Nadador Guilherme Costa controla euforia após medalha e vê provas de fundo como carro-chefe do Brasil no Mundial


Foram cinco provas nadadas, três finais, seis recordes sul-americanos e uma medalha. Uma campanha incrível que pôs Guilherme Costa como destaque da natação brasileira no Mundial de Esportes Aquáticos de Budapeste e colocou os holofotes nas provas de fundo. 

Guilherme foi ao pódio logo em seu primeiro teste na Hungria. A primeira medalha da carreira em um Mundial veio nos 400m livre, sua prova favorita. Foi o primeiro do país a ir ao pódio nesta prova, com 3m43s31. Um feito que o empolgou para as três outras provas de piscina que viriam na sequência.

“Ter conquistado a medalha no início me deixou mais confiante, mais motivado para o resto da competição. Mostrou que eu estava pronto e teria uma semana muito boa. Ao mesmo tempo não podia deixar a medalha me atrapalhar. Acabei ficando muito feliz, muito eufórico. Foi um pouco difícil dormir, baixar a adrenalina. Mas na manhã seguinte comecei a pensar nas provas seguintes. Ainda estou meio assim porque ainda tem a maratona. Quando passar tudo eu deixo para comemorar”, disse Guilherme.

Finalista olímpico nos 800m nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, Guilherme se apresenta como grande expoente das provas de fundo da natação brasileira. Mas o país também fez bonito no feminino. Nos 1.500m pela primeira vez duas brasileiras alcançaram uma final. Beatriz Dizotti foi a sexta do mundo, e Viviane Jungblut, especialista em águas abertas, foi a sétima.

“O Brasil é um país que historicamente se destacou mais nas provas de velocidade, mas é muito importante a gente abrir outros leques para o pessoal mais novo ver que também pode ganhar medalhas em provas mais longas, que tem espaço para todo mundo. Nesse Mundial as provas de fundo foram muito bem representadas, tanto no feminino quanto no masculino. Foi o carro-chefe”.

Guilherme treina diariamente no Parque Aquático Maria Lenk, Centro de Treinamento do Comitê Olímpico do Brasil, no Rio de Janeiro. Para o fundista, a estrutura oferecida nas instalações teve um papel importante em seu desenvolvimento como atleta e em sua consolidação como esperança de medalhas para o país.

“Estou muito feliz com meu resultado no Mundial. Acho que estava dentro das expectativas, porque me sentia pronto desde o início. (...) Eu treino no Maria Lenk, então o papel do COB é fundamental. A estrutura do Maria Lenk é incrível, piscinas muito boas, sala de preparação física, horários para treinar muito bons... Toda semana ficamos quebrados com os treinos, e os fisioterapeutas e massoterapeutas são fundamentais nesse trabalho de recuperação. Me fazem estar bem para enfrentar depois outra semana de treinos”.

Foto: João Paulo de Castro / CBDA
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