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| divulgação/Ivan Storti |
A família do ex-pugilista Eder Jofre, falecido no último dia 2 de outubro, anunciou que doou o cérebro do campeão mundial para estudos sobre encefalopatia traumática crônica, conhecida popularmente como demência pugilística, seguindo o desejo do próprio Éder, que vivia com a doença desde 2010.
Os estudos serão realizados pelo laboratório de medicina da Universidade de São Paulo (USP), Filhos de Eder, Marcel e Andrea Jofre afirmam que o pai se considerava doador de órgãos, e dizia que "se fosse para ajudar, poderiam doar todos os dele". Quando o diagnóstico da doença veio, ele confirmou com o médico o desejo da doação do cérebro:
"Esse é mais um gesto nobre do meu pai, que trouxe tantas alegrias pro povo brasileiro. Eu, como filho, fico muito feliz por saber que ele tomou essa decisão em vida. Se outros pacientes tivessem feito o mesmo, o tratamento do meu pai estaria mais avançado. Poderia ter prolongado a vida dele", diz Marcel
Segundo a família, Eder tomou essa decisão ao saber que Muhammad Ali deixou instruções para que o seu cérebro não fosse doado após seu falecimento: O Eder ficou muito chateado com essa decisão do Ali. Foi aí que ele teve certeza de que faria diferente", conta o neurologista Renato Anghinah, que auxiliou no tratamento de Eder Jofre.
Inicialmente, Eder Jofre ignorou os sinais iniciais da doença e após o falecimento de sua esposa, eles se acentuaram graças a uma depressão profunda. Ele inicialmente foi diagnosticado com Alzheimer, que muito confundido com demência pugilística, e depois do diagnóstico correto, passou a ter mais qualidade de vida.
Além da medicação padrão, Jofre foi tratado com canabidiol, substância que proporcionou a ele "muito mais equilíbrio e consciência corporal". Os familiares pedem que o preconceito em relação ao óleo da cannabis acabe, uma vez que a substância "foi essencial para que o pai vivesse melhor". "Eder Jofre é um caso prático de como o canabidiol trabalha. Ele estava muito agitado no fim da vida, e o canabidiol o acalmou, melhorou o apetite e ele conseguiu se fortalecer. Com certeza ajuda a ter mais qualidade de vida", diz Anghinah. "Esse é mais um serviço em prol dos pacientes que Eder Jofre deixa como legado. Canabidiol não tem nada a ver com droga, é um tratamento farmacêutico"

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