Ranking Olímpico do Judô - #02: Bom desempenho na Rússia faz brasileiros subirem no Ranking


Na semana dos 50 anos da Confederação Brasileira de Judô, a entidade tem muito a comemorar: O Brasil trouxe de solo russo, em Ecaterimburgo, seis medalhas em suas malas. O bom resultado garantiu que alguns brasileiros subissem no ranking olímpico, porém algumas categorias ainda inspiram cuidados e precisam de mais pontos para se firmar na parte dos classificados.

Talvez o resultado mais importante, em termos de classificação para Tóquio/2020, foi o de Rafael Macedo no -90kg masculino. O brasileiro, até então, estava fora da lista de classificados e dependeria da cota continental. Com o bronze no Grand Slam, somando 250 pontos, Rafael deu um grande salto para a 15ª posição. Embora não seja uma situação totalmente confortável, pois a corrida olímpica ainda é longa e uma boa colocação é essencial para colocar os brasileiros em uma chave mais acessível, a campanha foi importante.


Os demais medalhistas: Maria Suelen Altheman, Mayra Aguiar, Maria Portela, Rafael Silva e David Moura já estavam na área de classificação e, com os pontos ganhos, se estabelecem ainda mais nessa região. Maria Suelen, aliás, é a atleta brasileira que mais acumulou pontos no ranking até agora.

As categorias masculinas do -73kg e do -81kg ainda não conseguiram figurar dentre os atletas diretamente classificados e inspiram cuidados. A categoria feminina -63kg, por outro lado, embora esteja com duas atletas brasileiras dentro das vagas, não tem conseguido bons desempenhos nas últimas competições, o que requer atenção também.

Você ainda não sabe como serão distribuídas as vagas olímpicas para o judô? Então acesse o ranking anterior, onde o Surto explica tudo direitinho pra você.

Vejamos como está a disputa após mais uma etapa do circuito mundial de Judô 2019 e o que se modificou desde então: 

CATEGORIAS MASCULINAS 

(-60kg) 
Eric Takabatake (8º) 990 pontos (classificado diretamente) 
Phelipe Pelim (15º) 607 pontos (classificado diretamente)*
Felipe Kitadai (26º) 238 pontos (não classificado) 
Análise: Eric Takabatake ganhou 130 pontos, mas perdeu uma posição se comparada a última avaliação. Está em 8º. Phelipe Pelim subiu dois lugares após os 80 pontos ganhos em Ekateriburg. Nesse caso, estando Eric Takabatake e Phelipe Pelim classificados diretamente, a CBJ poderia decidir qual dos dois iria aos Jogos Olímpicos. 

(-66kg) 
Daniel Cargnin (9º) 871 pontos (classificado diretamente) 
Charles Chibana (19º) 492 pontos (não classificado diretamente) 
Análise: Daniel Cargnin ganhou 130 pontos e subiu uma posição desde o último ranking do surto. Não tendo disputado a última competição, Chibana perdeu o status de classificado diretamente, estando em 19º.

(-73kg) 
Eduardo Barbosa (21º) 572 pontos (classificado pela cota continental) 
Marcelo Contini (36º) 248 pontos (não classificado) 
Análise: O 5ºlugar no Grand Slam de Ecaterimburgo acresceu 180 pontos apara Eduardo. Mesmo assim, dependeria da cota continental para disputar as olimpíadas. Subiu duas posições desde o último ranking. Já Marcelo Contini, com a derrota logo na primeira luta, somou apenas 5 pontos e perdeu uma posição no ranking. 

(-81kg) 
Eduardo Yudy (23º) 400 pontos (não classificado) 
Victor Penalber (25º) 368 pontos (não classificado) 
Análise: Com a conquista de 80 pontos em Ecaterimburgo, Eduardo Yudy subiu 3 posições e passou seu compatriota Victor Penalber, que permanece sem competir em 2019 e declinou também 3 posições. Ainda assim, Eduardo Yudy dependeria, atualmente, da cota continental para ir aos Jogos de Tóquio.

(-90kg) 

Rafael Macedo (15º) 675 pontos (classificado diretamente)
Eduardo Bettoni (41º) 110 pontos (não classificado)
Análise: Uma competição pode mudar a situação dos brasileiros. Foi o que aconteceu com Rafael Macedo. A categoria estava em uma das piores situações. Rafael não estaria se classificando, em tese, sequer por meio das cotas continentais. O bronze em Ecaterimburgo somou 250 pontosno ranking e proporcionou um salto de 6 posições. O status agora: classificado diretamente.Eduardo perdeu na primeira luta na Rússia e ganhou apenas 5 pontos pela participação, mantendo-se, por enquanto, distante da disputa por vagas.

(-100kg) 
Rafael Buzacarini (17º) 652 pontos (classificado diretamente) 
Leonardo Gonçalves (19º) 561 pontos (não classificado) 
Análise: Os dois atletas ganharam uma luta na Rússia, somaram 80 pontos cada e subiram uma posição. Não estão em situação super tranquila, mas se mantém na disputa direta. 

(+100kg) 
Rafael Silva (9º) 1150 pontos (classificado diretamente)
David Moura (12º) 839 pontos (classificado diretamente)*
Ruan Isquierdo (28º) 217 pontos (não classificado) 
Análise: As duas medalhas de bronze mantiveram inalteradas as disputas internas: Rafael Silva e David Moura continuam a saga pela vaga olímpica de igual para igual. Porém, ambos se consolidaram em posições confortáveis. Com os 250 pontos adicionais, Rafael Silva subiu 2 posições e David Moura 4. Ruan Isquierdo, sem novas competições, se afasta dos principais concorrentes. Nesse caso, estando Rafael Silva e David Moura classificados diretamente, a CBJ poderia decidir qual dos dois iria aos Jogos Olímpicos. 

CATEGORIAS FEMININAS 

(-48kg) 
Nathália Brígida (18º) 565 pontos (classificada diretamente)
Gabriela Chibana (19º) 462 pontos (classificada diretamente) 
Análise: Inalteradas as posições das brasileiras. Sem novas pontuações desde o último ranking.  

(-52kg) 
Eleudis Valentim (16º) 535 (classificada diretamente)
Erika Miranda (17º) 503 pontos (aposentou-se) 
Jéssica Pereira (18º) 493 pontos (penalizada por doping) 
Larissa Pimenta (23º) 288 pontos (não classificada) 
Análise: Os 80 pontos conquistados por Eleudis Valentim a elevaram a condição de primeira colocada oficial na corrida olímpica. Ela estava, em tese, atrás da aposentada Érika Miranda e da suspensa Jéssica Pereira. Eleudis subiu duas colocações. Larissa Pimenta também ganhou pontos. 50 pontos no aberto de Lima, no Peru. A pontuação a fez subir duas colocações.

(-57kg) 
Rafaela Silva (3º) 1680 pontos (classificada diretamente) 
Tamires Crude (41º) 66 pontos (não classificada) 
Análise: Rafaela passou em branco na Rússia. Porém, as boas pontuações que traz na corrida olímpica a colocam em situação bastante confortável. Manteve-se em 3º lugar. A companheira de seleção, Tamires Crude, permaneceu em situação inalterada. Com a mesma pontuação e distante da luta por vaga olímpica. 

(-63kg) 
Alexia Castilhos (16º) 495 pontos (classificada diretamente) 
Ketleyn Quadros (18º) 477 pontos (classificada diretamente) 
Análise: Após fraco desempenho no Grand Slam de Ecaterimburgo, em que ambas perderam na primeira luta, a situação delas ficou inalterada. De toda forma, Alexia ganhou uma posição com os pontos de participação. Estando ambas classificadas, em tese, diretamente, a CBJ poderia decidir qual das duas iria aos Jogos Olímpicos. 

(-70kg) 
Maria Portela (10º) 992 pontos (classificada diretamente) 
Ellen Santana (19º) 444 pontos (não classificada) 
Análise: Maria Portela voltou a colocar boa margem de diferença para Ellen Santana. Após uma ligeira aproximação da jovem Ellen, Maria Portela conseguiu um ótimo resultado na Rússia, com o vice-campeonato e a adição de 350 pontos no ranking. Ellen venceu o Open de Lima e ganhou 50 pontos.

(-78kg) 
Mayra Aguiar (2º) 1500 pontos (classificada diretamente) 
Samanta Soares (14º) 623 pontos (classificada diretamente)* 
Análise: Mayra deu mais um show de judô. Após a terceira final consecutiva, Mayra agora se encontra como a melhor brasileira ranqueada entre todas as categorias, ao lado de Maria Suelen Altheman. O vice na Rússia concedeu 350 pontos à brasileira. Samanta Soares mantém o sonho de seguir para Tóquio, mas a má atuação nas últimas competições tem dificuldade a realização desse desejo. São, agora, quase 900 pontos de diferença. Mesmo assim, Samanta ainda aparece como classificada. Nesse caso, estando Mayra Aguiar e Samanta Soares classificadas diretamente, a CBJ poderia decidir qual das duas iria aos Jogos Olímpicos. 

(+78kg) 
Maria Suelen Altherman (2º) 1980 (classificada diretamente) 
Beatriz Souza (9º) 1040 pontos (classificada diretamente)* 
Análise: Em números, é atualmente a categoria mais forte do Brasil, superando até os meninos do peso pesado. Com o 5º título em Grand Slams, Maria Suelen Altheman aterrissou na 2º colocação, atrás apenas da lenda e rival Idalys Ortiz. Altheman é, dentre todos os judocas brasileiros, quem detém mais pontos na corrida olímpica. Boa, Sussu! Beatriz também fez bonito na Rússia. A 5ª posição lhe rendeu 180 pontos no ranking. Nesse caso, estando Maria Suelen Altherman e Beatriz Souza classificadas, a CBJ poderia decidir qual das duas iria aos Jogos Olímpicos. Luíza Cruz não se classificou para a seleção 2019.

Entre os times, o IJF aponta que o Brasil estaria classificado, devido conter representantes nas categorias exigidas para disputa em equipes.

Fotos: IJF/CBJ

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