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Prefeito de Milão se posiciona contra mudar patinação dos Jogos de 2026 para Turim

Reprodução: Archest

 

O prefeito de Milão, Beppe Sala, é mais um a manifestar oposição à proposta de transferir a patinação de velocidade nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 para Turim, depois que os planos de construir um telhado sobre o rinque ao ar livre foram rejeitados em Baselga di Piné, uma pequena comuna na Itália com pouco mais de quatro mil habitantes.

 

Quando a Itália declarou a sua candidatura, em março de 2018, seria uma candidatura conjunta entre Milão e Torino, com Cortina d'Ampezzo entrando alguns dias depois. No entanto, seis meses depois, após disputas políticas internas, Turim desistiu e viu Milan e Cortina vencerem Estocolmo para serem premiados com os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Inverno de 2026.

 

Os custos da cobertura da pista ao ar livre em Baselga foram inicialmente estimados em US$ 54 milhões de dólares, de acordo com um projeto anunciado em novembro, mas havia preocupações de que os custos reais pudessem aumentar em pelo menos 50%, levando o Comitê Olímpico Internacional (COI) a vetar o projeto.

 

O ministro da Infraestrutura e Transporte da Itália, Matteo Salvini, pediu que a patinação de velocidade seja transferida para o Oval Lingotto, construído para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2006, quando foram realizados em Turim. No entanto, o governador da Lombardia, Attilio Fontana, e o prefeito de Milão, Beppe Sala, se manifestaram contra o envolvimento de Turim na realização dos Jogos.

 

"Se o rinque pode ser realizado em Milão, será. Estamos verificando se as condições são adequadas. Turim, na época, havia desistido de fazer parte das Olimpíadas, então é muito mais certo que permaneça em Milão ou em uma das sedes naturais das Olimpíadas, mas estamos trabalhando para que fique em Milão", afirmou Beppe Sala.

 

Fontana também se opôs a Torino ganhar o direito de se envolver nas Olimpíadas novamente, afirmando que se "Eles não nos queriam, eles não nos merecem".

 

Foi o presidente do Comitê Milan Cortina 2026, Giovanni Malagò, quem confirmou que o COI havia bloqueado a reconstrução de Baselga, alegando que o investimento foi subestimado e não seria sustentável para a área, com o COI se reservando no direito de apontar o melhor caminho em termos de execução dos Jogos.

 

"Eu defendi o plano máster original, mas chega um momento em que você não pode mais defender o indefensável. Tudo o que aconteceu desde então, desde o COVID até a guerra [na Ucrânia], foi contra nós. Baselga não é uma vítima, mas uma das questões que surgem sistematicamente durante a organização de um evento internacional como as Olimpíadas", encerrou Malagò que deixou ainda uma possibilidade do local da patinação também não ser em Turim.


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