Do Mundial de vôlei de praia ao Circuito Brasileiro, do adulto à base: comissão técnica permanente da CBV acompanha duplas nacionais de perto


Quando Duda e Ana Patrícia se tornaram campeãs mundiais, eles estavam lá. Nas últimas etapas dos circuitos Brasileiro e Mundial, também. Criada no início deste ano, a comissão técnica permanente de vôlei de praia da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) acompanha de perto as principais duplas brasileiras, com o supervisor técnico Leandro Brachola, o coordenador técnico Marco Char, e equipes de fisioterapia, análise de desempenho e fisiologia. Mas além dos craques já em destaque, o olhar atento também é voltado para os jovens talentos. Desde o último dia 16, o Centro de Treinamento da CBV, em Saquarema (RJ), recebe 16 atletas com até 19 anos para treinamentos. Este ano, o Brasil participa do Mundial da categoria, em setembro.

“Damos suporte aos times para que eles façam uma boa programação e para que os atletas estejam sempre nas melhores condições. Avaliamos as necessidades de cada equipe na parte de análise de desempenho e de estatística, e no trabalho de fisiologia e fisioterapia. Eles também sabem aproveitar ao máximo o que temos a oferecer”, explica Leandro Brachola, campeão olímpico com a dupla Alison/Bruno Schmidt nos Jogos Rio 2016. “Esse camp que realizaremos é uma oportunidade de trabalhar com atletas sub-19. Eles farão treinamentos com todo o suporte, com a mesma estrutura que temos para a categoria adulta. Queremos chegar no Mundial sub-19 com duplas de alto nível, mas também pensamos na formação de todos eles como atletas e no desenvolvimento a longo prazo. Também daremos oportunidade para que treinadores participarem desse processo. O Marcelo “Big” Carvalhaes e o Caio Lopes são nossos treinadores principais, mas teremos outros técnicos contribuindo nos treinamentos. Eles terão essa vivência do trabalho da seleção, o que contribuirá para o desenvolvimento desses profissionais”, explica Brachola.

Durante o Campeonato Mundial de Roma, que além do ouro de Duda/Ana Patrícia teve a prata de Vítor Felipe/Renato e o bronze de George/André, os atletas contaram com a presença dos fisioterapeutas Eduardo Ruhling e Vinicius Marques, e com as informações enviadas pela equipe de análise de desempenho.

“A fisioterapia tem ajudado muito, porque é um custo alto para as equipes. Na Europa, estivemos em uma sequência de três torneios (duas etapas Elite do Circuito Mundial e o Campeonato Mundial), o que contribuiu para que as equipes chegassem no melhor momento no Mundial. Também disponibilizamos jogos dos adversários editados, com as estatísticas de jogo, para que eles pudessem fazer as melhores escolhas nas partidas”, explica Brachola. “O Campeonato Mundial mostrou o excelente trabalho das comissões técnicas e a alta capacidade dos atletas brasileiros. Com esse trabalho conjunto, eles têm tudo para estar sempre brigando pelo pódio nas principais competições”.

Na etapa de Vila Velha do Circuito Brasileiro, o fisiologista Helvio Affonso, em parceria com o Tommasi Laboratório, coletou dados de 20 atletas, que geraram análises para as comissões técnicas e também serão transformados em um artigo científico. “Fizemos biomonitoramento para identificar todos os desgastes gerados pela competição. Os atletas da seleção estão sendo monitorados pré e pós competição, com um painel grande de marcadores bioquímicos. Com as estatísticas de todos os jogos, vamos correlacionar os dados para identificar desgastes e ações físicas, e a partir disso, alimentar cada staff sobre o que pode ser ajustado para melhorar a performance. Um dos trabalhos dessa comissão permanente é produzir pesquisa e matéria científico com os próprios atletas, porque existem pouquíssimas pesquisas com atletas de verdade”, explica Helvio. “O objetivo do biomonitoramento é balizar as equipes dos atletas nas tomadas de decisão. Seja treinador, preparador físico, psicólogo ou nutricionista. Queremos criar um banco de dados que gere lastro para tomadas de decisão sobre tudo na vida do atleta. Esse trabalho vai potencializar a performance respeitando a individualidade de cada atleta”.

Foto: Divulgação
Código adsense convertido aqui

Postar um comentário

APOIE O SURTO OLÍMPICO EM PARIS 2024 Sabia que você pode ajudar a enviar duas correspondentes do Surto Olímpico para cobrir os Jogos Olímpicos de Paris 2024? Faça um pix para surtoolimpico@gmail.com e nos ajude a levar as jornalistas Natália Oliveira e Laura Leme para cobrir os jogos in loco! Composto por cinco editores e sete colaboradores, o Surto Olímpico trabalha desde 2011 para ser uma referência ao público dos esportes olímpicos, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Apoie nosso trabalho! Contribua para a cobertura jornalística esportiva independente!
To Top