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Brasil é tricampeão mundial de goalball masculino

Foto: Renan Cacioli/CBDV


O Brasil se tornou nesta sexta (16) o maior campeão da história do Campeonato Mundial de Goalball. Em final disputada no Centro de Desportos e Congressos, em Matosinhos (POR), os rapazes derrotaram a China por 6 a 5, ergueram a taça pela terceira edição consecutiva (2022, 2018 e 2014) e deixaram para trás os bicampeões alemães e lituanos na lista dos vencedores do torneio. Na final da categoria feminina, que fechou a competição, a Turquia conquistou seu primeiro título mundial ao bater a Coreia do Sul por 10 a 4. Esses quatro países finalistas já garantiram vaga nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

"É um misto de sensações, acho que a ficha ainda vai demorar um pouco a cair. A gente não ganha a medalha aqui, a gente constrói ela ao longo de todo o ano, e aqui a gente só vem buscá-la. Os caras podem fazer de tudo, mas na nossa defesa não vai passar nada!", vibrou o pivô Emerson, que acabou eleito o Melhor Jogador da Partida e marcou o pênalti decisivo que virou o placar a um minuto e trinta e seis segundos do fim de um duelo duríssimo, no qual o Brasil esteve durante quase todo o tempo atrás do marcador. Além dele, fizeram gols Leomon (quatro) e Parazinho (um).

"Primeiro é uma honra ter recebido um time multicampeão, o trabalho vinha sendo muito bem feito, e a gente está botando a nossa cara nesse time", disse o técnico Jônatas Castro, que assumiu o comando do time este ano com a responsabilidade de substituir Alessandro Tosim, treinador que conduzira o Brasil desde o início de sua subida rumo ao topo do goalball masculino nas principais conquistas, como o bicampeonato mundial e o ouro inédito em Paralimpíadas obtido em Tóquio, no ano passado. "A sensação de ser campeão é indescritível, é até difícil de falar agora ainda na adrenalina do jogo. Sabíamos que tínhamos condições de vencer porque os meninos jogam demais", destacou o comandante.

"O trabalho do Jônatas manteve o nível elevado do goalball do Brasil. É fruto de algo que se construiu não agora, mas desde meados dos anos 80. Viramos referência na modalidade e seguimos ainda mais confiantes para buscar outro pódio em Paris", afirmou o presidente da CBDV (Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais), José Antônio Freire, que esteve presente no Ginásio Professor Costa Pereira, palco da final, ao lado do secretário-geral da Confederação, Helder Maciel.

Para chegar ao terceiro ouro em Mundiais, o Brasil encarou o mesmo adversário da final paralímpica em Tóquio, que vencera por 7 a 2 na ocasião. Desta vez, porém, o jogo se mostrou bem mais complicado e os chineses sempre estiveram à frente, levando a decisão para o intervalo com 4 a 3 a seu favor. Com a formação titular de Emerson no centro e Leomon e Parazinho abertos nas alas – André Dantas entrou no lugar de Parazinho em determinado momento da partida –, o time acabou sofrendo com as bolas rápidas do oponente e cometeu algumas penalidades que permitiam à China controlar o ritmo e o placar. Parazinho igualou em 5 a 5 com 3:52 para o término e, a pouco mais de um minuto e meio, Emerson converteu a penalidade que decretou o tri.

"A gente sabia que tem um time muito qualificado, todos aqui deram o seu melhor e não sairíamos aqui sem o ouro. Muito obrigado a todos no Brasil que torceram pela gente!", agradeceu o ala Leomon, que foi o artilheiro da Seleção no torneio, com 36 gols. O Brasil fechou sua campanha invicto, com 100% de aproveitamento: dez vitórias em dez jogos, com 112 gols a favor e 50 gols contra.

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