos em um ferimento no braço direito, Johnny Hooper precisou de pontos em sua mão esquerda e Ben Hallock sofreu ferimentos leves nas pernas. 



O Globo Esporte noticiou que onze brasileiros estavam na boate, apesar de informações iniciais que desmentiam isso. Rick Azevedo, técnico da seleção brasileira, disse ao site que alguns jogadores estavam de folga e foram acompanhar colegas estrangeiros que celebravam o título norte-americano na competição feminina.

"Tinham atletas dos Estados Unidos, Holanda, Nova Zelândia e, inclusive, do Brasil. A boate tinha alguns andares, e os jogadores estavam no andar de cima quando aconteceu o acidente. Ninguém ficou ferido gravemente, apenas o atleta americano sofreu um corte na mão. As pessoas que estavam na parte de baixo da casa noturna ficaram bem feridas e, inclusive, foram ajudadas pelos nossos atletas, que estavam de folga e retornaram à Vila no horário combinado", afirmou o técnico ao GloboEsporte.com. 

Fotos: Yonhap, AP e Oregon News

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