Esgrimistas brasileiras conquistaram cinco medalhas na competição de florete individual no último dia de disputas do Campeonato Regional das Américas de esgrima em cadeira de rodas. A competição terminou no Centro de Paralímpico, em São Paulo.
Na categoria B, Mônica Santos foi medalhista de prata e Suelen Rodolpho de bronze. Já na categoria A, as brasileiras dominaram completamente as disputas e subiram ao pódio para receber medalhas com Rayssa Veras (ouro), Fabiana Soares (prata) e Carminha Oliveira (bronze).
Rayssa Veras fechou a competição feminina da categoria A com duas medalhas de ouro e uma de prata individuais. A última das medalhas, o ouro no florete, teve um sabor de superação. “Foram nove dias direto competindo e eu avancei para todas as finais individuais. Hoje precisei descansar o máximo possível entre os jogos e ser o mais eficiente que podia”, relatou a atleta, que representou o Club Athletico Paulistano (SP).
O nível de cansaço e de dor era tanto, que Rayssa mal comemorou os toques obtidos na final contra a compatriota Fabiana Soares, do Sport Club Magnólia (RJ). “Joguei sem comemorar os toques, para não gastar energia gritando”, confessou. “Tentei ser o mais eficiente possível, tentando fazer as minhas ações sem me sobrecarregar mais”, comentou a atleta, que venceu a decisão por 15 toques conta 11.
No florete B, os destinos de Monica Santos e Suelen Rodolpho se cruzaram na semifinal. Monica venceu por 15 a 4, avançou à final e deixou Suelen com a medalha de bronze. Na decisão da medalha de ouro, a norte-americana Ellen Geddes se impôs sobre a atleta do Grêmio Náutico União (RS) por 15 a 4 e subiu ao ponto mais nobre do pódio.
Outras brasileiras que estiveram em ação hoje, no CT Paralímpico, foram Rudineia Manica e Ana Elisa Paz, que avançaram às quartas de final no florete A, mesma fase em que Sabrina Marques foi eliminada no florete B.
No geral, a delegação brasileira obteve onze medalhas de ouro, seis de prata e quinze de bronze no Campeonato Regional das Américas, que valeu pontos para o ranking mundial e foi de grande importância para o ciclo dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. Com três ouros individuais, Jovane Guissone foi o grande destaque da equipe verde e amarela. Os brasileiros venceram todas as provas da competição coletiva, tanto no masculino, como no feminino.
Foto: Rosele Sanchotene/CBE.

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