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| Foto: Divulgação |
O ano olímpico é ainda mais especial para qualquer atleta. Para o remador Lucas Verthein, a temporada 2024 ficará marcada com o selo de Paris, sua segunda participação nos Jogos. Após uma edição com menos emoção em Tóquio, sem torcida por conta da pandemia, o calor do público na capital francesa voltou a agitar a elite do esporte mundial. Mas, para se garantir novamente nessa festa, a reta final desse novo ciclo foi das mais desgastantes.
A começar pela seletiva nacional, no início do ano, quando teve que confirmar seu nome entre os principais remadores do Brasil para, assim, buscar sua vaga em Paris no Pré-Olímpico das Américas. E tirou de letra. Mas a preparação continuava a todo vapor. Após o Sul-Americano, três etapas de Copa do Mundo, na Itália, na Suíça e na Polônia, e sua melhor colocação na carreira, ao chegar a uma final pela primeira vez e terminar como sexto melhor do mundo no Single Skiff.
Até chegar o momento tão esperado dos Jogos Olímpicos de Paris. Numa raia pesada, acabou não passando na sua bateria das quartas de final. Assim, teve que disputar a Final C e terminou na 15ª colocação geral do Single Skiff. No fim do ano, após conquistar mais três títulos brasileiros com o Botafogo, revelou que irá praticar também o Remo de Praia, que será esporte olímpico em Los Angeles-2028. Para fechar, consagração como melhor atleta do Remo em 2024 em prêmio do COB.
SELETIVA NACIONAL / PRÉ-OLÍMPICO
“No início do ano tive a seletiva nacional, ganhei bem, estava em forma, e chego no Pré-Olímpico das Américas para defender em casa um título que conquistei em 2021. Tive uma semifinal bem apertada contra o uruguaio, venci, mas reverti na final, quando remei bem melhor, com vento contra, o que eu adoro e sempre gosto de enfatizar. Fui novamente campeão do Pré-Olímpico e garanti a classificação para Paris, minha segunda participação olímpica”.
CAMPEONATO SUL-AMERICANO
“Logo depois, veio a disputa do Campeonato Sul-Americano, quando remei o Double Skiff com o Marcelinho. E conquistamos o título em cima dos uruguaios atuais campeões pan-americanos, e praticamente montando nosso barco no dia. Foi uma emoção muito grande, feliz demais também pela evolução dele, que tem tudo para ser um dos nossos grandes nomes no Remo, mais uma jovem revelação do Botafogo. Dali eu já partia para a Europa e começava minha preparação para as etapas da Copa do Mundo”.
ETAPAS DA COPA DO MUNDO
“Logo na primeira etapa da Copa do Mundo que disputei este ano, em Varese, na Itália, cheguei na semifinal e terminei com o nono lugar geral no Single Skiff. E com o tempo de 06’48”, batendo na trave dos 06’47” que fiz na semifinal do Pré-Olímpico, que disse que tinha sido apertada. Na minha segunda etapa da Copa do Mundo, depois de ter voltado ao Brasil e retornar à Europa um pouco em cima da hora, cansado, acabei disputando a Final C em Lucerna, na Suíça, até vencendo o italiano campeão mundial no Skiff peso leve. E fiz um tempo bom, um 06’50”, numa raia pesada que, inclusive, será a de classificação olímpica em 2027, para os Jogos de Los Angeles. Desta vez, continuei o treinamento na Europa visando a última etapa, em Poznan, na Polônia. O que fez a diferença para chegar na minha primeira Final A de Copa do Mundo e terminar em 6º lugar, especial demais para mim, mostrando ali minha evolução”.
OS JOGOS OLÍMPICOS DE PARIS
“Retorno para o Brasil e faço um período final de treinamento antes de partir para Varese novamente, onde fiz minha aclimatação para os Jogos de Paris. Foi sensacional reviver aquela atmosfera, mas agora sem máscara e com público para presenciar vivenciar o espírito olímpico na sua essência. De maneira geral, sei que entreguei o meu melhor. Obviamente, não conquistei o resultado que esperava, que era estar entre os 10 primeiros do mundo (em Tóquio, terminou em 12º). Ainda assim, terminei a Final C em terceiro lugar com o melhor tempo da minha carreira (06'47"37). E saí dali consciente de que tenho muitos detalhes a ajustar para evoluir no próximo ciclo olímpico”.
NOVO PROJETO PARA O PRÓXIMO CICLO
“Ainda sou muito jovem, tenho 26 anos, e agora viverei um momento de transição para saber realmente quais pontos vou buscar mudar. Então, fora essa novidade do Remo de Praia, esporte que se tornará olímpico em 2028 e que vou buscar conciliar, há muita coisa ainda no Remo clássico que eu quero superar. Então, como sempre digo, se saio de uma competição sabendo que tenho algo a evoluir, muito a trabalhar, fico feliz também, porque é uma motivação a mais, mostra que estou no caminho certo. Se terminar achando que não tenho mais a evoluir, sairia bem preocupado”.

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