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Medalhista olímpico Maicon Andrade e seu treinador sofrem ataque racista no Pan-am Series III de Taekwondo

Foto: Instagram/Maicon Andrade


O lutador de taekwondo Maicon Andrade revelou em suas redes sociais que ele e seu treinador Rafael Valério sofreram racismo após a Pan Am III Series, que foi disputado no último fim de semana em São Paulo. O Medalha de Bronze na Rio 2016 - primeiro brasileiro a ser medalhista olímpico no Taekwondo - disse em suas redes sociais que tanto ele quanto o seu treinador receberam  em seus celulares uma foto de um macaco após a premiação do evento, onde ele saiu vencedor.

Em vídeo postado nas redes sociais, Maicon e Rafael afirmaram que a foto foi enviada por alguém que conhece os dois e pelo timming, foi por conta da vitória de Maicon: 'provavelmente a conquista do Maicon incomodou alguém. E deixo um recado para quem mandou: Se você ficar incomodado em toda vitória do Maicon, Você vai mandar muito mais fotos de macaco. Você vai ter , pode mandar foto de banana, qualquer foto. Mas só um recadinho, já foi realizado um boletim de ocorrência, a gente vai atrás. Abre a sua mente um pouquinho. A gente está em 2022. Racismo é crime. Qualquer forma de discriminação é crime". Disse Rafael em vídeo.


A dupla fez um boletim de ocorrência e o caso foi registrado como injuria (Art 140). Maicon e Rafael protocolaram também uma queixa na Confederação Brasileira de Taekwondo, na Comissão de Atletas da Confederação Brasileira e na ouvidoria do Comitê Olímpico Brasileiro. A CBTkd também emitiu nota sobre o caso nesta quarta (21):

"A Confederação Brasileira de Taekwondo – CBTKD - vem a público manifestar profunda indignação com o ataque racista sofrido pelo Atleta Maicon de Andrade Siqueira e seu Técnico o Sr. Rafael Tadeu Valério, durante o Evento PAN AM SERIES III realizado em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico, em 18 de setembro de 2022, no qual o atleta e técnico representaram a Liga Vale Paraibana de Artes Marciais. A referida denúncia do ataque foi trazida pelos ofendidos à CBTKD, organizadora do evento.

Grande destaque nas competições, o atleta e seu técnico receberam mensagens desconhecidas e ofensivas. A CBTKD repudia qualquer tipo de atitude que vá contra o ser humano, independente de gênero, raça ou opção sexual. O esporte é uma ferramenta inclusiva e deve permanecer como tal, oportunizando a descoberta de novos talentos e ensinando valores para toda a comunidade desportiva.

A CBTKD se solidariza com o atleta e técnico, bem como todos que tem sofrido algum tipo de constrangimento e discriminação, e reafirma o compromisso com a promoção da igualdade, nos mais diferentes âmbitos, por meio de seu representante legal, repudia as práticas racistas sofridas por seus atletas, técnicos, treinadores assim como por quaisquer pessoas da sociedade".


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