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| FIVB/Divulgação |
A confirmação do jogador neerlandês de vôlei de praia Steven van de Velde, condenado pelo estupro de uma menina de 12 anos em 2016, nos Jogos Olímpicos de Paris tem feito movimentos de direitos humanos pedirem para que ele seja banido da olimpíada. Após uma petição online com mais de 20 mil assinaturas, entidades internacionais publicaram uma nota conjunta exigindo sua exclusão e afirmando que criminosos sexuais não tem lugar nos Jogos Olímpicos:
“A presença de Van de Velde na equipe olímpica holandesa desrespeita e invalida completamente o sobrevivente de seus crimes. Sua participação envia uma mensagem a todos de que a proeza esportiva supera o crime.” disse Kate Seary, cofundadora e diretora da 'Kyniska Advocacy', organização britânica que visa proteger mulheres no esporte .
Van de Velde, atualmente com 29 anos, embebedou e estuprou uma menina de 12 anos no Reino Unido em 2014, quando tinha 19 anos. Em 2016, foi condenado por quatro anos e extraditado para os Países Baixos, onde cumpriu só um ano da pena e voltando a competir no vôlei de praia
A ex-nadadora Joanna Maranhão, coordenadora da 'Athletes Network for Safer Sports', rede de apoio mundial para atletas impactados em casos de violência, também se pronunciou pela nota: "Ser um atleta olímpico é um privilégio, não um direito. Atletas que competem nos Jogos Olímpicos são frequentemente percebidos como heróis e modelos – Van de Velde não deveria receber essa honra. Em contraste com o que os especialistas do Comitê olímpico neerlandês argumentam sobre o baixo risco de reincidência, sua qualificação para os Jogos também deve ser examinada por uma lente moral. Sua participação já está causando muito mais danos a pessoas com experiência vivida.”
Van de Velde, que faz dupla com Immers, tem o apoio da Federação de vôlei e do comitê olímpico dos Países Baixos e por isso, foi confirmado nos Jogos olímpicos: "Ele foi condenado na época, pela lei da Inglaterra, e cumpriu sua pena. Desde então, mantivemos contato constante com Steven, que agora está totalmente reintegrado à comunidade neelandesa do vôlei" disse Miachel Everaert, presidente da Federação neerlandesa de vôlei.
Em nota, Van de Velde se pronunciou : "Eu entendo que, com a proximidade do maior evento esportivo do mundo, isso pode atrair a atenção da mídia internacional e Por causa da segunda chance que recebi dos meus pais, meus amigos, conhecidos e colegas, que me aceitaram de novo depois do maior passo em falso da minha então jovem vida. Eles me ofereceram, com condições claras e acordos, um futuro neste lindo esporte, de novo. Mas também penso no adolescente que fui, inseguro, despreparado para uma vida de atleta de alto nível e infeliz por por dentro, por não saber quem eu era e o que eu queria."
O Comitê Olímpico Internacional (COI) afirmou que o assunto é de responsabilidade do Comitê olímpico dos Países Baixos enquanto a Federação Internacional de vôlei (FIVB) não se pronunciou sobre o assunto

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