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Após título, Hugo Calderano atribui a força mental a vitória no Pan e destaca desafio de viagem da China até o Chile


Hugo Calderano atribuiu à sua força mental a conquista do Campeonato Pan-Americano de tênis de mesa, no último domingo (6), em Santiago, no Chile. O carioca de 26 anos chegou à competição após uma maratona de três torneios na China, milhares de quilômetros viajados, períodos de quarentena e diferentes fusos horários.

Para conquistar o título continental, Hugo bateu na decisão o norte-americano Kanak Jha por 4 sets a 0 (15/13, 11/8, 11/8, 11/8), em uma grande atuação. Antes, deixou pelo caminho outros quatro adversários, cedendo um único set ao longo de sua campanha.

Os resultados, no entanto, camuflam uma trajetória desafiadora na competição. Muito desgastado fisicamente, Hugo encontrou na força mental o caminho para buscar a vitória em cada fase do Pan-Americano.

“Estava muito cansado todos esses dias. Vim da China, com muitas horas de viagem e muitos torneios e treinamento até aqui. Faz dois meses que estou longe de casa. Foi muito duro jogar todo o Pan-Americano, mas sabia que o mais importante seria estar bem mentalmente, porque fisicamente não estava no meu melhor. A mente é mais forte do que o corpo e foi o que me moveu ao longo da competição”, afirmou após a final.

A maratona até Santiago foi um dos vários desafios de planejamento enfrentados por Hugo em 2022. O calendário internacional foi anunciado ao longo do ano, com recorrentes episódios de competições confirmadas a poucas semanas de seu início - por vezes, até uma sequência com dois ou três torneios. Além disso, a Guerra da Ucrânia levou o brasileiro a mudar de clube no meio da temporada, também impactando a sua preparação.

As condições desafiadoras para buscar o título emocionaram Hugo, que manteve a sua hegemonia nas Américas. Desde 2014, o carioca soma 12 conquistas individuais em eventos continentais: dois Jogos Pan-Americanos (2015 e 2019), três Campeonatos Pan-Americanos (2017, 2021 e 2022), três Copas Pan-Americanas (2018, 2019 e 2020), três Campeonatos Latino-Americanos (2014, 2015 e 2016) e uma Copa Latino-Americana (2016).

“Já ganhei muitas vezes esse tipo de competição, mas esse é muito mais especial para mim. Não tive um ano muito fácil. É muito bom voltar com uma vitória em um torneio tão importante. Agora, espero poder me recuperar para estar ainda mais forte no ano que vem”, disse.

Após o título pan-americano, Hugo terá alguns dias de descanso no Brasil. Seus últimos compromissos no ano serão pelo Kinoshita Meister Tokyo, em dezembro, na T-League, a liga japonesa de tênis de mesa.

Foto: ITTF Americas

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