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Jogadoras da Seleção Feminina de Vôlei relatam experiência com o terremoto na Turquia

Foto: Reuters/Ece Toksabay - Porto de Iskenderun pega fogo após terremoto na Turquia

 

A Turquia e a Síria foram atingidas nesta segunda-feira (6) por um terremoto de 7,8 de magnitude com duração aproximada de um minuto e meio, deixando um rastro de destruição nos dois países, milhares de pessoas desaparecidas e mortos que já ultrapassam o número de dois mil. Algumas atletas da seleção feminina de vôlei do Brasil residem na Turquia e se manifestaram em suas redes sociais sobre a situação vivenciada.

 

A capitã da seleção brasileira de vôlei, Gabi, que atua pelo Vakifbank, de Istambul, local distante do epicentro do terremoto, se manifestou dizendo: "Estamos bem por aqui, mas acompanhando as notícias com muita tristeza e rezando por todos".

 

Macris, levantadora titular da seleção feminina, que recentemente trocou o Minas Tênis Clube pelo Fenerbahçe, da Turquia, se manifestou pedindo orações pelo país atingido. Sua companheira de clube turco, Ana Cristina, que foi medalha de prata com a seleção em Tóquio 2020, também pediu orações às vítimas e disse que está tudo bem com ela e com a família, apesar de impactados com o que aconteceu.

 

A central Ana Beatriz, a Bia, que também estava com o grupo vice-campeão nos Jogos de Tóquio, atualmente joga pelo Kuzeyboru, clube de uma região mais próxima de onde foi o epicentro do terremoto, fez um vídeo relatando a situação vivenciada: "Eram 4h20, acordei, estava tudo balançado. Não estava entendendo muito bem. Peguei o telefone e vi algumas mensagens perguntando se estava tudo bem. Aconteceu uma segunda vez, e aí pediram para  todo mundo sair do prédio, ficar nos carros. Estava nevando bastante. Passaram uns 40 minutos e pediram para voltarmos para o prédio e falaram que estava tudo bem".

 

Bia contou ainda que foi entender posteriormente a intensidade do tremor: "Voltei a dormir e quando acordei, vi as meninas falando no grupo, preocupadas com a família e os amigos. Foi nesse momento que percebi o quão forte foi. Na nossa cidade sentimos um terremoto de 6.0, 5.8 mas em outros lugares foi mais forte. Confesso que na segunda vez deu bastante medo, mas ficou tudo bem. Estou bem, o prédio está bem, a cidade está bem. Mas, infelizmente, em outros lugares a situação foi bem grave".

 

A ponteira Rosamaria, que atualmente joga no Busto Arsizio, da Itália, estava em Istambul para disputar uma partida da Copa CEV, contra o Turk Hava Kulubu, e comunicou pelas redes sociais que estava tudo bem com ela na capital da Turquia, uma das regiões menos atingidas. 


Segundo informações de jornais locais um time inteiro de vôlei da estava em prédio que desabou por conta do terremoto. As informações dão conta que 14 jogadoras do Hatay, que disputa as divisões inferiores do campeonato turco, moravam em um prédio que foi ao chão após o tremor. De acordo com um dirigente, não há nenhuma informação sobre as jogadoras até agora.

 

A Federação Turca de Vôlei anunciou que todas as atividades da modalidade no país estão suspensas até segunda ordem.


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