EUROCOPA FEMININA 2022: formato, histórico, análise dos grupos e transmissão. Confira!

A Eurocopa feminina começa nesta quarta-feira (6) e o Surto Olímpico traz as principais informações para você acompanhar o torneio. 

A competição será sediada na Inglaterra e acontecerá entre os dias 6 e 31 de julho. A partida de estreia será entre Inglaterra e Áustria, às 16h, em um Old Trafford com ingressos esgotados. 

Esta será a segunda vez que o país britânico sediará uma edição de Eurocopa. A outra oportunidade foi em 2005, quando a Alemanha foi a campeã.

Nesta edição, os estádios selecionados para abrigar as partidas foram: Brighton & Hove Community Stadium, Brentford Community Stadium, Wembley Stadium (final), Manchester City Academy Stadium, Stadium MK, New York Stadium, Bramall Lane, St Mary's Stadium, Old Trafford (abertura) e Leigh Sports Village. 

Além de conquistar o título Europeu, o campeão do torneio terá a oportunidade de enfrentar o vencedor da Copa América na disputa da Finalíssima Feminina da UEFA-CONMEBOL, confronto que também foi realizado no futebol masculino. Data e local ainda serão definidos. 


Formato 

As 16 equipes participantes estão divididas em quatro grupos de quatro países cada. Após a fase inicial, em que todos se enfrentam, os dois melhores classificados de cada grupo avançam para as quartas de final, que serão realizadas em jogo único, assim como as semis e a final. 

Grupos

  • Grupo A: Inglaterra (anfitriã), Áustria, Noruega, Irlanda do Norte.
  • Grupo B: Alemanha, Dinamarca, Espanha, Finlândia.
  • Grupo C: Países Baixos (campeão), Suécia, Portugal*, Suíça.
  • Grupo D: França, Itália, Bélgica, Islândia.

*Portugal substitui a Rússia, desclassificada devido à guerra da Ucrânia.


Histórico 

Desde o início da Eurocopa neste formato, em 1991, somente Alemanha (7x), Noruega (1x) e Países Baixos (1x) foram campeões. As neerlandesas venceram a última Euro, disputada em 2017, quando quebraram a hegemonia de seis títulos em sequência da Alemanha. 

Campeões:

2017: Países Baixos 4-2 Dinamarca; Enschede, Países Baixos.

2013: Alemanha 1-0 Noruega; Solna, Suécia.

2009: Alemanha 6-2 Inglaterra; Helsínque, Finlândia.

2005: Alemanha 3-1 Noruega; Blackburn, Inglaterra.

2001: Alemanha 1-0 Suécia (gol de ouro); Ulm, Alemanha.

1997: Alemanha 2-0 Itália; Oslo, Noruega.

1995: Alemanha 3-2 Suécia; Kaiserslautern, Alemanha.

1993: Noruega 1-0 Itália; Cesena, Itália.

1991: Alemanha 3-1 Noruega (ap); Aalborg, Dinamarca.

Se contarmos a Competição Europeia da UEFA para Seleções Femininas Representativas entre 1984 e 1989, a Alemanha (Ocidental), a Noruega e a Suécia somam mais um título cada.

1989: República Federal da Alemanha 4-1 Noruega; Osnabruck, República Federal da Alemanha.

1987: Noruega 2-1 Suécia; Oslo, Noruega.

1984: Suécia 1-1 Inglaterra (4-3 pen); duas mãos, Gotemburgo e Luton.

Maiores campeãs 

Destaques 

Grupo A: Inglaterra e Noruega são favoritas para avançar.

Inglaterra:

  • A seleção anfitriã vai em busca do título inédito e, para isso, conta com um elenco consolidado no futebol europeu. Desde a última Euro, em 2017, a Inglaterra foi o país que mais evoluiu no fortalecimento do campeonato nacional, a FA Women's Super League, e atualmente tem uma das ligas mais competitivas do mundo. No total, somente três atletas não atuam no futebol inglês. 
  • Os maiores destaques da equipe são as atacantes Fran Kirby (Chelsea), Bethany Mead (Arsenal) e Ellen White (Man. City), maior goleadora da seleção inglesa. Entre as veteranas, Lucy Bronze (Barcelona) e Jill Scott (sem clube) contribuem para dar consistência do time. Entre as jovens, Jessica Carter (Chelsea), Georgia Stanway (Bayern) e Lauren Hemp (Man. City) merecem atenção. 
Lucy Bronze, lateral direita e melhor do mundo em 2020. Foto: reprodução/@Lionesses

Noruega:

  • Bicampeã europeia, a Noruega tem longa tradição no futebol feminino, com várias atletas atuando na liga nacional. No entanto, os maiores destaques vêm dos campeonatos inglês, espanhol e francês, com Maren Nævdal Mjelde (capitã) e Guro Reiten, ambas do Chelsea, Caroline Graham Hansen, do Barcelona,  e Ada Hegerberg, a craque do time, que joga no Lyon. Ada voltou de lesão nesta temporada e foi essencial para o time francês na conquista dos títulos francês e europeu.

Áustria: 

  • O time austríaco deve buscar uma classificação improvável, mas possível, apoiando-se em atletas com rodagem internacional, como a goleira Manuela Zinsberger (Arsenal),  Carina Wenninger (Roma, emprestada pelo Bayern), Sarah Zadrazil (Bayern München) e Sarah Puntigam (Köln).

Irlanda do Norte: 

  • É a equipe mais fraca do grupo e talvez do torneio. A jogadora mais conhecida é a defensora Laura Rafferty, que hoje joga no Southampton e já chegou a integrar o elenco do Chelsea há algumas temporadas. 

Grupo B: grupo da morte.

Alemanha:

  • A heptacampeã europeia chega na Euro 2022 menos badalada que suas grandes rivais. Com o fortalecimento de outras ligas, o campeonato alemão perdeu um pouco de prestígio e de talentos. Times como Frankfurt e Potsdam, que no início dos anos 2000 eram dos mais vitoriosos não só na Alemanha, como na Europa, perderam espaço nos últimos anos. 
  • O time base alemão é composto por uma mescla de jogadoras do Bayern, Eintracht Frankfurt e Wolfsburg, equipe mais importante do país no momento. Com uma renovação visível quando comparada à equipe do ouro olímpico na Rio 2016, as promessas alemãs são Lena Lattwein (Wolfsburg), Lena Oberdorf (Wolfsburg) e Giulia Gwinn (Bayern München). 

Dinamarca: 

  • Mais conhecida do público brasileiro, já que enfrentou a seleção nesta reta final de preparação para a Euro, a Dinamarca brigará por uma vaga nas quartas de final com Alemanha e Espanha. A equipe nórdica apostará na consistência defensiva e nos destaques individuais que possui do meio para frente. 
  • Sofie Svava, defensora do Real Madrid, Sofie Jung Pedersen, meia da Juventus, Nadia Nadim, atacante do Racing Louisville, e Pernille Harder, do Chelsea, melhor da Europa em 2018 e 2020, são os destaques dinamarqueses.

Espanha: 

  • A seleção espanhola é uma das que mais causa expectativa nos torcedores. Devido ao sucesso do Barcelona nos últimos anos, espera-se que a base catalã somada a talentos do Real Madrid e de outras equipes do campeonato nacional consigam levar a seleção a um título inédito. 
  • As blaugranas que merecem especial atenção são a goleira Sandra Paños, a defensora María León e as meias Aitana Bonmatí e Mariona Caldentey. Leila Ouahabi, do Manchester City, e as madridistas  Esther González e Olga Carmona também são nomes importantes na equipe espanhola. 
  • A atacante Alexia Putellas, melhor do mundo em 2021 e uma das principais estrelas europeias, sofreu uma lesão em uma sessão de treinamentos e está fora da competição.

Finlândia: 

  • Azarona do grupo. Buscará tirar pontos das três outras equipes para embolar o grupo da morte. As principais atletas são Tinja-Riikka Korpela, experiente goleira do Tottenham, e a artilheira Linda Sällström, do Vittsjö.


Grupo C: Países Baixos e Suécia são favoritas, mas Suíça pode surpreender. 

Países Baixos: 

  • Atual campeã europeia e vice-campeã do mundo. A seleção neerlandesa é muito forte como conjunto e tem bons ativos individuais, mas vem de maus resultados contra grandes equipes nos últimos jogos. O time perdeu de 5x1 para a Inglaterra e de 3x1 para a França neste ano. 
  • Os destaques dos Países Baixos são muitos: a goleira Sari van Veenendaal (PSV Eindhoven), a defensora Dominique Janssen (Wolfsburg), as meias Jill Roord (Wolfsburg) e Daniëlle van de Donk (Lyon), e as atacantes Lineth Beerensteyn (Juventus), Lieke Martens (PSG) e Vivianne Miedema (Arsenal), maior artilheira da seleção com apenas 25 anos.

Suécia: 

  • Atual 2ª colocada no ranking da Fifa e invicta desde março de 2020, quando foi derrotada por 1x0 pela Alemanha em jogo amistoso. Seleção forte coletivamente, com histórico de grandes finais e atacantes perigosas. Os destaques suecos são Sofia Jakobsson, meia do San Diego Wave, Lina Hurtig, centroavante da Juventus, e as atacantes Stina Blackstenius, do Arsenal, e Fridolina Rolfö, do Barcelona.
  • A Suécia chega para a Euro como uma das seleções mais bem preparadas e está entre as favoritas ao título. 

Suíça: 

  • Equipe menos badalada, mas com três jogadoras mais conhecidas: a meia Coumba Sow, do Paris FC, e as atacantes Ramona Bachmann, do PSG, e Ana-Maria Crnogorčević, do Barcelona.

Portugal:

  • Entrou para substituir a Rússia, banida devido à guerra contra a Ucrânia. O país tem uma liga nacional mais fraca quando comparada aos demais campeonatos nacionais europeus. A equipe atual é formada por uma mescla de atletas do Benfica, Sporting e Braga. Tatiana Pinto, atleta do Levante (ESP), é uma das jogadoras mais experientes de Portugal. 


Grupo D: França ampla favorita e disputa aberta para a 2ª vaga. 

França: 

  • Seleção mais forte do grupo, com atletas experientes e um conjunto equilibrado. A zagueira Wendie Renard (Lyon) é a principal estrela do time: ela tem 33 anos, é alta, técnica e tem um jogo aéreo muito poderoso, tendo marcado 33 gols com a camisa da França. Além dela, outros destaques são Sakina Karchaoui, Grace Geyoro, Kadidiatou Diani e Marie-Antoinette Katoto, todas do PSG, e Delphine Cascarino, do Lyon.   

Itália: 

  • Time em construção, com todas as atletas vindo da liga italiana, que, apesar do crescimento nas últimas temporadas, ainda fica abaixo dos principais campeonatos europeus. A seleção vem de bons resultados, ganhando da Noruega e da Dinamarca e empatando com Suécia e Espanha. A força da equipe vem do ataque, com destaque para Barbara Bonansea e Cristiana Girelli, ambas da Juventus. 

Bélgica: 

  • A equipe deve competir com a Islândia para buscar uma vaga inesperada. As belgas têm pouca experiência em competições de maior relevância, tendo participado da Euro somente na edição de 2017. Tessa Wullaert (Anderlecht), que jogou no Manchester City até 2020, é a maior artilheira da seleção e uma das atletas mais conhecidas.

Islândia: 

  • Mesmo não sendo uma seleção tradicional, o time conta com jovens muito técnicas e promissoras, como Sara Björk Gunnarsdóttir (Lyon), Alexandra Jóhannsdóttir (Breidablik) e Svava Rós Gudmundsdóttir (Brann). Além delas, Sveindís Jane Jónsdóttir,  atacante de 21 do Wolfsburg, está explodindo no futebol europeu com seu jogo rápido e poder de finalização apurado. Não será zebra se a equipe islandesa superar a Itália. 

Transmissão 

O grupo Disney é detentor dos direitos de transmissão da Eurocopa no Brasil. As principais partidas serão exibidas na ESPN e as demais serão transmitidas no Star +.

Jogos da primeira rodada:

06/07 - Grupo A: Inglaterra - Áustria (16h00, Old Trafford)

07/07 - Grupo A: Noruega - Irlanda do Norte (16h00, Southampton)

08/07 - Grupo B: Espanha - Finlândia (13h00, Milton Keynes)

08/07 - Grupo B: Alemanha - Dinamarca (16h00, Brentford)

09/07 - Grupo C: Portugal - Suíça (13h00, Wigan & Leigh)

09/07 - Grupo C: Países Baixos - Suécia (16h00, Sheffield)

10/07 - Grupo D: Bélgica - Islândia (13h00, Manchester)

10/07 - Grupo D: França - Itália (16h00, Rotherham)


Fotos: reprodução/UEFA Women's Euro


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2 Comentários

  1. Quando vai ser a abertura ?

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    1. Foi no dia 06/07, Inglaterra 1 a 0 sobre a Áustria

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Bem-vindos ao Surto Olímpico!
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