Ranking Olímpico do Judô - #01: Disputa esquenta entre as mulheres e desempenho dos homens preocupa


Essa não é a primeira vez que o Surto Olímpico traz para você, caro leitor, o ranking olímpico para a Olimpíada de Tóquio/2020 no Judô, uma das categorias mais vitoriosas do esporte brasileiro. Contudo, a partir de hoje, vamos adotar um novo método/critério.

No primeiro post do ranking olímpico, o Surto explicou de forma bem didática como se dará a classificação do Judô para os jogos Olímpicos. Vamos relembrar?

As vagas serão distribuídas da seguinte forma:
  1. A nação anfitriã, Japão, já tem garantida vaga em cada uma das 14 categoria;
  2. Os 18 melhores atletas em cada divisão se qualificam diretamente. Cada categoria, no entanto, estará sujeito a um atleta por país. Se uma nação contiver mais do que um atleta classificado, entre os 18 primeiros da lista de classificação mundial, poderá decidir qual dos seus atletas obterá a vaga;
  3. Outras cotas continentais (13 homens e 12 mulheres para a Europa, 12 de cada gênero para a África, 10 homens e 11 mulheres para a América Latina, 10 de cada gênero para a Ásia e 5 de cada gênero para a Oceania também estão disponíveis), mediante uma lista de todos os atletas para cada continente, em todas as divisões e ambos os sexos. Os atletas classificados se qualificam, por sua vez, sujeitos à regra geral de 1 atleta de cada país por categoria, bem como a regra adicional de que cada confederação só pode qualificar um judoca através das quotas continentais;
  4. 20 outras vagas serão distribuídas a partir de convites.
Pois bem. De agora em diante, o Surto vai colocar a classificação dos brasileiros considerando o ranking olímpico sem os japoneses (que têm vagas garantidas) e contabilizando apenas um judoca por país, exceto no caso do próprio Brasil, para sabermos como anda a disputa interna. Assim, você terá um melhor panorama da real condição dos judocas brasileiros. Além disso, daremos ênfase aos atletas que estão no circuito sênior.

Feitos os avisos, sabemos que no último final de semana, na Alemanha, aconteceu o Grand Slam de Düsseldorf. A seleção esteve presente com as equipes masculina e feminina. As mulheres se recuperaram do desempenho ruim no Grand Slam de Paris e trouxeram para casa cinco medalhas: Nathália Brígida (bronze), Rafaela Silva (prata), Ellen Santana (bronze), Mayra Aguiar (ouro) e Maria Suelen Antheman (bronze) colocando o Brasil na segunda colocação do quadro geral da competição.

Com os resultados, houve movimentação no ranking. Nathália Brígida, por exemplo, ultrapassou Gabriela Chibana, tornando-se a nº 1 do Brasil no peso -48kg (no ranking olímpico). Mayra Aguiar e Maria Suelen Altheman se firmaram e abriram boa vantagem para as companheiras. Rafaela Silva, de todas, é a que tem melhores condições de ir aos Jogos, mantendo-se no top 5 da classificação geral e com ampla distância para as concorrentes. 


A surpreendente medalha de Ellen Santana acendeu a disputa na categoria -70kg, há anos comandada por Maria Portela. As vitórias de Ketleyn Quadros, no -63kg, embora não tenha lhe garantido medalha, a aproximou de Alexia Castilhos. E no -52kg, o peso que mais inspira cuidados devido a aposentadoria de Érika Miranda e a suspensão de Jéssica Pereira, tem Eleudis Valetim entre as classificadas e Larissa Pimenta se aproximando, dando um certo alívio aos brasileiros.

Se a mulherada tem feito bonito, a primeira competição dos homens não foi muito convincente e os brasileiros patinam no ranking olímpico. Atualmente, ao menos duas categorias estariam de fora dos jogos. Como existe uma vaga por país pela cota continental, Rafael Macedo (-90kg), Eduardo Barbosa (-73kg) e Victor Penalber (-81kg) estariam disputando essa vaga. Eduardo Barbosa aparece como classificado nesses critérios, devido ser o atleta com melhor pontuação dentre os três.

A melhor apresentação na Alemanha foi de Leonardo Gonçalves, que ficou na quinta posição e se aproximou de Rafael Buzacarini, líder do Brasil na categoria -100kg. Os demais, pouco produziram.


Lembrando que os classificados só serão definidos mesmo em 25 de maio de 2020. Até lá, os atletas precisam somar a maior quantidade de pontos possível.

Vejamos como está a disputa após mais uma etapa do circuito mundial de Judô 2019: 

CATEGORIAS MASCULINAS 

(-60kg) 
Eric Takabatake (7º) 860 pontos (classificado diretamente) 
Phelipe Pelim (17º) 537 pontos (classificado diretamente)*
Felipe Kitadai (25º) 238 pontos (não classificado) 
Obs.: Nesse caso, estando Eric Takabatake e Phelipe Pelim classificados diretamente, a CBJ poderia decidir qual dos dois iria aos Jogos Olímpicos. 

(-66kg) 
Daniel Cargnin (9º) 871 pontos (classificado diretamente) 
Charles Chibana (17º) 492 pontos (classificado diretamente)* 
Obs.: Nesse caso, estando Daniel Cargnin e Charles Chibana classificados, a CBJ poderia decidir qual dos dois iria aos Jogos Olímpicos. 

(-73kg) 
Eduardo Barbosa (23º) 448 pontos (classificado pela cota continental) 
Marcelo Contini (35º) 246 pontos (não classificado) 

(-81kg) 
Victor Penalber (22º) 368 pontos (não classificado) 
Eduardo Yudy (26º) 320 pontos (não classificado) 

(-90kg) 
Rafael Macedo (21º) 428 pontos (não classificado)
Eduardo Bettoni (41º) 105 pontos (não classificado)

(-100kg) 
Rafael Buzacarini (18º) 577 pontos (classificado diretamente) 
Leonardo Gonçalves (20º) 481 pontos (não classificado) 

(+100kg) 
Rafael Silva (11º) 900 pontos (classificado diretamente)
David Moura (16º) 589 pontos (classificado diretamente)*
Ruan Isquierdo (25º) 217 pontos (não classificado) 
Jonas Inocêncio (37º) 80 pontos (não classificado)
Obs.: Nesse caso, estando Rafael Silva e David Moura classificados diretamente, a CBJ poderia decidir qual dos dois iria aos Jogos Olímpicos. 

CATEGORIAS FEMININAS 

(-48kg) 
Nathália Brígida (18º) 565 pontos (classificada diretamente)
Gabriela Chibana (19º) 462 pontos (classificada diretamente) 
Obs.: Foi anunciado recentemente que Sarah Menezes vai tentar vagar na categoria -52kg, após a aposentadoria de Érika e a penalidade de Jéssica Pereira por doping. Mesmo em 19º, Gabriela Chibana, em tese, se candidata à classificação em razão da margem de uma atleta por país. Nesse caso, a CBJ poderia decidir qual das duas iria aos Jogos Olímpicos. 

(-52kg) 
Erika Miranda (16º) 503 pontos (aposentou-se) 
Jéssica Pereira (17º) 493 pontos (penalizada por doping) 
Eleudes Valentim (18º) 455 pontos (classificada diretamente)
Larissa Pimenta (25º) 241 pontos (não classificada) 

(-57kg) 
Rafaela Silva (3º) 1680 pontos (classificada diretamente) 
Tamires Crude (41º) 66 pontos (não classificada) 

(-63kg) 
Alexia Castilhos (17º) 495 pontos (classificada diretamente) 
Ketleyn Quadros (19º) 477 pontos (classificada diretamente) 
Obs.: Mesmo em 19º, Ketleyn, em tese, se candidata à classificação em razão da margem de uma atleta por país. Nesse caso, a CBJ poderia decidir qual das duas iria aos Jogos Olímpicos. 

(-70kg) 
Maria Portela (14º) 647 pontos (classificada diretamente) 
Ellen Santana (19º) 397 pontos (não classificada) 

(-78kg) 
Mayra Aguiar (5º) 746 pontos (classificada diretamente) 
Samanta Soares (14º) 623 pontos (classificada diretamente)* 
Obs.: Nesse caso, estando Mayra Aguiar e Samanta Soares classificadas diretamente, a CBJ poderia decidir qual das duas iria aos Jogos Olímpicos. 

(+78kg) 
Maria Suelen Altherman (4º) 1560 (classificada diretamente) 
Beatriz Souza (9º) 885 pontos (classificada diretamente)* 
Obs.: Nesse caso, estando Maria Suelen Altherman e Beatriz Souza classificadas, a CBJ poderia decidir qual das duas iria aos Jogos Olímpicos. Luíza Cruz não se classificou para a seleção 2019.

Entre os times, o IJF aponta que o Brasil estaria classificado, devido conter representantes nas categorias exigidas para disputa em equipes.

Fotos: Judoinside/divulgação.

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