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| Sátiro Sodré/ CBDA/ SS Press |
Viviane Jungblut já definiu seu caminho em 2024. Após conquistar sua vaga olímpica na maratona aquática, a atleta decidiu que vai se focar apenas na prova de 10km em Paris e vai abrir mão de vagas que vierem no troféu Maria Lenk, que servirá de seletiva olímpica da natação. Ela revelou seus planos em entrevista ao site globoesporte.com:
"Com certeza a gente já tinha tomado essa decisão antes de vir para cá. Eu abri mão de nadar as provas de piscina aqui nesse Mundial mesmo, porque a gente está treinando com o foco 100% nos 10km da maratona aquática. A gente veio até então conciliando os dois calendários, mas chega um momento que a gente precisa tomar essa decisão. Não é fácil. Eu gostaria de nadar as duas modalidades, mas sou uma pessoa, sou humana. Seria um programa muito difícil e optamos por essa opção. Vou nadar o Maria Lenk, porque é o campeonato brasileiro absoluto de natação, mas mesmo que eu pegue o índice, eu não nado as provas de piscina em Paris, só águas abertas" contou Viviane.
Em Doha, Viviane Jungblut ficou na 14ª colocação. Havia apenas 13 vagas olímpicas em disputa em Doha, mas a França colocou suas duas nadadoras no top 13 e abriu uma 14ª vaga no Mundial por realocação. A brasileira herdou o posto. Mas segundo o comentarista de natação Alex Pussieldi do canal Swim Channel, Ainda há possibilidade da brasileira perder a vaga se algum país entrar justiça, já que o regulamento acabou sendo mal formulado e abre brechas para interpretações
Mas se a vaga for confirmada, o Brasil voltará a ter duas atletas na maratona aquática, o que não acontecia desde a olimpíada do Rio de Janeiro, que teve Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha.
"É muito importante não só para ela e não só para mim, mas para todas as mulheres do Brasil. A gente está aí mostrando que é possível, não é fácil, é bem difícil, tem que ter muito treino, muita persistência, muita disciplina, mas realmente a gente consegue."

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