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| Foto: Divulgação |
De figura chave na maratona a expulso do evento olímpico: as regras antidoping negaram o palco olímpico, que é o sonho de todo atleta, ao maratonista francês Mehdi Frère, que foi suspenso por dois anos, segundo seu advogado.
"Ele foi suspenso por um período de dois anos pelo tribunal disciplinar da World Athletics", foram as declarações frias e contundentes do advogado do atleta, Laurent Fellous, que representa a Guarda Republicana.
A questão gira em torno do status adquirido pelo corredor de 27 anos como suspeito por três falhas em cumprir suas obrigações de localização em um ano, incorrendo assim na infração conhecida como "falhas de localização". Como era esperado, a penalidade é severa de acordo com os regulamentos.
A entidade internacional World Athletics impôs uma sanção dura, suspendendo o policial parisiense de origem marroquina, Frère, por dois anos, proibindo-o de todas as atividades esportivas profissionais, incluindo os Jogos de Paris 2024.
Fellous, o advogado de defesa do atleta que se manifestou nas últimas horas, declarou que estão tentando apelar da proibição perante o Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) e estão esperançosos de uma decisão positiva para seu cliente antes do início dos Jogos Olímpicos.
"Buscaremos apelar ao CAS dentro do quadro de um procedimento acelerado, com o objetivo de obter uma decisão arbitral antes do dia 26 de julho, o dia de abertura dos Jogos", explicou o advogado, que também previu que "um resultado favorável é factível", como Frère já havia mencionado à mídia francesa nos últimos dias.
Frère, um dos talentos promissores nesta disciplina atlética, registrou um recorde pessoal de 2h 05min 43s em 2023 e terminou em 20º no Campeonato Mundial de Cross-Country deste ano, realizado em Belgrado.
Apesar da recente decisão da World Athletics contra o atleta, vale notar que ele está suspenso provisoriamente desde 4 de junho pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU). Essa situação o impediu de competir no último Campeonato Europeu de Atletismo em Roma.
O CAS é, sem dúvida, a última esperança para o gendarme, que visa demonstrar sua boa fé. Se o processo continuar como parece, com a suspensão em vigor, a Federação Francesa de Atletismo já teria designado o veterano Félix Bour como seu substituto para os Jogos.

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