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Estados Unidos e Japão vencem o ISA Games e levam as vagas olímpicas no Surfe

ISA/Pablo Franco

Neste sábado (24), o ISA World Surfing Games 2022 chegou ao seu último dia de competições. Com as fases finais da repescagem e do round principal para homens e mulheres. Além da definição dos campeões, também tivemos a decisão das vagas olímpicas.


Round de Repescagem 11 Masculino



Já com o Brasil fora das disputas em ambos os gêneros; a manhã começou com a bateria de repescagem do round 11. A prova era essencial para os Estados Unidos na briga pela vaga olímpica, já que havia a possibilidade de eliminação do estadunidense, Kolohe Andino.


Tanto Kolohe, quanto o indonésio, Rio Waida, começaram forte a bateria, buscando as melhores ondas e aumentando as suas respectivas pontuações. Ainda assim, a prova só foi engrenar na reta final, aonde Waida conseguiu se firmar na primeira posição com duas notas acima dos 7 pontos. Enquanto Baker, surpreendia Kolohe, alcançando o segundo lugar.

Andino até tentou voltar a segunda colocação, mas sem sucesso. Dessa forma, tanto o estadunidense, quanto o outro indonésio da prova, I Ketut Agus. A eliminação de Kolohe, aumenta as esperanças do time japonês na busca pela vaga nos Jogos Olímpicos.

Round de Repescagem 9 Feminino



A bateria desta fase da competição era importantíssimo para a definição da vaga olímpica no feminino. Uma vez que Austrália, que contava com duas atletas, e Portugal, com uma surfista, eram as principais concorrentes à esta vaga.

A prova foi uma das mais competitivas, com todas as surfistas buscando as ondas o tempo todo. No fim, prevaleceu a experiência da australiana Sally Fitzgibbons que, com uma somatória de 14.50 pontos, conquistou a liderança da bateria.

O segundo lugar teve uma disputa acirrada entra a outra australiana, Sophie McCulloch, e a portuguesa Yolanda Hopkins. A nota de 6.00 conquistada por Sophie em sua segunda onda, garantiu a ela a classificação e, consequentemente, complicando a vida de Portugal na disputa pela vaga olímpica. Já que, tanto Yolanda, quanto a alemã Rachel Presti, acabaram eliminadas.

 

Round 7 Chave Principal Masculino



O último round da chave principal, antes da final, contou com a presença de grandes nomes do surfe. Kanoa Igarashi, medalhista de bronze em Tóquio 2020; Lucca Mesinas, do Peru e também atleta olímpico; Nat Young, dos Estados Unidos; e o português Guilherme Fonseca.

A bateria começou animada, com todos os surfistas buscando abrir com uma boa nota. Kanoa, foi muito bem, e depois de quatro ondas surfadas, com duas boas notas, o japonês se colocou na primeira posição com uma somatória de 13.50. Depois disso, a prova ficou um pouco parada, com todos esperando a melhor chance; até que Guilherme a achou, e conquistou um excelente 8.17 em sua primeira onda.

Até os minutos finais, pouca movimentação ocorreu, com apenas Guilherme e Nat surfando poucas ondas, em busca do segundo lugar. Nos dois últimos minutos, todos os surfistas tiveram oportunidades de melhorar as suas somatórias. Apenas Lucca e Kanoa conseguiram mas, no entanto, o segundo lugar não mudou, ficando com Guilherme Fonseca, avançando com o japonês para o round final do evento.

 

Round 6 Chave Principal Feminino



O sexto e último round na chave principal do feminino, demorou para começar. As atletas até chegaram a entrar no mar, mas a direção de prova segurou o início da disputa por problemas no sistema de notas dos juízes. Por alguns minutos as surfistas se mantiveram no mar, aquecendo para a bateria, até que a direção resolveu pedir para que elas saíssem, e deixou a competição parada.

Com quase uma hora de atraso, a prova iniciou com a estadunidense, Kirra Pinkerton, conseguindo uma boa nota em sua primeira onda na bateria. Enquanto Pauline Ado, da França, Daniella Rosas, do Peru, e Teresa Bonvalot, de Portugal, aguardando pelas melhores ondas. E a bateria continuou assim, até perto dos minutos finais.

Kirra até conquistou mais uma nota no fim da prova, garantido o primeiro lugar e avançando, juntamente com Rosas, que havia conseguido algumas notas muito baixas no início da prova. A bateria terminou com apenas seis ondas surfadas pelas quatro atletas, e fazendo com que Teresa(que não compareceu para a prova) e Pauline tivessem que disputar a repescagem

 

ISA/Pablo Franco

Round de Repescagem 12 Masculino



O último round de repescagem, começou com uma boa onda de Nat Young, coquistando a nota de 5.17. Rapidamente, a resposta veio com Jackson Baker, Rio Waida e Lucca Mesinas, alcançando notas na casa dos 5 e 6 pontos. Nat não ficou pra trás, e logo conseguiu um 8.17, colocando-o na primeira posição.

Ao contrário da bateria anterior, essa foi extremamente movimentada, e com metade do tempo decorrida, todos os surfistas já haviam conquistado, ao menos, duas boas notas, deixando-os com somatórias acima dos 10 pontos. Waida liderava a prova, com apenas 2 pontos de diferença para o quarto colocado, Baker.

Apesar de ter a maior nota da prova, Nat não conseguia encontrar uma segunda onda boa o suficiente para colocá-lo nas duas primeiras posições. Enquanto isso, Baker respondeu com uma ótima onda, com direito a um reverso, e derrubando o estadunidense para a última colocação na prova.

Logo na sequência outra impressiva onda de Baker, pondo-o na primeira colocação, com a nota de 7.93, e assumindo a liderança. Com poucos minutos para o fim da prova, todos os surfistas estavam praticamente empatados na casa dos 14 pontos de somátoria; a diferença era apenas nos décimos. Waida, que se mantinha na segunda colocação, como de costume, pegou uma onda no último minuto, e melhorou a sua pontuação, conseguindo a primeira posição e indo para a final com o australiano.

A derrota do surfista estadunidense, foi um golpe nas chances dos Estados Unidos conquistarem a vaga olímpica. Agora, eles precisavam torcer para que o japonês, Kanoa Igarashi, não tivesse uma boa performance na bateria final.

 

 

ISA/Pablo Franco


Round de Repescagem 10 Feminino



O último round de repescagem feminino poderia definir a vaga olímpica no feminino. Sally Fitzgibbons começou de forma avassaladora, em poucos minutos, a surfista da Austrália estava com a somatória de 14.17 pontos, deixando todas as adversárias na combinação.


Enquanto Sally abria vantagem na primeira colocação, a sua compatriota McCulloch e Pauline Ado, disputavam onda a onda pela segunda posição. Ambas as atletas conseguiram uma somatória de 9 pontos. A prova só foi definida nos últimos minutos que, apesar das várias tentativas de McCulloch, foi Pauline que conseguiu uma ótima nota acima dos 6 pontos, e avançou com Sally para a final.

Teresa, que voltou a não competir, e McCulloch foram eliminadas, mas o fato da australiana ter terminado na frente da portuguesa na classificação geral, colaborou para que a Austrália ficasse mais próxima da vaga olímpica no feminino.

 

Final Masculina



A final masculina seria decisiva para o título do evento, além da vaga olímpica. Quem ganhasse a bateria, entre Kanoa Igarashi, Rio Waida, Jackson Baker e Guilherme Fonseca, garantia uma vaga olímpica para o seu país. A única exceção era Waida, que precisava vencer o evento e torcer para que Igarashi não terminasse na segunda posição.

E foi, justamente, Igarashi que começou colocando 14 pontos de somatória em cima dos seus adversários, ainda no início da bateria. Baker também começou forte, e conquistou uma somatória de 11.67. Mas, novamente, Kanoa mostrou que desejava conquistar essa vaga, e aumentou a sua pontuação com uma nota acima dos 8 pontos.

Até os dez minutos finais, a prova deu uma diminuída de ritmo, com apenas Waida e Fonseca buscando algumas ondas, mas sem conquistarem notas que pudessem colocá-los nas primeiras posições. A cinco minutos do final, Rio conquistou uma nota acima dos 7 pontos, indo para a segunda colocação mas, ainda assim, precisando de uma nota 8.29 para assumir a liderança da bateria.

Assim, a prova ficou até o fim, aonde Igarashi sagrou-se campeão do ISA World Surfing Games 2022, e ainda por cima garantiu uma vaga para o seu país nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

ISA/Ben Reed
Final Feminina


A final feminina começou muito favorável para a Austrália, que levaria a vaga olímpica caso Sally terminasse na primeira ou segunda colocações. França e Estados Unidos ainda tinham chances, se vencessem a competição e Sally terminasse ao menos na terceira posição. A única surfista que entrou apenas para buscar a vitória no evento era Daniella Rosas, do Peru.

Kirra Pinkerton iniciou forte a prova em busca da vaga para os Estados Unidos. Em poucos minutos a surfista já somava 9.10 pontos na primeira colocação. Com cerca de dez minutos decorridos, a francesa Pauline Ado entrou na competição com uma ótima onda, alcançando a nota de 6.00.

Rapidamente, Sally respondeu com um 6.50, mas Pauline não deixou a australiana nem comemorar a liderança momentânea, e conquistou uma outra ótima onda, de nota 7.00. Depois foi a vez de Pinkerton voltar para a bateria, com uma nota acima dos 7 pontos, tirando Sally da segunda colocação.

Com cinco minutos para o fim, Kirra, finalmente alcançou a nota necessária para assumir a liderança, e colocando os Estados Unidos perto da vaga olímpica. Os últimos minutos de prova foram de tentativas por parte de Sally, tentando ao menos a segunda posição que garantia a vaga para a Austrália, mas, quem saiu campeã foi a jovem Kirra Pinkerton, conquistando o título para o seu país, além da vaga olímpica.

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