Coluna Surto Mundo Afora #27

Por Bruno Guedes

TÊNIS
Quando a bolinha começou a quicar na quadra central do US Open, as atenções voltaram para dois tenistas da final que exalam carisma. E o sérvio Novak Djokovic levou a melhor sobre o argentino Martín del Potro, vencendo por por 3 sets a 0.

Esse foi o 14º grand slam de Djoko, que se igualou a Pete Sampras e agora
está atrás apenas de Rafael Nadal (17 títulos) e Roger Federer (20). Chegou à 3º posição do ranking mundial e voltou a figurar com Nadal e Federer.

Muitos ainda debatem sobre o status que o sérvio carrega atualmente. Estaria entre os melhores de todos os tempos ou não? A resposta é complexa e divide opiniões, mas uma coisa é certa: vivemos a maior geração da História.

Atualmente, o tênis mundial vive uma era repleta de grandes jogadores e que se revezam entre os títulos. Além de Djoko, as quadras atuais são privilegiadas por assistirem também Federer, Nadal, Wawrinka e Murray, destacando apenas os mais vencedores. A única concordância geral é a de que o suíço Roger está no topo dessa lista. Aliás, numa lista entre todos.

Djoko e seu rival finalista da US Open são duas das figuras mais carismáticas do esporte atual. O choro do argentino provou o sentimento de elegância e esportividade que ambos carregam. Novak ultrapassou a barreira do tênis. Para muitos em seu país, ele já é o maior atleta da História da Sérvia. Suas conquistas e frases memoráveis, como apoio aos croatas - ex-inimigos sérvios - na final da Copa da Rússia, pesam a favor.

Já Del Potro, vice no US Open, retornou a uma final de grand slam depois de nove anos e inúmeras lesões. Após partidas
épicas, como a final das Olimpíadas de 2016 contra Andy Murray, o título de Masters 1000 de Indian Wells sobre Federer e a grande apresentação contra Rafael Nadal na semifinal do último dia 7, fica a sensação de que os problemas médicos tiraram do argentino a sua credencial para entrar nesse hall.

Mas ainda assim, Delpo se tornou uma das maiores figuras esportivas da América do Sul. Na Argentina, está na prateleira dos grandes ídolos, como Ginobilli, Messi, Luciana Aymar e outros. Obviamente abaixo daquela onde Maradona reina sozinho e absoluto.

Terminaram os grand slams, mas ainda temos muitos torneios. Mais chances de vermos essa geração que desfila alto nível. E claro, Del Potro e Djoko distribuírem carisma.

POLO AQUÁTICO
Favoritas, as americanas foram campeãs da Copa do Mundo de Polo Aquático feminino, realizada em Surgut, na Rússia. Elas bateram justamente as donas da casa por 8 a 5.

Este foi o terceiro título seguido dos Estados Unidos, que são os atuais bicampeões olímpicos. O favoritismo só amplia a vantagem sobre a possibilidade de tentar o tricampeonato daqui a dois anos, em Tóquio 2020. Mas como os norte-americanos chegaram a tal patamar?

De acordo com o Comitê Olímpico Americano, o Polo Aquatico teve um enorme crescimento no país por alguns motivos cruciais. O maior deles foi o incentivo precoce, principalmente no verão onde o calor é forte, em escolas. Com uma atividade chamada Splash Ball, muitos jovens são iniciados na modalidade ou começam a ter contato com algumas regras.

Com a cultura esportiva que impera nos Estados Unidos, as muitas alternativas esportivas acabam naturalmente levando mais e mais atletas a tentarem alguma modalidade. Ainda adolescente, os estudantes passam por diversos esportes e há uma rotatividade que acaba por desenvolver uma ligação íntima com a atividade física.

Além disso, o Polo passou a ser também uma das práticas esportivas que integravam o quadro do Scholarships. Esse programa é a famosa Bolsa de Estudos para universidades americanas. O estudante recebe ajuda para custear as despesas acadêmicas e ao mesmo tempo pratica um esporte pela faculdade. Muitos acabam disputando a acirrada competição NCAA, onde as equipes universitárias se enfrentam.
 
Foto: Getty Images

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