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Seleção brasileira de ginástica artística treina forte visando Paris 2024

 Na última sexta-feira (2), o Surto esteve presente no centro de treinamento do Time Brasil na Barra da Tijuca, para acompanhar o primeiro treino aberto para a imprensa. Nesse treino tivemos a oportunidade de conversar com alguns atletas que já fizeram e com certeza irão fazer ainda mais história pelo Brasil.

A primeira entrevistada tinha que ser ela, Rebeca Andrade foi super gentil, e conversou com a nossa equipe.

Seleção brasileira de ginástica artística treina forte visando Paris 2024
Foto: Gabriel Sanches/Surto Olímpico 

Primeiramente, Rebeca falou sobre a preparação para os Jogos Olímpicos

"Bom, este vai ser o nosso primeiro camping do ano. Então a gente está conseguindo ver como o cada atleta está. A gente entrou em fevereiro agora e as meninas já evoluíram bastante. A gente aqui também, não vou falar as meninas, mas a gente aqui também que treina aqui no CT. Então, para a gente é muito bom saber, porque traz uma confiança. Como você falou, é um ano que para a gente é muito importante. A gente precisa estar no nosso 100%, e saber que está todo mundo com o mesmo foco, com o mesmo pensamento, dá ainda mais vontade para que a gente faça o nosso melhor. A gente ainda não está fazendo tudo em todos os aparelhos como vocês puderam ver. Mas já começou melhor que muitos anos. Então, só o fato de ninguém estar lesionada, eu acho que já é um ponto muito positivo, sabe? Então, é isso."

Depois Rebeca falou sobre a medalha conquistada pela equipe brasileira feminina no Mundial do ano passado, e mostrou confiança para uma possível medalha olímpica em Paris.

" Olha, eu acho que não foi inesperado, porque a gente sabe de todo o potencial que cada atleta individualmente tem, consequentemente, juntando a equipe tem. Eu acho que a gente conseguiu mostrar o nosso melhor nesse último mundial, coisa que a gente não estava conseguindo mostrar nesses últimos anos, porque a gente sempre teve uma equipe muito boa, com atletas muito talentosos. Então, a nossa dificuldade mesmo era conseguir mostrar todo mundo ao mesmo tempo. E veio agora, em 2023. Então, a gente vai fazer o mesmo trabalho, o mesmo foco, o mesmo empenho, para que, se for da vontade de Deus, as coisas aconteçam na Olimpíada também. Mas, se não acontecer, que a gente tenha certeza que a gente fez o máximo ali, sabe? Para representar o nosso país, para a gente se sentir orgulhosa da gente mesma, sabe? Eu acho que é isso. A mesma coisa que eu falo para mim, o resultado é consequência. Eu tenho que estar ali para fazer o meu melhor pela minha equipe. E acredito que as meninas devem pensar da mesma forma. Fazer o melhor pela equipe e por elas, né?

Após a entrevista com a Rebeca, podemos falar também com Arthur Zanetti, que se prepara para as sua última Olimpíadas.

"Para a gente é muito importante isso, cara. Cara, o que motiva, assim... É... A paixão pela ginástica, né... É, ainda amo o que eu faço e não vou deixar de amar depois que eu me aposentar. E... Eu tenho o objetivo, né, de... De querer ir para mais umas Olimpíadas. E... E não quero ir lá só... Pô, eu estou indo para as Olimpíadas, mais uma aqui para o meu currículo. Não, eu quero ir para as Olimpíadas e quero... Já que eu estou nas Olimpíadas, eu quero... Tentar mais alguma coisa. Eu pretendo, né, lógico... A gente sonha, a gente busca o melhor resultado. Mas eu pretendo, ai... Mais uma medalha Olímpica para o meu currículo. E vou buscar. Estou trabalhando para isso. Estou voltando aí de cirurgia, então estou... Estou um pouquinho ainda devagar. Tem que ser um pouquinho devagar a recuperação. Mas estou focado e... Estou bem, assim... Focado no meu objetivo e no meu sonho. "

Arthur confirmou que essa será sua última Olimpíadas, mas não confirmou quando será a sua aposentadoria.

"Pós-Paris com certeza vou aposentar. Não posso dizer exatamente depois das Olimpíadas, mas provavelmente fechar o ano e aí sim, aposentadoria, não vou continuar o ano que vem, provavelmente. E ainda tem alguns planos, mas ainda nada concreto. Acho que estou focado primeiramente nesse ano, nas Olimpíadas. Depois que passar, provavelmente eu vou pensar exatamente o que eu vou fazer concretizar os caminhos. Então, a gente pode esperar uma medalha olímpica nesse ano? Se Deus quiser, eu vou trabalhar para isso. Vou trabalhar muito duro para isso. Espero que eu consiga. O resultado é uma consequência. O importante é a gente estar lá, fazer o nosso máximo e saber que você fez o seu máximo antes na preparação e na competição. O resultado que vier, a gente só vai saber lá no momento. "

Após conversar com Arthur Zanetti, tivemos a oportunidade de conversar com Flávia Saraiva, que mostrou confiança para esse ano tão importante para a modalidade.

" Ah, eu estou muito feliz. O ano passado foi um ano muito importante para a ginástica, mas, obviamente, começou o ano, zerou tudo, a gente tem que começar o trabalho tudo de novo. A gente sabe como é importante o ano Olímpico, então, a gente está fazendo um trabalho individual para cada atleta, a gente sabe que cada uma tem uma necessidade, então, o treinamento está cada uma com o seu treinamento mesmo. A gente tem preparação física, tem o nosso treinador que dá um treino específico para a gente, a gente tem fisioterapia, tem as pessoas por trás, equipe multidisciplinar, que trabalha muito com a gente. Então, a gente já começou, acabou o PAN, a gente já começou o ano Olímpico."

Flavinha comentou sobre o sonho da medalha olímpica, e também sobre o excelente desempenho da equipe feminina no Mundial de Antuérpia em 2023.

" Ah, com certeza, todo atleta que vai para a Olimpíada, ele quer disputar sua medalha Olímpica, mas, a gente tem uns passos para conquistar pela frente, a gente sabe que tem algumas competições, primeiro, para a preparação mesmo, a gente deve ter umas três competições antes da Olimpíada. Então, a gente vai preparar algumas coisas, de elementos, de séries, para ver se encaixa para os Jogos Olímpicos, a gente vai fazer a preparação da equipe também, que a gente sabe que é muito importante, que a gente disputa como uma equipe, então, é isso, e chegar nos Jogos Olímpicos é buscar cada dia uma final, a gente sabe que o mais importante, primeiro de tudo, é buscar as finais no primeiro dia, não almejar já a medalha Olímpica, porque a gente sabe que primeiro a gente tem que pegar uma final para conquistar alguma coisa. Então, o meu primeiro objetivo principal é conquistar finais. É isso, e falando até sobre o Mundial, eu até falei com a Rebeca, algumas pessoas foram até inesperadas nessa conquista do Brasil, segundo lugar, mas ela falou que para vocês não, que vocês sabiam que tinham potencial, como é que foi disputar aquela final por equipe e conquistar aquela medalha tão importante? A gente sabia que a gente tinha um potencial, mas a gente achava que a gente brigava muito pelo terceiro lugar, a gente falou, não, a gente tem potencial de medalha, mas a gente brigava pelo terceiro, mas ali naquela final a gente entrou muito leve, a gente estava muito bem, muito feliz, aproveitando muito a competição, a gente sabe que não é fácil quando a gente está disputando, a gente olha ali no telão, e você fica com o coração assim, ainda mais quando a Rebeca era a última no salto, a gente sabe que é difícil controlar a emoção, mas a gente treina muito, a gente trabalha muito para isso, então foi uma medalha histórica, mas a gente já almejava isso há muito tempo. Esse campeonato está misturando com a comunidade veterana com uma galera mais jovem chegando agora, a gente está vendo a galera treinando várias gerações, vários investimentos diferentes, foi muito interessante para você, conseguir manter essa aliança, receber essa mistura toda? É muito importante para a Ginástica."

Para finalizar, o Surto ainda teve a oportunidade de conversar com Jade Barbosa que demonstrou estar muito feliz com essa nova chance em sua carreira.

"Eu valorizo muito tudo que a história da ginástica conquistou. Me sinto muito honrada e orgulhosa por ter participado de momentos muito especiais. Acho que eu sou uma atleta privilegiada. Eu competi na minha primeira competição realmente internacional, grande, no Rio de Janeiro. Pude participar de um Panamericano em casa, pude participar de uma Olimpíada em casa. Quantos atletas têm oportunidade disso? Realmente eu vim de uma geração onde tinha menos coisas, mas que também já era uma geração que tinha mais recursos do que lá no início da ginástica. A gente trabalhou muito duro para conquistar aqueles primeiros passos dentro de um cenário mundial que a gente sabe é que é muito difícil. Na ginástica você realmente tem que trabalhar passo a passo até você ser conhecido, até o país olhar e ver realmente... Nossa, no Brasil tem ginástica, né? Que nem quando a gente olhava Romênia, Rússia, Estados Unidos. É um país de ginastas, né? E hoje eu posso falar com mais segurança que a gente está realizando sim esse sonho. Então ver depois de tanto tempo de carreira, poder estar numa seleção competitiva, medalhista, eu acho que não tem preço. Foi o que eu falei, acho que poucos atletas podem ver isso, até estavam me zoando que eu tenho bastante espaço entre as medalhas mundiais, eu nem tinha percebido isso. Uma em 2007, uma em 2010 e uma em 2023. Então assim, eu realmente... É difícil colocar em palavras. Eu vi muitas gerações passando, gerações ficando, gerações não conseguindo. Então assim, acho que toda essa bagagem é muito interessante porque eu acho que consigo colocar isso como experiência dentro do ginásio. Gosto muito dessa parte de poder influenciar novas gerações. É uma das coisas que mais me realizam também no esporte. Eu sempre falo isso, achei que o esporte era relacionado à medalha. Conquistas e títulos. E hoje eu vejo que o esporte me realiza de diversas formas, né? Então, é mais uma coisa que eu aprendi com a minha modalidade."

Agora a seleção brasileira segue em preparação para as etapas da Copa do Mundo que estão por vir, e lógico para os Jogos Olímpicos que estão chegando.


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