Medalhistas paralímpicos dominam finais dos 100m no masculino e feminino no Desafio CPB/CBAt


A 3ª etapa do Desafio CPB/CBAt, reuniu atletas com deficiência e olímpicos em disputas de campo e pista, na quinta-feira, 21, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. As finais dos 100 m foram majoritariamente compostas por atletas paralímpicos tanto na disputa entre homens quanto mulheres.

O Desafio de atletismo CPB/CBAt tem a finalidade de difundir e desenvolver a prática da modalidade entre atletas brasileiros com e sem deficiência. Dirigido e organizado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o evento será dividido em sete etapas durante todo o ano de 2022.

Na manhã desta quinta, ocorreram as provas de 100 m, 200 m, 400 m, 1.500 m na pista. A final dos 100 m foi o grande destaque do dia com metade dos corredores no paralímpico no masculino e quatro de cinco atletas no feminino.

O medalhista de prata na prova dos 200 m nos Jogos de Tóquio Ricardo Mendonça (T37) foi um dos finalistas na disputa desta manhã. “Isso mostra a qualidade do trabalho que tem sido feito no Brasil com os atletas paralímpicos. Estamos em uma crescente desde Tóquio e só nos fortalecemos para hoje podermos ter essa final com muitos paralímpicos”. Ele terminou a prova em 11s23.

Participaram também desta prova José Alexandre da Costa (T47), 11s12, Fabrício Ferreira (T12), 11s15, e os atletas olímpicos Aldemir Gomes Lucas Maia e Tauler Rigon.

“Foi uma corrida boa, estou muito feliz com o meu desempenho. A gente está trabalhando muito forte pensando no Campeonato Mundial de Paris”, completou Ricardo, que começou no esporte apenas em 2019.

Na final feminina, participaram Lorena Spoladore (T11), 12s47, Jerusa Geber (T11),12s51, Viviane Soares (T12), 12s94, e Rayane Soares (T13), 12s52. Apenas Anny Caroline de Bassi representou os atletas olímpicos.

Provas de campo
A paulista Beth Gomes, da classe F52, registrou sua melhor marca no lançamento de disco: 18,25 m. A marca está em processo de homologação junto ao Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) como recorde mundial. Nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, Beth conquistou a medalha de ouro nesta mesma prova com a distância de 17,62 m, até então a melhor marca mundial.

Beth era jogadora de vôlei em 1993 quando foi diagnosticada com esclerose múltipla. Demorou para aceitar a doença até conhecer o basquete em cadeira de rodas, em Santos. Descobriu o atletismo no mesmo local onde treinava.

Os medalhistas paralímpicos João Victor Teixeira (F37), Thiago Paulino (F57) e Raissa Machado (F56) também disputaram o Desafio CPB/CBAt.

No lançamento de dardo, Raissa alcançou a marca de 24m02. Já nas provas de peso, João Victor arremessou 13m05 e Thiago 14m41.

Foto: Alê Cabral/CPB
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