Henrique Avancini se vê como candidato à medalha em Tóquio 2020, mas avisa: "Ainda tenho muito a melhorar até lá"

Henrique Avancini pôs o Brasil no mapa do ciclismo Mountain Bike. Em 2017 já brilhou com um quarto lugar no mundial e em 2018, repetiu a posição no mundial, venceu provas importantes, inclusive se tornando campeão mundial da modalidade maratona - não olímpica, o que fez terminar o ano como o segundo melhor do mundo. Eleito como o atleta da torcida do prêmio Brasil Olímpico de 2018 - prêmio dado por votação popular - Henrique agradeceu em entrevista ao surto olímpico por todo o engajamento da comunidade da bicicleta para que ele ganhasse esse prêmio:

"Esse prêmio é a prova do engajamento que a comunidade da bicicleta tem, principalmente as pessoas que seguem a minha carreira. Acredito que este seja o porquê da votação ter sido tão expressiva. Como falei no meu discurso, eu me sinto muito mais do que homenageado por um feito ou um título em si, eu me sinto como um representante de uma comunidade extremamente apaixonada e tem seu valor no Brasil, porque ama a bicicleta, não só como esporte, mas como meio de transporte, de trabalho e de lazer." explicou
Henrique Avancini, de 29 anos, também compartilha da opinião de que sua temporada de 2018 foi excelente, mas ele mantém os pés no chão sabendo que ainda tem muito a melhorar: "A temporada foi marcante para mim, em termos de resultados foi fantástica, várias vitórias relevantes para mim culminando com a segunda colocação no ranking mundial e um título mundial, um feito até então inimaginável para um brasileiro. Mas o que eu destaco foi que esse ano foi de extremo crescimento e aprendizado para mim. Eu ainda me vejo em um processo de amadurecimento e isso realmente me motiva para o futuro agora, pois ainda estou muito longe da minha melhor performance"

E Avancini destaca o principal fator que o fez evoluir tanto no Mountain Bike: Capacidade mental. Ele crê que esse seja o caminho para continuar sua curva de evolução no esporte: "O Mountain Bike é um esporte que tem muitos pormenores, onde você precisa ser experiente e precisa saber entregar sua força no momento certo para que seja transformada em velocidade de forma eficiente. Eu ainda me vejo nesse processo e quando a gente começa a entender, a enxergar o que a maioria dos olhos não veem, é que você começa a ser consistente. E é essa constância na ponta do pelotão que acaba contribuindo cada vez mais para que você tenha essa experiência. É um ciclo produtivo que eu acabei de entrar agora é um momento muito bom para mim"

Em 2019, Avancini manterá o planejamento dos outros anos, disputando todas as provas possíveis, mas com o foco especial na prova olímpica:  "Eu tenho certa facilidade de competir em formatos diferentes e isso agrega muito para mim como atleta. Mas o meu foco para 2019, assim como nos anos anteriores, é a prova olímpica. Mas eu continuarei disputando as outras provas porque o esporte demanda isso, já que todas as provas contam pontos para o ranking que garante o atleta nos jogos"

Sobre os jogos de Tóquio, Henrique Avancini admite que se os jogos fossem hoje, ele seria sim um candidato à medalha olímpica. Mas ele também afirma que ainda tem muito que crescer até chegar nessa condição em 2020: "Eu me vejo com muitos pontos a serem melhorados, com muita margem de melhora e de crescimento e essa é minha principal atenção até 2020. Ao meu ver isso é muito positivo, pois quero chegar nos Jogos Olímpicos com a certeza de que posso brigar por uma medalha ou até mesmo pela vitória. Esse é meu objetivo e creio que estamos muito bem encaminhados." 


foto: Alexandre Loureiro/Exemplus/COB

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