Vinte e um judocas treinam no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, para o Campeonato Mundial da modalidade. O torneio será realizado entre os dias 8 e 10 de novembro, em Baku, no Azerbaijão.
Este será o primeiro evento classificatório para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024, após a mudança das classificações oftalmológicas. Além dessas mudanças, também houve alterações nas divisões por peso.
Vale lembrar que até 2021, os judocas das três classes – B1 (cego), B2 (percepção de vulto) e B3 (definição de imagem) – lutavam entre si dentro de cada peso. Desde janeiro de 2022, quem é cego total (B1) só luta contra cego total em uma nova categoria que se chama J1. Quem era B2 e B3 luta apenas contra oponentes dessas mesmas classificações em outra categoria chamada J2.
Entre os judocas que participam desta fase de treinamento, estão as medalhistas paralímpicas nos Jogos de Tóquio 2020: Alana Maldonado (ouro até 70 kg), Meg Emmerich (bronze acima de 70 kg) e Lúcia Araújo (bronze até 57 kg).
Sete convocados lideram suas categorias no mais recente ranking divulgado pela IBSA (sigla em inglês para Federação Internacional de Esportes para Cegos). São eles: Rosi Andrade (-48 kg J1); Brenda Freitas (-70 kg J1); Alana Maldonado (-70 kg J2), que divide a liderança com a cubana Dalidaivis Rodriguez; Rebeca Silva (+70 kg J2); Arthur Silva (-90 kg J1); Wilians Araújo (+90 kg J1); e Thiego Marques (-60 kg J2).
"O Mundial é mais difícil. Quando você vai para os Jogos Paralímpicos, conhece todos os atletas classificados, chega com a estratégia de luta pronta. Já no Mundial, pode encontrar um adversário contra o qual nunca lutou. Então, é uma competição muito forte", comentou Wilians Araújo, da categoria J1 (acima de 90 kg). Ele disputará seu terceiro Mundial e já conquistou a medalha de bronze da competição, em 2014, nos Estados Unidos.
Foto: Alê Cabral/CPB

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