Diogo Soares cresce na seleção adulta e mira Mundial de Ginástica Artística


O rosto jovem e os gestos às vezes meio tímidos já entregam que estamos tratando de um representante da nova geração. Ou melhor, uma joia da ginástica artística brasileira masculina que vem se lapidando e evoluindo a cada campeonato. Diogo Soares é o caçula da equipe titular do Brasil. Aos 20 anos, o paulista de Piracicaba assumiu o posto de principal nome na transição de gerações da modalidade e vem colecionando experiências – e medalhas – enriquecedoras no time brasileiro. Na meta para 2022, o ginasta visualiza um bom desempenho no Mundial de Ginástica Artística, no fim de outubro, em Liverpool, na Inglaterra.

Na disputa do campeonato Pan-americano de Ginástica Artística, encerrado no último domingo (17), no Rio de Janeiro, Diogo mostrou que sua evolução na modalidade vem trazendo mais responsabilidades a ele na composição da equipe masculina. Mais um representante dos atletas generalistas, que têm como expoente atual Caio Souza, o jovem ajudou o Brasil a não só garantir vaga no Mundial, mas também a conquistar a medalha de prata por equipes. O mais interessante é que o caçula vem sendo o ginasta responsável por abrir as apresentações do Brasil nos aparelhos. Fruto de um amadurecimento de quem está servindo a seleção adulta desde 2019.

“Acho que essa evolução de maturidade é natural. Conforme você vai competindo mais vezes, convivendo mais vezes com o Nory, Zanetti, Caio, você aprende bastante. Cada competição você leva alguma coisa para casa. Essa competição (Pan) não foi das minhas melhores, mas mesmo nas que a gente acerta ou erra a gente consegue aprender para evoluir como pessoa, como atleta.”, pontuou.

E por falar em evolução, Diogo vem mostrando um crescimento interessante em suas apresentações com a seleção brasileira. Desde a sua participação nos Jogos Olímpicos da Juventude Buenos Aires 2018, nos quais conquistou uma medalha de prata na barra fixa e um bronze no individual geral, até a passagem para a seleção adulta, o jovem foi evoluindo tecnicamente e fisicamente e hoje já não é visto como uma promessa, mas sim uma realidade da ginástica artística masculina brasileira. Ele, inclusive, competiu nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 e acredita que as experiências das grandes competições o fizeram adotar a postura que apresenta atualmente, de mais resiliência e serenidade.

“Quando eu era mais novo e tinha uma falha, uma queda, eu deixava esse erro grande afetar nos outros aparelhos. Nos Jogos Olímpicos da Juventude deu para perceber que, por conta de alguns erros, meus saltos, por exemplo, acabavam meio relaxados...não me orgulho disso, mas tive um aprendizado. Com certeza a queda no solo deste Pan me deixou triste, mas eu deleto ali. No outro aparelho foi outra coisa, não deixo mais afetar. Eu evoluí. Eu cresci, fiquei mais velho, e acho que esse era um defeito muito ruim que eu tinha, de deixar atrapalhar, de desanimar”, analisou, comemorando essa mudança de postura ao passar do tempo.

“Eu fico feliz de ter percebido isso e vir batalhando para melhorar. Hoje em dia eu percebo que tudo fez parte da minha evolução, senão não seria a pessoa que sou hoje. Pode ter certeza que atualmente se eu errar não desanimo, não. Vou sorrir, dar tchau para a arquibancada, e seguir, como fiz no Pan”, frisou.

Diogo se prepara para o compromisso mais importante da seleção brasileira em 2022, o Mundial de Ginástica Artística. Até chegar em Liverpool, ele pretende fazer ajustes nas suas séries e espera continuar evoluindo. A meta final é uma boa apresentação nos Jogos Olímpicos Paris 2024.

“Eu estou focado no Mundial. Pretendo ajustar um pouco a série, ver se coloco talvez um pouco mais de dificuldade. Vou focar bastante nos treinos para ajustar os erros e chegar em Liverpool muito melhor. Sobre Olimpíadas, depois que fui para Tóquio, elas viraram o foco de tudo. Minha cabeça vai estar sempre nessas duas competições e estou tentando dificultar as séries. Faço muitos elementos que ainda não estão nelas e quando eu os adicionar vou ter um rendimento muito maior. É ir para cima, evoluir e mostrar isso para todo mundo”, concluiu.

Foto: Ricardo Bufolin/CBG
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