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Esgrimistas estadunidenses são proibidos de usar bandeiras da Ucrânia em Grand Prix

Esgrimistas norte-americanas duelam durante competição
Foto: Julio Cortez / AP

 

Esgrimistas dos Estados Unidos foram proibidos de usar símbolos ucranianos no Grand Prix da Federação Internacional de Esgrima (FIE) em Busan, na Coréia do Sul, em protesto contra a decisão do órgão regulador de permitir que atletas russos e belarrussos retornem às suas competições.

 

Mais eventos europeus também foram descartados por causa da decisão do Congresso Extraordinário na sexta-feira da semana passada (10), com a Suécia desistindo de organizar dois torneios em sua capital, Estocolmo.

 

A esgrimista do estado de Ohio, nascida na Ucrânia, Dasha Myroniuk, afirmou em um post compartilhado no Instagram junto com a campeã olímpica dos Estados Unidos, Lee Kiefer, que atletas norte-americanos tentaram erguer a bandeira ucraniana em suas mangas para expressar sua oposição à decisão da FIE, que está definida para entrará em vigor a partir de meados de abril.

 

Myroniuk alegou que a FIE "obrigou-as a removê-los e proibiu quaisquer sinais ucranianos" no Grand Prix da cidade sul-coreana. De acordo com as regras da FIE, os competidores são proibidos de usar as cores de outra nação. Kiefer também esteve a frente de um vídeo de pelo menos 25 atletas que declararam: "Não, não concordo" com a decisão da FIE no Instagram.

 

A Esgrima dos EUA tem sido um dos principais oponentes da decisão da FIE de permitir que esgrimistas individuais, equipes e oficiais da Rússia e de Belarus retornem aos seus eventos.

 

As recomendações do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a não participação de atletas de ambos os países permanecem em vigor, mesmo que esteja explorando um caminho alternativo para seu retorno.

 

Uma Copa do Mundo FIE de florete feminino em Tauberbischofsheim, onde Bach cresceu, já foi cancelada por causa de problemas com cidadãos russos obtendo vistos para entrar na Alemanha. O secretário-geral da Federação Polonesa de Esgrima, Jacek Slupski, alertou que poderia ser forçada a seguir o exemplo com uma Copa do Mundo em Poznań por causa da posição do país contra a Rússia.

 

A Federação Sueca de Esgrima agora desistiu de sediar o Prêmio SAF-Pokalen e Rehbinder, alegando que seu motivo é um protesto direto contra a decisão da FIE, em oposição ao visto.


"Está completamente fora de questão organizarmos competições com a participação desses dois países quando eles começaram uma guerra muito sangrenta na Ucrânia", disse o presidente da Federação Sueca, Otto Drakenberg.


A Finlândia também cancelou um torneio da Federação Internacional de Esgrima (FIE), em Turku, devido à decisão do órgão regulador mundial de permitir que atletas russos e belarrussos possam competir. O evento é realizado anualmente no país e estava programado para acontecer nos dias 23 e 24 de setembro.

 

A Polônia também deve cancelar em breve o seu evento de Copa do Mundo, a ser realizado em Poznań e agendado para 21 a 23 de abril, sendo esta a primeira competição na qual a decisão do Congresso Extraordinário da FIE entrará em vigor e permitirá o retorno de atletas de Rússia e Belarus


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