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Brasil sonha com atletas da NBA para subir de nível em 2023


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As Olimpíadas de Paris só vão acontecer em 2024, mas a preparação da Seleção Brasileira já começou e o foco é conseguir a classificação e bons resultados até lá. Um desafio giganta para uma equipe que vem se reconstruindo nas mãos de Gustavo de Conti. Um dos objetivos é conseguir a presença de atletas da NBA, seja da liga principalmente ou das divisões inferiores. Afinal, são eles que podem fazer a diferença em quadra, sobretudo em uma disputa contra as melhores seleções de basquete do mundo.


Na temporada atual, a NBA conta com apenas um atleta brasileiro. O armador Raulzinho defende o Cleveland Cavaliers, sendo um dos reservas mais usados durante os jogos. Ele conseguiu até mesmo se destacar em alguns confrontos, como na vitória contra o Phoenix Suns, no dia 4 de janeiro. No entanto, o jogador não costuma atuar com o Brasil, algo comum na liga norte-americana. Ele não esteve presente, por exemplo, no vice-campeonato da Copa América de 2022.


Nas divisões inferiores da liga norte-americana, conhecida como G League, o Brasil conta com outros dois atletas. O primeiro é Gui Santos do ​​Santa Cruz Warriors, equipe controlada pelo Golden State Warriors. Didi Louzada é o outro representante, e atualmente disputa os jogos com a camisa do Cleveland Charge, filial do gigante Cleveland Cavaliers. No caso desse segundo, as oportunidades na Seleção Brasileira vieram, e ele foi titular na competição realizada no ano passado.


Isso mostra que nenhum brasileiro é atualmente protagonista na NBA. Raulzinho pode até ter alguma hipótese de título com os Cavaliers, como mostram as cotações das apostas na NBA, mas é algo difícil de acontecer. Isso pode ser visto de maneira positiva, pois o jogador pode buscar mais destaque com a camisa do Brasil, até mesmo para atrair o interesse de outras equipes da NBA. O armador já defendeu o Utah Jazz, o Philadelphia 76ers e o Washington Wizards na carreira nos Estados Unidos.

Pensando em Paris 2024



A esperança da Seleção Brasileira é que todos esses jogadores estejam disponíveis em 2024, quando acontece as Olimpíadas de Paris. Além disso, também existe a expectativa de novos atletas do país chegando na NBA. Um detalhe que só vamos saber nos próximos anos, e por quanto fica apenas na projeção para o futuro. O jovem Gui Santos passou por isso, e conseguiu espaço no Draft de 2022. Pode ser que ele consiga mais protagonismo na liga futuramente.



Todas as disputas no basquete dos Estados Unidos são intensas, e isso deixa ainda mais difícil para os brasileiros conseguirem se destacar. Na temporada atual, por exemplo, os palpites da NBA apontam para uma disputa envolvendo mais de seis jogadores diferentes pelo prêmio MVP, inclusive LeBron James. Ou seja, o nível é alto, e acompanhar nomes como Jokic e Antetokounmpo é cada vez mais complicado.


No entanto, o objetivo da Seleção Brasileira é apenas chegar em Paris com uma equipe competitiva, caso consiga a classificação. Um desafio intenso que começa em 2023, com a Copa do Mundo de Basquete. O treinador Gustavo de Conti vai precisar de um trabalho eficiente para levar essa equipe longe, e o desafio começa cedo. É torcer para que bons nomes estejam em quadra nos próximos meses.

Raulzinho exalta nível da NBA



Em entrevista realizada no ano passado, o armador Raulzinho falou mais sobre a dificuldade de alguns brasileiros para conseguirem espaço na NBA. “Há uma concorrência enorme todos os anos, com nível cada vez mais alto para entrar na liga”, explica o atleta com um histórico positivo nas equipes. Ele fala que encontra cada vez mais atletas estrangeiros de alto nível, sobretudo da Europa, chegando nas equipes.


Uma esperança para o futuro é que mais jovens consigam condições de entrar na NBA, como no caso de Gui Santos, mesmo que tenham que passar algum tempo na G League. Isso é algo que vai ajudar também a Seleção Brasileira, mostrando que nosso basquete continua em alta no circuito mundial.


Os próximos meses serão decisivos para os jogadores brasileiros, sejam da NBA ou não. Afinal, além da competição nos Estados Unidos, o calendário do Brasil promete muitos momentos decisivos em quadra.

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